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terça-feira, 16 de julho de 2013

Toda solidariedade ao camarada José Cristian Góes


O Partido Comunista Brasileiro (PCB) torna pública sua total e irrestrita solidariedade ao camarada José Cristian Góes, jornalista que foi absurdamente condenado pela justiça estadual de Sergipe a 07 meses e 16 dias de prisão. Seu "crime"? Escrever uma crônica ficcional.
Tal condenação ultrapassa todos os limites do absurdo, sendo gravíssima afronta ao exercício constitucional à liberdade de expressão e ao ordenamento jurídico brasileiro. E desmascara com clareza a permanência de modelos arcaicos e autoritários em determinadas instituições públicas.
A condenação absurda de José Cristian Góes é parte de perseguição pública a que o camarada vem sendo submetido pelo desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, Edson Ulisses de Melo, vice-presidente do tribunal. O desembargador é cunhado do governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT) e foi nomeado por ele para o mais alto cargo do Judiciário estadual.
O desembargador não gostou de uma crônica ficcional escrita pelo jornalista José Cristian Góes sobre o coronelismo (“Eu, o coronel em mim”), tendo identificado o texto como uma crítica a seu cunhado, o governador de Sergipe.
O texto de Goés é ficcional, escrito em primeira pessoa e não têm nomes de pessoas, locais e nem datas. Mesmo sem tais referências, o desembargador Edson Ulisses moveu dois processos contra o jornalista: um criminal, onde pede prisão de José Cristian Góes; e um cível, onde pede indenização por danos morais.
Cristian Góes é um jornalista militante pelos direitos humanos, foi presidente do Sindicato dos Jornalistas de Sergipe e atua junto aos movimentos sociais e sindicais em Sergipe e no Brasil há mais de 20 anos.
O juiz substituto do Juizado Criminal Especial em Aracaju, Eduardo Portela, reconhece que não há nomes, não há referência a pessoas, mas sentencia o jornalista José Cristian Góes a 07 meses e 16 dias de prisão por escrever o texto que “é possível fazer uma associação” e “dar a entender” que o jornalista escreveu no texto a palavra “coronel” fazia referências ao governador e “jagunço das leis” ao desembargador.
O artigo XIX da Declaração Universal dos Direitos Humanos é claro: “todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão; esse direito inclui a liberdade de ter opiniões sem sofrer interferência e de procurar, receber e divulgar informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras”. A Constituição Federal brasileira, de 1988, diz em seu o artigo 5º, IX: “É livre a expressão da atividade intelectual, artísticas, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”.
Como se percebe, a condenação criminal do jornalista José Cristian Góes é inconcebível sob todos os aspectos. Por isso, o PCB conclama todas as organizações políticas e sociais em Sergipe e no Brasil a agir no sentido de atuar para reverter essa absurda condenação porque ela não afeta apenas ao jornalista, mas todos à sociedade brasileira.
PCB - Partido Comunista Brasileiro
Secretariado Nacional

Fonte: http://pcb.org.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=6273:toda-solidariedade-ao-camarada-jose-cristian-goes&catid=120:grecia

ENTENDA O CASO

O jornalista sergipano José Cristian Góes foi condenado a sete meses e 16 dias de prisão por ter escrito uma crônica ficcional sobre o coronelismo.

Segundo o Sindicato dos Jornalistas do Sergipe, apesar de o texto ser em primeira pessoa e não ter indicação de locais, datas e não citar ninguém, o desembargador Edson Ulisses, cunhado do governador Marcelo Déda (PT), se sentiu ofendido e pediu a prisão do jornalista.

Edson Ulisses, que é também vice-presidente do Tribunal de Justiça, alegou que se sentiu pessoalmente ofendido pela expressão “jagunço das leis” e pediu a prisão do jornalista por injúria.

Apesar de todo o processo ter sido presidido pela juíza Brígida Declerc, do Juizado Especial Criminal em Aracaju, a sentença foi assinada no último dia 04 de julho pelo juiz substituto Luiz Eduardo Araújo Portela.

“Esta é uma decisão em primeira instância. Vamos ingressar com os recursos. Em razão de ser uma sentença absurda, não acreditamos que ela prospere, mas se for o caso vamos até o STF em razão da decisão ferir gravemente à Constituição Federal, e quem sabe, podemos ir até ao CNJ e as Cortes internacionais de Direitos Humanos”, disse Antônio Rodrigo, advogado de Cristian Góes.

Os sete meses e 16 dias de detenção foram convertidos pelo juiz Eduardo Portela a prestação de serviço em alguma entidade assistencial.

A crônica literária “Eu, o coronel em mim” é um texto em estilo de confissão de um coronel imaginário dos tempos de escravidão que se vê chocado com o momento democrático. Não há citação de nomes, locais, datas ou cargos públicos.

Fonte: http://www.midiajur.com.br/conteudo.php?sid=44&cid=10612

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Vamos celebrar a solidariedade internacional à Angye! NÃO MAIS PRESOS POLÍTICOS NA COLÔMBIA!

Reservem o fim de tarde de sábado 14 de abril! Ato em solidariedade a poeta colo...mbiana Angye Gaona (com a participação dela via videoconferência) e com o fantástico grupo CANTO LIBRE, entoando o cancioneiro de luta latino-americano! Tragam poesias, canções e cenas!!! Vamos celebrar a solidariedade internacional à Angye! NÃO MAIS PRESOS POLÍTICOS NA COLÔMBIA!


Mais info:https://www.facebook.com/events/148086915317511/

TECIDO BRANDO
Angye Gaona

Calma e tino te digo, peito brando.
Não queiras conter toda a água dos mares.
Toma uns litros de ondas bravas,
de espuma fera.
Deixe que se encrespe dentro de ti,
cavalo afrontado,
mas não domes esta água
que o tempo a requer viva
e pulsante.
Respira e prepara-te, peito brando.
Não queiras conter todo o ar dos abismos,
toma só o de tua pequena inspiração,
o acaricie por instantes,
o sussurre como se ao último alento
e o deixa livre ir ali,
aonde tu também querias:
vasto, imenso, indistinto.
Sopra forte o que guardas.
Não recolhas mais lágrimas, peito brando.
E se um menino preso chora, dirás,
e se um homem é torturado, dirás.
Que não é tempo de guardar a ira, te digo.
É momento de forjar e fazer luzir
o fio da navalha.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Cantores venezuelanos se pronunciam pela liberdade de Julián Conrado


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Pela Coordenadoria "QUE NO CALLE EL CANTOR" / FUNDALATIN

Segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012 19:31

«Parte dessa herança é Julián Conrado», nos disse Sol Musset. Lilia Vera: «...Acreditamos no asilo, sobretudo porque o que ocorreu com Juliám Conrado é uma violação de seus direitos humanos. Nós cantores abraçamos a luta deste companheiro...»

Cantores venezuelanos se pronunciam pela liberdade de Julián Conrado

"... a vida é muito perigosa. Não pelas pessoas que fazem o mal, mas pelas que se sentam e assistem ao que acontece..."
Albert Einstein

“Se não nos deixam sonhar, não os deixaremos dormir”
Dos Indignados em Barcelona.
Recopilado por Eduardo Galeano

Pela Coordenadoria “QUE NO CALLE EL CANTOR” / FUNDALATIN

De maneira decidida, cantores venezuelanos se pronunciam pela liberdade de Julián Conrado, como digno representante do canto comprometido e continuador da obra de Alí Primera. «Parte dessa herança é Julián Conrado», nos disse Sol Musset. Lilia Vera: «...Acreditamos no asilo, sobretudo porque o que ocorreu com Julián Conrado é uma violação de seus direitos humanos. Nós cantores abraçamos a luta deste companheiro...» O aragüeño Agua Salá expressa sem nenhuma dúvida: «Como cantor peço... que se dê a liberdade a esse companheiro que pe a voz de muitos seres humanos». Alí Manaure:«Nós amamos a paz, porém, como defende o próprio Julián, não existirá paz se não houver justiça e nem amor...» Sandino Primera: «Julián representa a esperança...» Estas foram parte das declarações ditas por algumas das figuras do canto comprometido que se solidarizaram publicamente com a liberdade do cantor e compositor preso e em perigo de ser extraditado à Colômbia, somando suas vozes aos clamores do mundo todo que pedem a liberdade do artista e impedem o desenvolver das funestas intenções que justificam a entrega por «conveniência política»

As opiniões emitidas neste vídeo refletem claramente o grande significado político e ético embutido no caso para os setores revolucionários que apoiam a revolução bolivariana e o Presidente Chávez, na Venezuela e no mundo. Tal como propõe uma voz solidária anônima num e-mail, os que sustentam a tese da entrega, «estariam condenados a mais arrasadora condenação histórica» Ainda a respeito do assunto, uma frase d’O Libertador, recopilada pelo cantor Alí Manaure, que nos ajuda a refletir sobre a solidariedade com o companheiro preso: “Feliz é aquele que correndo por entre os escombros da guerra, da política e das desgraças públicas, preserva sua honra intacta e se apresenta inocente ao exigir de seus próprios companheiros de infortúnio uma reta decisão sobre sua inculpabilidade".

Vídeos:




Outros materiais para o “combate” e a reflexão:





Pela derrota do Plano Colômbia nas terras de Bolívar!

Pelo fechamento da porta ao Plano Colômbia nas pátrias libertárias!

Liberdade e Asilo JÁ para Julián Conrado, o Alí Primera colombiano!

Amando, venceremos!

"Alí Costas Manaure"  alicostas.manaure@gmail.com
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"Tamanaco De la Torre"  tdelatorre2021@gmail.com
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Tradução: Maria Fernanda M. Scelza (PCB)

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

SOLIDARIEDADE COM A POETISA ANGYE GAONA PRESA PELO GOVERNO DA COLÔMBIA

No próximo dia 23 de janeiro de 2012 terá inicio o julgamento de Angye Gaona, poetisa e jornalista colombiana.

"Acusada por crimes de rebelião e tráfico de drogas, e considerada pela justiça de seu país como uma criminosa de alta periculosidade", Angye Gaona é só mais uma mulher perseguida pelo governo da Colômbia. Corre perigo de sofrer até vinte anos de prisão ou algo pior, por delitos que jamais cometeu.

Em janeiro de 2011, foi detida e encarcerada durante 4 meses em uma prisão de média segurança sem que fosse iniciado qualquer julgamento durante sua detenção. Depois de uma intensa campanha de petições de alcance internacional, foi posta em liberdade provisória, pois já se passava o tempo limite para iniciar seu julgamento.1

A promotoria colombiana acusa a poetisa de "conspiração criminosa agravada por delito de narcotráfico e rebelião". No meio da desordem da promotoria e dos tribunais na Colômbia, um julgamento injusto está para começar na cidade de Cartagena de Indias, a mais de 800 km de Bucaramanga, cidade onde Angye reside. Testemunhas de defesa estão impossibilitadas de viajarem para cidade do julgamento.

Apesar de ter uma vida difícil, com menos do necessário para alimentar a sua filhinha – com quem compartilha um apartamento em um bairro humilde de Bucaramanga, Angye Gaona se solidarizou, por meio de seu trabalho cultural e poético, com os milhares de presos políticos que padecem nos cárceres de seu país. A resposta do estado colombiano, como para todos aqueles que desafiam a ordem de terror estabelecida no país, não poderia ser outra.

Angye Gaona foi integrante da equipe organizadora do Festival Internacional de Poesia de Medellín, organizando assim em 2001 a primeira exposição do festival Internacional de Poesia Experimental. Também tem cultivado a escultura e a produção radiofônica. Trabalha realizando atividades de promoção das potências da poesia em sua cidade natal. Seus poemas foram incluídos em antologias e publicações impressas e digitais na Colômbia e no exterior.

Em 2009, publicou seu primeiro livro: Nascimento Volátil (Ilustrações de Natalia Rendón), e participou do Encontro Internacional de surrealismo atual: O Umbral Secreto, (Santiago do Chile), a maior mostra já realizada do movimento surrealista na América Latina. Em 2010 realizou o poema experimental, Os Filhos do Vento. Sua obra foi traduzida parcialmente em francês, catalão, português e inglês.

Em 2011 ganhou o Salão metropolitano das artes Mire. Em 2012 participará da Exposição Internacional Surrealismo 2012 (Pennsylvania, EUA), se não for encarcerada até lá.Um Dossiê Especial bilingüe lhe será dedicado, no próximo número da revista poética francesa La voix de autres, que será publicada em março de 2012.2

Atualmente se estima que a Colômbia tenha mais de 7.500 presos políticos, e é um dos países que mais desrespeita os direitos humanos no mundo.

No Brasil está sendo criado o Comitê Brasileiro de Solidariedade à Angye Gaona. O comitê já conta com um site, onde podem ser visualizadas maiores informações, orientações para ajuda e poemas de Angye, traduzidos para português. Além disso, o comitê pretende estender sua solidariedade com os outros presos políticos colombianos.

O endereço do site é: http://angyegaonalivre.wordpress.com/.

COMO AJUDAR?

1.Divulgar estas informações para o máximo de pessoas;

2.Assinar a petição online (clique aqui);

3.Enviar carta postal para o juiz do caso (modelo e endereço ao final desta página) e nos informar do envio ( jeffvasques@gmail.com Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. );

4.Enviar email para embaixada da Colômbia no Brasil cobrando posicionamento (email: ebrasili@cancilleria.gov.co Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ) e nos informar do envio ( jeffvasques@gmail.com Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. );

5.Organizar atividades artísticas e politicas em defesa da liberdade de Angye Gaona e dos demais presos políticos da Colômbia (entrar em contato conosco para divulgar a atividade!)

6.Visitar periodicamente este site para saber das novidades.

Modelo de carta para Juiz do caso Angye Gaona

(este mesmo texto pode ser utilizado para ser enviado por email à Embaixada da Colômbia no Brasil)

Juzgado Único Penal del Circuito Especializado de Cartagena Del Adjunto

Barrio Centro de San Diego,

Calle De La Cruz N º 9-42,

Antiguo Colegio Panamericano

2 º Piso

Cartagena de Indias

Colombia

________________________________________

Nome

Endereço

Cidade, País

Endereço de seu site Web (opcional)

Señor Juez,

Como ciudadano del mundo comprometido con las libertades de los pueblos, con mi alma y mi corazón decidí enviarle esta carta para informarle de mi compromiso y vigilancia en relación con el caso seguido en su juzgado a Angye Gaona, poeta colombiana. Estoy seguro de que no se juzga en este caso a una mujer traficante de drogas ni una rebelde, sino una “contrabandista” de las palabras y de la poesía, que es consciente de los abusos de los derechos del hombre en su país. En su nombre, le pido ecuanimidad y razón, a pesar de las presiones políticas. La poesía y las modestas condiciones de vida de Angye Gaona reflejan su inocencia, mejor de lo que podría hacerlo el mejor abogado. Su único crimen es el de decir la verdad a través de su obra poética. Me parece esencial para la comunidad colombiana, que se respete la vida y la libertad de sus poetas, que son un poco el alma de su pueblo. En espera, señor En espera, señor Juez, que usted sea el garante de un juicio justo que honre a las instituciones de Colombia, le ruego acepte la expresión de mi respeto,

Firma

......

Senhor Juiz,

Como cidadão do mundo comprometido com as liberdades dos povos, com minha alma e meu coração decidi enviar esta carta para informar meu compromisso e vigilância com relação ao julgamento em seu tribunal de Angye Gaona, poeta colombiana. Estou seguro de que não se julga neste caso a uma mulher traficante de drogas nem uma rebelde, mas uma “contrabandista” das palavras e da poesia, que é consciente dos abusos dos direitos do homem em seu país. Em seu nome, peço equanimidade e razão, apesar das prisões

políticas. A poesia e as modestas condições de vida de Angye Gaona refletem sua inocência, melhor do que poderia apontar o melhor advogado. Seu único crime é o de dizer a verdade através de sua obra poética. Parece-me essencial para a comunidade colombiana, que se respeite a vida e a liberdade de seus poetas, que são um pouco a alma de seu povo. Esperamos, senhor. Esperamos, senhor Juiz, que você seja quem garanta um julgamento justo que honre as instituições de Colômbia, rogo-lhe que aceite a expressão de meu respeito,

Nome

......

Texto de Agenda Colômbia, com informações do Diário Liberdade e do site:

1. “La poesía me defenderá”. In:, 12 Jan. 2012.

2. Libertad para la poeta Angye Gaona! Movilización internacional. In: , 12 Jan. 2012.

Fonte: http://agendacolombiabrasil.blogspot.com/2012_01_01_archive.html