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terça-feira, 9 de agosto de 2011

SER PAI


Ser pai:
É amar com o coração,
É perdoar quando contrariado.
É buscar diálogo nos momentos difíceis,
É manter o equilíbrio.
É ser sensato e sensível,
É participar, não apenas marcar presença!
É saber ouvir, aconselhar e ser exemplo,
É saber que errou e buscar acertar.
É ser humilde, porém agir quando necessário,
É ser enérgico e agir com a razão.
É se emocionar quando o filho se emociona,
É chorar quando o filho chora.
É ser solícito e também solicitar,
É ser responsável e pontual.
Pai: amigo, irmão, companheiro...


Antônio Francisco Cândido
candidok1917@gmail.com

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

A Mãe - Gorki

“Nós, gente do povo, sentimos tudo, mas não sabemos nos exprimir; temos vergonha, porque compreendemos, mas não sabemos dizer o que compreendemos. E muitas vezes, por causa desse embaraço, revoltamo-nos contra os nossos pensamentos. A vida bate-nos, tortura-nos de todas as maneiras e feitios, queremos descansar, mas os pensamentos não nos largam.”

Uma obra literária contextualizada na Rússia do início do século XX, inspirada em manifestações reais do primeiro de maio de 1902 e no julgamento dos seus participantes. A revolução de um povo no seio de uma família, transformando a todos com a consciente participação na luta pelos ideais.
A vida da fábrica, o ar pesado de fumaça, a vida cinza... O homem é o retrato da violência do meio. Trabalha, contrai matrimônio, tem filhos, enterra muitos, bebe, é espancado, espanca e morre. Quando o serralheiro Mikhail Vlassov falece, restam a mãe viúva e o filho. Uma relação quase desconhecida: falavam pouco e quase não se viam.
Um dia após o jantar, a mãe pergunta o que o filho lê e surge o primeiro vínculo entre os dois no segredo compartilhado: “Leio livros proibidos. Os livros são proibidos porque dizem a verdade sobre a nossa vida de operários... São impressos às escondidas e, se os encontram aqui, metem-me na prisão, porque eu quero saber a verdade.”
Próximos, recomeçam a vida familiar em silêncio. A mãe declara seu medo quando o filho começa a receber visitas e a discutir as leituras e as formas de inserir o conhecimento no meio operário. A mãe permanece à margem, analisa as visitas e o que dizem, afeiçoa-se ao grupo... Mas ainda está muito presa aos preconceitos e às verdades religiosas alicerçados em sua existência.
Os panfletos circulam, exortando os operários a se unirem e lutarem por seus direitos. Existem os novos que se entusiasmam; os que ganham bons salários e levam para a administração as folhas, e a maior parte, alquebrada pelo trabalho e pela indiferença, respondem preguiçosamente: “Nada vai mudar, é mesmo impossível.”
Iniciam as buscas em casa, os boatos, as esperas... O filho sabe que o futuro é a prisão. A mãe ironiza a si própria: “Tive medo... até antes de ter medo.”
O filho é preso com a suspeita de que liderava a circulação dos panfletos subversivos. A mãe, amadurecida e transformada com as leituras às escondidas, engaja-se na luta, trabalhando como vendedora de marmitas na fábrica, e continua a distribuição dos panfletos sob o disfarce. A mulher velha se transforma, passa a ocupar um espaço de funções e percepções no grupo. Não é mais apenas a mãe.
O filho é solto e logo inicia os preparativos para o 1º de maio. A manifestação reúne uma multidão compacta e os líderes estimulam os trabalhadores a aderirem ao levante. “Levanta-te, povo trabalhador! A pé, gente com fome e dor!”
A multidão se dispersa diante da “onda cinzenta de soldados”. Muita violência e a prisão dos líderes, entre eles o filho Pavel, encerram a manifestação.
Com a nova prisão de Pavel e a certeza da condenação, a mãe se muda para a casa de um amigo do filho na cidade, um professor primário, e continua o trabalho de distribuição dos panfletos nas zonas rurais. A realidade dos camponeses e dos operários é demonstrada na alienação e no medo. A mãe já não é a esposa violentada pela vida e a senhora com medo do conhecimento do filho, é uma mulher consciente que já tem argumentos próprios.
“A mãe ouvia-o como um sonho; a sua memória desfilava diante dela a longa série de acontecimentos dos últimos anos e, ao recordá-los, via-se a si própria. Outrora a vida havia-lhe parecido externa, longínqua, feita não se sabe por quem, nem por quê; e eis que agora muita coisa nasce perante os seus olhos com a sua contribuição.”
O julgamento do filho é apenas um jogo de cena. As penas já foram estabelecidas nos gabinetes. A deportação – trabalhos forçados. A mãe leva o discurso proferido pelo filho no julgamento para ser impresso e divulgado na tipografia clandestina. Quando ela, incumbida da distribuição, tenta embarcar com a mala cheia de panfletos, percebe que foi apanhada. Sente dúvidas se deve abandonar a mala, mas logo vem a certeza de que seria abandonar as palavras do filho.
É pega, humilhada e espancada. “Não afogarão a verdade num mar de sangue...”
Muitos são os trechos instigantes do romance:
A elaboração da morte de um camarada: “Que quer isso dizer: ele morreu? A minha estima por Iegor, a minha afeição por ele, pelo camarada, a recordação da obra dos seus pensamentos, essa própria obra? Extinguiram-se os sentimentos que ele fez nascer em mim, apagou-se a imagem que me fez dele, de um homem corajoso, honesto? Será que tudo isto morreu? Para mim, isto não morrerá nunca, sei-o bem. Parece-me que nos apressamos demasiado em dizer de um homem: morreu. ‘Estão mortos os lábios dele, mas as suas palavras vivem e viverão eternamente no coração dos vivos!’”
O relato do homem à beira da morte que afirma que sua vida foi mutilada pelo árduo trabalho na fábrica para o patrão comprar um penico de ouro para uma cantora: “Nesse ouro está a minha força, a minha vida. Foi assim que a perdi, um homem matou-me de trabalho para agradar à amante... Comprou-lhe um penico de ouro com meu sangue.”
A perspectiva do perdão: “Como perdoar a quem se atira contra ti como um animal selvagem, quem não reconhece em ti uma alma viva e esmurra o teu rosto? Impossível perdoar. Não por mim, pois suportaria todos os ultrajes se fosse só eu, mas não quero ceder o mínimo aos que empregam a força, não quero que eles aprendam nas minhas costas a espancar os outros.”
Ou a percepção de que apenas a verdade não basta, é necessário tocar a emoção do trabalhador: “Falas bem, sim, mas não tocas o coração, aí está. É no mais fundo do coração que é preciso acender a centelha. Não cativarás as pessoas pela razão. Este sapato é demasiado fino, demasiado pequeno para o pé delas.”
“A Mãe” foi um romance extremamente importante para a consciência da revolução soviética. Lenine, ao ler a obra de Gorki, comentou: “É um livro necessário. Muitos operários participaram no movimento revolucionário de um modo não consciente, espontâneo, e ler A Mãe ser-lhes-á de grande proveito. É um livro muito oportuno.”
Máximo Gorki (1868 a 1936) participou em lugar destacado da revolução de 1905 e, após o malogro desta, escreveu o romance “A mãe” em 1907. Sua atividade literária sempre foi acompanhada de intensa atuação no campo político. Marxista, filiado ao Partido Social Democracia, criou a revista Znanie (O Conhecimento), destinada a estimular vocações jovens.
A vida do grande escritor russo foi marcada pela miséria e pela violência que traçam seus personagens. Órfão de pai aos seis anos, foi morar com o avô que o forçou a “cair no meio do povo para ganhar a vida”. Autodidata, apaixonou-se pelos livros quando trabalhou como copeiro num barco, aos 12 anos, e o cozinheiro transmitiu seu prazer pela leitura e emprestou os livros de sua pequena biblioteca.
Sua vida abrangeu o fim do czarismo e a consolidação do regime soviético. Assumiu cargos importantes no Governo e teve uma morte misteriosa: faleceu inesperadamente quando estava recolhido no hospital para tratamento médico de rotina. Foi sepultado na Praça Vermelha junto aos líderes da Revolução e consagrado como o patrono das letras soviéticas.
O pseudônimo do escritor – Gorki - foi adotado em recordação aos anos de penúria de sua infância mutilada. Gorki em russo significa “amargo”.

O título e a atuação da protagonista no romance ensejam uma crônica especial sobre o papel das mães na construção da história. As mães da Praça de Maio, as mães dos soldados mortos em combate, as mães dos grandes líderes, as mães dos grandes mártires...


Helena Sut
http://www.recantodasletras.com.br/resenhas/2368

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Reflexões de um cidadão muito controlado

Eu consigo controlar minha raiva!
Eu consigo controlar minha dor!
Eu consigo controlar minha vontade de mudar as coisas ao meu redor
Eu consigo controlar meu prazer, meu desejo, minha angustia
Eu consigo controlar até meus impulsos e minhas revoltas... 

Caramba...
como sou controlável.

Heitor Cesar Oliveira

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

" A MAIS VALIA VAI ACABAR,SEU EDGAR” - VIANINHA

" A MAIS VALIA VAI ACABAR,SEU EDGAR”

ATORES SE DIRIGEM AO PÚBLICO:
      Atenção vai começar a função!
      Não será o melhor espetáculo da terra,
      Mas:
      não faremos chorar por que o croquete sobrou,
      rir não faremos porque o croquete faltou.
      queremos cantar o que sabemos,
      apesar de pouco sabemos
      queremos fazer vocês rirem
      da graça que ninguém tem.
      titio e titia não brigarão,
      nenhuma dona maria vai chorar,
      titio, titia
      dona maria
      estão cansados de brigar,
      desistiram de chorar.
      estão todos na rua pensando como chegamos até aqui com sono, língua de fora,
      camisa poída e a vontade deitando
      só nos velhos palcos se choram, se brigam
      os deslembrados que a vida é gastada na rua
      com jornal, promissória, remédio, trator,
      porta-avião, saudade, gravata, salsicha, canhão.
      procuramos outro caminho
      mesmo enterrado, em graça, raivudo
      para deixar de chorar porque o pinico furou,
      pneu estourou
      caneta tem rabo
      vovó não gosta de nabo.
      somos poucos,
      eu, eu, abreu, Romeu, tadeu, dirceu, zé bedeu
      edivirges, seixas, rosário.
      jose não veio com dor na espinha,
      andré faltou por que deflorou a vizinha.
      então é fazer papéis à mão cheia:
      Mudo de roupa sou bom, sou mau, sou gago
      Sou quatro, mocinho, fico na fila
      Atenção!
      Vai começar a função!
      Não será o melhor espetáculo da terra!
      Mas será do melhor de todos nós.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Quadrilha ou Elegia à durabilidade Condensada & Quadrilha ou Elegia à durabilidade Estendida

Quadrilha ou Elegia à durabilidade Condensada

Fulano que enfia Sicrano que enfia em Beltrana. Fulano ganhou cargo, Sicrano gratificação e Beltrana só gozou... um João-concursado que entrou de gaiato na história.


Quadrilha ou Elegia à durabilidade Estendida

Fulano elogia Sicrano que elogia Beltrano que não se aguenta mais.
Fulano ganhou cargo, Sicrano foi promovido e Beltrano foi a Fundão se contar.
Mudou-se o comando, o concílio acabou, mas a mesa ficou, prometendo mais festa.

A cada era, um mesmo estribilho.

Fulano emprega a prima de Sicrano que se torna nora de Beltrano que não se resiste.
Fulano permaneceu no cargo, Sicrano apostilou e Beltrano foi a Recife, congresso de biblioteconomia, para se bronzear.
Mudou-se o comando, o veranico acabou, e a mesa mudou: prometendo mais festa.

E neste verão o mesmo estribilho.

GUSTAVO TANUS

sexta-feira, 29 de julho de 2011

ÚLTIMA HORA: Cantor combatente Julián Conrado apareceu e admitem Habeas Corpus

Escrito por: Coordenadora “Que o cantor não se cale”
Com a consigna AMANDO VENCEREMOS, Julián se dirige ao mundo
Carta aos povos do mundo publicada aqui


CARACAS, 22 de julho, 2011, TRIBUNA POPULAR TP.- Hoje sabemos que se encontra em Boleíta, na sede da Direção Geral de Inteligência Militar (DIM) em Caracas. Há 52 dias incomunicável e sequestrado. Manda uma Carta que pode ser lida aqui:
Coordenadora "Que o cantor não se cale"
Como sabe o mundo, no dia 31 de maio, em uma operação conjunta das polícias venezuelana e colombiana, foi detido-sequestrado ilegalmente na Venezuela, no estado de Barinas, o cantor e compositor revolucionário colombiano Julián Conrado. Atualmente, não se sabe se tramita o “procedimento legal” para sua entrega ao governo da Colômbia, país no qual há 7501 (agora seria mais 1) presos políticos, produto da guerra civil que assola o país irmão há mais de sessenta anos, os quais têm seus direitos humanos violados e o devido processo negado.
Com palavras de Julián, entregá-lo à Colômbia seria “… a tortura e a morte...”.
Hoje sabemos que se encontra em Boleíta, na sede da Direção Geral de Inteligência Militar (DIM) em Caracas. Há 52 dias incomunicável e sequestrado. Assim como nosso comandante Chávez, para desmentir sua renúncia, da base militar de Turiamo, onde também se encontrava desaparecido e sequestrado em abril de 2002, conseguiu a ajuda de seu cabo da Guarda Nacional Juan Bautista Rodríguez, os “Cabos de Três Sóis”; nosso cantor, Julián, conseguiu a solidariedade de um humilde soldado bolivariano que nos fez aparecer o trovador da selva através de umas linhas de agradecimento que poderão ser lidas à continuação.
Julián nos faz chegar sua luz das sombras do encerro, por meio de uma carta de agradecimento às pessoas decentes do mundo que compreendem o valor da solidariedade e a importância da defesa intransigente do Direito Internacional Humanitário. Diz assim (anexamos cópia fiel e idêntica da mesma):

Imagem da carta de Julian Conrado ao mundo

CARTA DE JULIÁN CONRADO, DA PRISSÃO NA VENEZUELA
Caracas, dia do aniversário de Mandela, 2011
Irmãos e irmãs de todas as partes do mundo que me brindam solidariedade. Do meu cativeiro na República Bolivariana da Venezuela, agradeço-lhes o apoio e o valor que me dão para seguir adiante.
Sei que de acordo com os tratados, com as leis internacionais e as próprias leis da Venezuela, minha extradição à Colômbia ou aos Estados Unidos não é possível; e o Comandante Chávez sabe perfeitamente que nenhuma razão de Estado pode estar, jamais, acima dos direitos inerentes à pessoa humana e dos princípios revolucionários; sabe, ademais, o camarada Chávez, que essa decisão não teria outro significado que o da tortura e a morte; e Che disse muito claro: “a qualidade mais linda de um revolucionário é sentir no mais profundo qualquer injustiça cometida contra qualquer um em qualquer parte do mundo”.
De qualquer forma, quero que saibam que aconteça o que acontecer, nem me renderei nem trairei; definitivamente o coração não me deixa outra opção: onde esteja e como esteja continuarei sendo fiel à formosa causa da paz com justiça e com amor. Bem… é o que já disse meu irmão Alí Primera: “Não só de vida vive o homem”.
Comento-lhes que não deixei de cantar e que tenho duas novas canções, quando o problema do meu asilo se resolva vocês as conhecerão.
Um abraço de todo coração.
AMANDO VENCEREMOS!
Julián Conrado

DECLARAÇÃO DA COORDENADORA: “QUE O CANTOR NÃO SE CALE”
Além disso, como Coordenadora “Que o cantor não se cale”, devemos informar que desde o dia 11 de junho assumimos a defesa legal-formal de Julián Conrado diante do Quinto Juizado de Primeira Instância em Função de Controle do Circuito Judicial Penal da Área Metropolitana de Caracas, correspondendo ao caso: Nº 5C-678-11, com o expediente Nº 678-11, diante do Juiz Braulio José Sánchez Martínez, recebendo “NOTIFICAÇÃO DO JUIZADO”, com data de 21 de julho (aos 51 dias de seu desaparecimento-sequestro) na qual nos informa: “… este juizado, em decisão desta mesma data emitiu as seguintes pronúncias: ‘Primeiro: Admite-se o pedido apresentado pelo cidadão advogado… de amparo judicial da liberdade e segurança pessoal (Habeas Corpus) em favor do cidadão GUILLERMO ENRIQUE TORRES CUETER, tudo em conformidade com o estabelecido no artigo 27 da Constituição da república Bolivariana da Venezuela, e os artigos 38,39,40 e 41 da Lei Orgânica de Amparo sobre direitos ou garantias Constitucionais; SEGUNDO: Determina oficiar aos cidadãos: Ministro do Poder Popular para as Relações Interiores e Justiça, ao Diretor do Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas e ao Diretor do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional, para que dentro das vinte e quatro (24) horas seguintes ao recebimento do pedido de informação de resposta, notifique ao Promotor Superior do Ministério Público para que designe um representante fiscal para que intervenha no trâmite, comprovação e decisão da ação de amparo interposta’…”
Com estes pequenos avanços, hoje podemos nos alegrar, mas nunca descansar. É o começo do princípio de uma etapa de luta legal e de justiça que apenas começa, tentando regulamentar em direito sua situação de sequestrado-desaparecido. Nunca esqueçamos que a pretensão do governo criminoso colombiano é a extradição final aos Estados Unidos, como nos lembrou Julián em sua carta de agradecimento aos povos solidários e justos do mundo.
Será que já receberam a recompensa de 2.5 milhões que o subsecretário de Estado dos Estados Unidos para a América Latina, Arturo Valenzuela, tinha oferecido por sua captura? Não sabemos. Mas o pagamento será efetuado “… ao final da operação do sequestro-detenção com a entrega final”. Aguemos a festa. Que o champagne esquente.
"... a vida é muito perigosa. Não pelas pessoas que fazem mal, mas pelas que se sentam ao ver o que passa..."
Albert Einstein
Coordenadora: “Que o cantor não se cale”
ASILO POLÍTICO PARA JULIÁN CONRRADO
A consigna é: AMANDO VENCEREMOS!!!

http://www.tribuna-popular.org/index.php/internacional/solidariedade/8719-ultima-hora-aparecio-julian-conrado-e-admitem-habeas-corpus
http://www.tribuna-popular.org
TRIBUNA POPULAR
Redação

segunda-feira, 25 de julho de 2011

O Cine ABI e o Cineclube da Casa da América Latina, apresentam: Cidadão Boilesen

O Cine ABI, em parceria com o Cineclube da Casa da América Latina,
Apresentam:
Cidadão Boilesen
Direção de Chaim Litewski
2009
Documentário 92 min.

28 de julho
quinta-feira
a partir das 18h30


na ABI
(Associação Brasileira de Imprensa)
Rua Araújo Porto Alegre, 71 - 7° andar
Centro (próx. ao metrô Cinelândia)


Sinopse:
    Um capítulo sempre subterrâneo dos anos de chumbo no Brasil, o financiamento da repressão violenta à luta armada, por grandes empresários, ganha, neste filme, contornos mais precisos neste perfil daquele que foi considerado o mais notório deles. As ligações de Henning Albert Boilesen (1916-1971), presidente do grupo Ultra, com a ditadura militar, sua participação na criação da temível Oban – Operação Bandeirantes – e acusações de que assistiria voluntariamente a sessões de tortura emergem de diversos depoimentos de personagens daquela época.
Após a exibição do filme, haverá debate.
    Serão concedidos certificados aos participantes. Os 25 primeiros que chegarem terão direito a pipoca e guaraná grátis! cortesia: Sindipetro-RJ apoio: ABI Associação Brasileira de Imprensa realização: Casa da América Latina Visite a nossa página!: www.casadaamericalatina.org.br

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Camarada do cais,por Lenin Braga

Um Estivador Acredita
Hoje dia 1 de Dezembro de 2010
comemora se o sindicato dos estivadores de Santos
e seus 80 anos
do encontro entre valores como a valentia e o orgulho de serem operários
"sem patrões” que foi ate tese de doutorado.
Em 15 de abril de 1931,
Pagu foi presa como militante comunista
,durante uma greve dos estivadores em Santos.
O que originou seu primeiro romance, "Parque industrial".
E teve em 1946
o Estivador Osvaldo Pacheco representante na câmera federal .
Anos de lutas e conquistas que eu pessoalmente presenciei
são as lutas ocorridas na Cosipa em Abril de 1997 ,
recuperação do campo de trabalho vigília no porão de dois navios
e a presença da massa na porta dos representantes da ganância,
em Abril ,
mas em 2001 numa violenta repressão
50 companheiros feridos e 35 presos no oitavo dia de um movimento
em defesa do trabalho nos arredores da praça Mauá,
onde fiz vigília pela satisfação de ser Estivador do maior porto do Brasil.
Um dia de cão,
que fez os mais velhos lembrar sem saudades da época da ditadura militar .
E pela primeira vez
por 15 dias 24 estivadores foram empregados pela Ultrafértil.
Eu que pessoalmente tenho orgulho desde 1 de dezembro de 1994
de ser sócio , carteira preta , associado,
de gritar para todos ouvirem eu sou ESTIVADOR.
Um estivador acredita
Que tudo que brilha e ouro
E ele esta buscando uma escada para o paraíso
E se o agulheiro estiver fechado
Com apenas uma palavra ele consegue abrir
Há um cartaz na vante do porão junto ao pe de carneiro
Mas ele quer ter certeza
Pois às vezes as palavras têm duplo sentido
Em um píer a beira do cais de santos tem um papagaio a falar
Que às vezes todos os nossos pensamentos estão errados
Isto me fez pensar ,
enquanto atravesso de catraia o canal santista vindo da ilha
Certamente há algo que sinto
Quando subo a escada de portolo
corto o convés e olho pra dentro do porão
Meu espírito chora ao partir
Em meus pensamentos em anéis de fumaça atravessando o navio
E as vozes daqueles que já se aposentaram
Em um sussurro
avisam que em breve estarão juntos no mesmo terno e na mesma turma
O estivador nos levara a razão
E um novo dia nascera
Para aqueles que suportaram a indiferença,
o porquê do por que
A busca seguida por canudo por divisa para sucumbir
á sede do conhecimento
E da parede ecoara gargalhadas aos montes
Se há uma arenga em sua caixa não fique preocupado
E apenas a limpeza do treinamento da qualificação
Há dois caminhos que você pode seguir nesse fora de boca
Um do esforço e da raiva outro do bom senso e companheirismo
A sempre tempo de mudar o caminho que você segue
O estivador te chama para você se juntar a ele
Caro contra mestre, pode ouvir o vento soprar
E você sabia
Enquanto nossos corpos cansados descansam após ,
mas uma longa jornada
Nossas sombras caminham.
E se ouvir com atenção
Os ventos que arranham os armazéns
assobiam nas amarras e cortando amurada do navio
Mostrando que nos todos somos um só.
Um estivador acredita que somos uma rocha
Apeada num castelo de proa ,
peada com o conhecimento do suor de nossos rostos
Do camarada do cais.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

aquarela: Karl Marx - Por Inti



Olá,
Gostaria de convidar os camaradas do Coletivo cultural Rosa do Povo a
conhecerem meu http://inti-arte.blogspot.com/ . Venho adicionando desenhos
e ilustrações que faço há algum tempo.

obrigado,
Inti

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Por Todas as Partes, por Heitor Cesar

Por todas as noites,
A cada Esquina da cidade
Coisas acontecem
Muito mais que sombras ou contornos no escuro
Muito mais que balbuciados no silêncio
Repetindo a cada dia
Sinfonias mais que urbanas
Sobrias ou insanas
Quem se importa?
Como poesias pichadas em muros da fabricas
agora com o carimbo "Censuradas"
ou como rosas diante do caos reacionário
babando odio noticiados nos intervalos das novelas de TV
Quem se importa?

E a noite continua
Todas em uma, a mesma em todas
Porém uma centelha brilha
por que atéas noites também caem, 
Como os desertos corações
Dos tantos que choram por paixões
Sim, alguém se importa.

Heitor Cesar Oliveira, de algum lugar do Rio de Janeiro

quarta-feira, 13 de julho de 2011

O Cine ABI, em parceria com o Cineclube da Casa da América Latina, Apresentam: O Ditador

O Ditador

Direção de Luís Llosa
2005
Documentário 125 min.
Legendas em português

14 de julho
quinta-feira
a partir das 18h30

na ABI
(Associação Brasileira de Imprensa)
Rua Araújo Porto Alegre, 71 - 7° andar
Centro (próx. ao metrô Cinelândia)

Sinopse: Baseado no romance "A Festa do Bode", do escritor Mario Vargas Llosa, "O Ditador" narra a história de Urania Cabral, uma inteligente advogada de Manhattan que retorna à terra natal, República Dominicana, depois de 30 anos de ausência. Em busca do passado, ela se reencontra com seu pai, um homem que um dia foi o Presidente do Senado e o braço direito do ditador Ramfis Trujillo. Um belo e sensível filme que relata a história de homens que sacrificaram suas vidas em busca da liberdade. Homens que desafiaram o governo de um dos ditadores mais cruéis da América Latina.
Após a exibição do filme, haverá debate.

Serão concedidos certificados aos participantes. Os 25 primeiros que chegarem terão direito a pipoca e guaraná grátis!

cortesia: Sindipetro-RJ
apoio: ABI Associação Brasileira de Imprensa
realização: Casa da América Latina

Aos amigos e amigas da Casa da América Latina
Visitem nosso site

terça-feira, 12 de julho de 2011

Festa 20 anos do Razão Social, a maior banda punk de Minas Gerais!

 
Hora
sábado, 23 de julho · 14:00 - 17:00

Localização
NOVO SÂO LUCAS
BUTEKÃO, 126
Belo Horizonte (Belo Horizonte, Brazil)



Mais informações
COMO CHEGAR. PEGAR O ÔNIBUS, 9501 SÂO LUCAS NA AV: AFONSO PENA, DESCER PERTO DO CONJUNTO HABITACIONAL NO NOVO SÂO LUCAS - http://bandarazaosocial.bl​ogspot.com/2011/05/festa-p​unk-20-anos-de-razaosocial​.html

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O assalto aos céus pelos trabalhadores franceses na COMUNA DE PARIS em versos de cordel, por Paiva Neves

imagem


Inspirai a minha lira
Oh! Deuses da liberdade;
Alimentai-vos meus versos
Com as tintas da igualdade
Para que eu possa cantar
A saga de uma cidade.

Ao escrever o poema,
Onde a métrica cadencia
Em notas, as rimas rubras
Que dar ritmo a poesia,
Homenageio a Comuna
Que venceu a tirania.

Neste combate entre as classes,
A operária apostou alto.
No modo de produção
Projetou um grande salto
E Marx disse: - Eles ousaram
Ao tomar os céus de assalto.

Foi em março de oitocentos
E setenta e um lá na França,
Que povo trabalhador
Foi parteiro da mudança
Construindo o embrião
No berçário da esperança.

Das revoltas sociais
A opressão é a matriz.
No calendário das lutas
A história é quem nos diz:
- Proclamou-se a igualdade
Na comuna de Paris.

Foi em 18 de março
O levante proletário.
Essa revolta classista
Foi fato extraordinário.
O povo foi ao poder
Sob o comando operário.

A revolta teve início
Só pela indignação
Do povo da capital
Contra a mais vil traição
Daquela elite econômica
Que dominava a nação.

A república Francesa
Com outra nação guerreava.
Guerra Franco-Prussiana
O confronto se chamava,
Pois era contra a Alemanha
Com quem a França lutava.

O exército prussiano
Estando mais preparado,
Avançava palmo a palmo
Do objetivo traçado:
Derrotar o inimigo
E mantê-lo dominado.

Foi Napoleão Terceiro
Derrotado facilmente,
E foi feito prisioneiro
Pelo exército oponente
E da França Adolfhe Thiers
Foi eleito Presidente.

As províncias francesas
Numa eleição desigual
Elegeram monarquistas
A Assembléia Nacional
Que defendiam que a França
Se desarmasse geral.

Sob o domínio alemão
A França subjugada,
A alta estima dos franceses
De certa forma apagada
E a autonomia francesa
Sendo por fim esmagada.

Contra a política entreguista
Em Paris houve um levante.
Operário com soldado,
Pequeno comerciante,
Literatos e artistas
Levaram a luta adiante.

A Guarda Nacional
Aliada aos proletários
Uniu-se a população
Tendo à frente os operários
Para defender Paris
Dos burgueses sanguinários.

A batalha foi sangrenta
Com mortes de lado a lado.
A frente destes combates
Estava o operariado
Construindo um mundo novo
Sem patrão, sem explorado.

Dezoito do mês de março
A revolta triunfou.
O Governo, derrotado,
De Paris se retirou
E o povo parisiense
A vitória festejou.

Agora que os explorados
Governavam a cidade
Trataram de transformar
A velha sociedade.
Com muita democracia
Sedimentando igualdade.

O povo vitorioso
Agora estava feliz
Nas ruas, vias e praças
Pisavam na flor de lis,
Cantando e fazendo festa
Pelas ruas de Paris.

Mas, no entanto era preciso
A cidade governar.
Botar em prática o programa
Que fez o povo avançar
Com lágrima, suor e sangue
E o capital derrotar.

Formaram logo o Governo
De caráter proletário.
Em todo e qualquer projeto
Tinha o traço solidário,
Sendo tudo dividido
Com teor igualitário.

Socorreram aos que tem fome
Dando-lhes o que comer,
Repartindo o vinho e o pão
Fez a força renascer
No seio daquele povo
Que rompeu com seu sofrer.

A comuna proletária
Pôs o projeto em ação.
Foi do trabalho noturno
Decretado a abolição
E as oficinas fechadas
Entraram logo em ação.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Curso de Música e Noite Cultural da UJC

O Núcleo de Cultura da UJC, o MêNêLêMê e o Lutarmada convidam a todos para o curso de música com noite cultural.

O tema, Black Music Norte-Americana e sua influência no Hip-Hop Brasileiro, vem bem a calhar com este friozinho e a vontade de ficar perto dos amigos, por isso, vocês estarão lá!

Local: Manoel Congo (Cinelândia)
Data: 16 e 17 de julho
Horários:
16.07 - a partir das 15hs (primeiro módulo)
17.07 - a partir das 10hs (último módulo)

Aproveito para informá-los que rifaremos uma garrafa de rum Cubano, presente do nosso grande amigo Heitor, O César.

Mais informações, estou aqui para isso!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Nicolas Guillén, o maior poeta da Revolução Cubana

Burgueses
Não me dão pena os burgueses
vencidos. E quando penso que vão a dar-me pena,
aperto bem os dentes e fecho bem os olhos.
Penso em meus longos dias sem sapatos nem rosas.
Penso em meus longos dias sem abrigos nem nuvens.
Penso em meus longos dias sem camisas nem sonhos.
Penso em meus longos dias com minha pele proibida.
Penso em meus longos dias.
- Não passe, por favor. Isto é um clube.
- A relação está cheia.
- Não há vaga no hotel.
- O senhor saiu.
- Deseja uma mulher.
- Fraude nas eleições.
- Grande baile para cegos.
- Caiu o Prêmio Maior em Santa Clara.
- Loteria para órfãos.
- O cavalheiro está em Paris.
- A senhora marquesa não recebe.
Enfim, toda recordação.
E como toda recordação,
que droga me pede você para fazer?
Além disso, pergunte-lhes.
Estou seguro
de que também recordam eles.


Responde tu
Tú, que partiste de Cuba,
responde tu,
onde acharás verde e verde,
azul e azul,
palma e palma sob o céu ?
Responde tu.
Tu, que tua língua esqueceste,
responde tu,
e em língua estranha mastigas
o guel e o yu,
como viver podes mudo ?
Responde tu.
Tu, que deixaste a terra,
responde tu,
onde teu pai repousa
sob uma cruz,
onde deixarás teus ossos ?
Responde tu.
Ah infeliz, responde,
responde tu,
onde acharás verde e verde,
azul e azul,
palma e palma sob o céu ?
Responde tu.

NICOLAS GUILLÉN
(Traduções de Gilfrancisco)
(*Jornalista e professor universitário - gilfrancisco.santos@ig.com.br)

LEIA SOBRE A VIDA E A OBRA DE NICOLAS GUILLÉN
NICOLÁS GUILLÉN, POETA MAIOR DA REVOLUÇÃO CUBANA
http://www.arquivors.com/gilfrancisco11.htm
 

quarta-feira, 29 de junho de 2011

EGITO

No fim da tarde de janeiro
o sol esconde-se, ligeiro.
Poente antecipado,
nuvens de concreto armado.
Em suave degradée,
o rosa do oeste ao norte se vê.

Em outro norte, também do sul,
o mosaico de fumaça
não respeita coordenadas geográficas.
Jovens vozes, aos gritos,
fazem-se ouvir no Egito.
Clamam e bradam, povo,
para, pelo e apesar do globo.


Daniela Versieux  (escrita em janeiro de 2011)

terça-feira, 28 de junho de 2011

CÓDIGO DE HONRA

Aos meus alunos e aos do front

Juro sobre meus joelhos doloridos
E garganta ardida
dedicação

Prometo esforço dobrado
fazer vocês
melhores do que já são.

Prometo conteúdos desveladores
Das sutilezas contidas
Em determinadas misérias humanas

Não falarei de datas
Nem dos que dão nomes as ruas e praças
E seus fatos geralmente sem graça

A história é outra.

Nela fervem anônimos atores
Sem datas
Que não constam em nominatas.

São heróis
os que cotidianamente
combatem
Na linha de frente
Em diferentes frentes
A burguesia cínica
Seus cínicos e mercenários combatentes

Ofereço
O debate franco
Problematizações
E, sem ser neutro,
Nem geógrafo:
O Norte do que acredito

A saber
A inacabada pedagogia da promoção humana
Afetivamente combinada
Com Vigotsky desejava.

O professor que lhes falou de Matrix
Das falsas aparências superestruturais
Empenha-se para entregar-lhes
A pílula avermelhada
uma segunda leitura
Rebate da realidade pasteurizada
Pela imprensa covarde
Mercantilizada

Nesta greve
Perdoem por danos causados
Não estou matando aula
Estou aprendendo com vocês

Perdoe-me Lênin
Neste momento a recusa do passo atrás
Mao é longa a marcha
E eu só preciso de uma bota de sete léguas
Retroceder agora
é abrir flanco para o retrocesso

Por isso eu lhe peço
Vamos avançar.
Se o pelotão recuar
Seguirei firme por saber que você estará comigo

Em nome da dignidade
Quero meu código de honra
Pode lançar 61


Sidney de Moura

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Onde está o bolivariano Julián Conrado?

"Desaparecido, ainda assim Julián Conrado canta e fala"

Pacto de São José 1969
A República Bolivariana da Venezuela
Como Estado, concordou:
Em nenhum caso
o extrangeiro
pode ser expulso
ou devuelto a outro país,
seja ou não de origen,
onde seu direito a vida
ou a liberdade pessoal está em risco
de violação. A causa de raça,
nacionalidade, religião, condição social
ou de suas opiniões políticas.’”
Em 1 de junho, numa operação conjunta das policías venezuelana e colombiana, foi detido ilegalmente na Venezuela, estado de Barinas, o cantor e artista revolucionário colombiano Julián Conrado. Atualmente, é desconhecido se está em curso o “procedimento legal” para sua entrega ao governo da Colombia, país no qual há 7500 (agora mais 2) presos políticos, produto da guerra civil que assola o país irmão há mais de seis décadas, os quais são violados seus direitos humanos e negado o devido processo.
É alarmante que há quase um mês de sua detenção (sequestro - desaparecimento?) e diante das numerosas solicitações internacionais de outorgar ao companheiro Julián Conrado o direito à defesa e o status de refugiado político, não exista informação clara de seu paradeiro assim como nenhum tipo de resposta oficial à respeito, além das declarações de Juan Manuel Santos [presidente da Colombia] e do subsecretário de Estado para Latinoamérica, Arturo Valenzuela, celebrando a futura entrega e a solicitação pública de extradição do governo dos Estados Unidos que resenham diversos meios de desinformação, com o futuro pagamento de dois milhões e meio de dólares a seu carrasco.
Um grupo de comunicadores populares na Venezuela, latinoamericanos e europeus, preocupados pela censura midiática imposta a outra crueldade do terrorismo imperial e frente a falta de mobilização e informação à respeito, decidimos tornar público um material inédito resgatado de nossos arquivos no qual este extraordinário artista nos deleita com o canto e expressa sua profunda e sentida palavra bolivariana, comprometida com os povos em luta. Sirva isso para reiterar nossa indignação e nosso grito de rebeldia frente esta nova infâmia, e ratificar a exigência coletiva de sua liberdade, demonstrando mais uma vez, a gravidade de seu “desaparecimento” forçado, o que significa entregá-lo às garras do império que o exige como presa natural de sua dominação, aumentando assim as inúmeras violações dos Direitos Humanos, do direito público e internacional reforçando a política sistemática imperialista de subjugação dos povos libertários e sua impunidade criminosa.
Onde está o bolivariano Julián Conrado?
Pela Libertação de Julián Conrado
COORDENADORA “QUE NÃO CALE O CANTOR”

terça-feira, 21 de junho de 2011

ESTEREÓTIPOS DA VIDA


Uns em busca da saúde,
Outros às portas da morte.
Poucos em berços de ouro,
Enquanto muitos reclamam da sorte.

As máquinas dominando o homem,
Espalhando medo, desemprego e insegurança.
A criança querendo ser jovem e adulta,
Enquanto o adulto sonha em voltar a ser criança!

A vida a mercê de segundos,
Que se traduz num mistério profundo.
Muitos em busca de trabalho,
Outros a vagar pelo mundo.

A maior certeza da vida,
Não se traduz em riquezas, impérios ou sorte.
A certeza maior da vida,
Concretiza-se no parâmetro idealístico da morte.


Poesia Classificada no VIII Concurso de Poesias VirArte
Santa Maria/ RS – 2011
candidok1917@gmail.com

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Julián Conrado y Christian Pérez, juglares bolivarianos de la revolución


ABP
2011-06-15-abpnoticias-Jesús Santrich, integrante del Estado Mayor Central de las FARC-EP - Resistencia Colombia.org- “Por muy oscura que sea la prisión, no dejará de brillar la razón”. Julián Conrado/
Qué decir de Julián Conrado, el cantor de la insurrección, que no exprese nuestra admiración y orgullo por su condición de revolucionario pleno de amor por el pueblo y la causa de la emancipación bolivariana. Ese ha sido su delito; es decir, la lucha que hoy desde el imperio y con el coro de los pusilánimes y serviles se estigmatiza con más fuerza que nunca, como terrorismo.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Carnaval 2010 “ESSE PAPO DE LEILÃO É PRIVATIZAÇÃO, O PETRÓLEO É NOSSO, NÃO ABRIMOS MÃO.”


O Petróleo é nosso
Nós vamos cantar
Buscando na história força pra lutar
 
60 anos atrás
a UJC Lutou
O petróleo é nosso
O povo conquistou
 
Êta Juventude de Luta
Sempre alerta
Há mais de oitenta anos
Lutando...
...Pelo “Proleta”
 
O Petróleo é nosso
Não abrimos mão
Esse papo de leilão
É Privatização
 
Falam em fim da história
Privatizam...
Fazem leilão...
Atacam a Petrobrás
A ofensiva dos liberais.
 
O Petróleo
Tem que ser nosso
Não faço concessão
A Campanha continua
Unificar é a solução
 
O trabalhador não pode descansar
Até no carnaval, vamos lutar.

Autores: Heitor Cesar Oliveira, Rodrigo Peixoto, Mariângela Marques, Karla Regina, Thiago Herdy, Luis Fernandes, Daniel Ceglia, Maria Fernanda.




 

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Combinado

Vou me formatar, vou deixar de ser o kitsch, o camp, o barroco
Vou fazer cálculos de trigonometria,
Geometricamente procurar a perfeição da aparência.

Porque, meu caro, convenhamos, a miséria que há em meu rosto,
Não combina nem um pouco com a sua elegância enfadonha.

As minhas preferências em estar no meio da multidão suada, com as mãos amarradas...
Os meus grandes pés com pelos nos dedos,
E o meu nariz do Benim, tão desproporcional
A suas expectativas tão comuns...

Preciso de fato, me formatar como um pedaço de carne de porco que virou presunto da Sadia.

Nana Krishna Andrade

quarta-feira, 15 de junho de 2011

RESULTADO DO CONCURSO HQ PARTIDÃO



imagem



O PCB (Partido Comunista Brasileiro) divulgou os nomes dos ilustradores selecionados para participarem do primeiro volume da obra Outros Outubros Virão! A História do PCB em Quadrinhos. São eles:

Rosali A. Colares
Marcus Beckenkamp
Luciano Irrthum
Luiz Brazileiro

O primeiro volume contará a história do movimento comunista brasileiro de 1917 até 1963, e será lançado em março de 2012. O segundo volume engloba o período entre 1964 e 2012, e será lançado em setembro do mesmo ano.

Maiores informações: http://pcb.org.br/portal/pcb.org.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=2542

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Dando nome as cobras


Cada dia um nome...
Antes, José.
Hoje, Maria.
Falsos nomes, cobras criadas
Veneno plenário na garganta do povo.

Privacidade violada...
Democracia é BBB
Política é BBB
Povo é BBB
Polícia é BBB
Favela é BBB
Religião é BBB.
A vontade é única e egoísta.
A miséria é nacional.
Salário mínimo é Bolsa-família.

Cada dia um nome...
Antes, José
Hoje, Maria
Arrastando o passado.
Rastejando rumo ao futuro.
Pra qualquer lado que se olhe:
São cobras.
Veneno destilado em dose única.
Veneno plenário na garganta do povo.

A fé é cega e desesperada...


Verônica Giuliana

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Cândido Portinari - Mestiço - 1934 - Óleo sobre tela

Candido Portinari nasceu no dia 29 de dezembro de 1903, numa fazenda de café em Brodoswki, no Estado de São Paulo. Filho de imigrantes italianos, de origem humilde, recebeu apenas a instrução primária de desde criança manifestou sua vocação artística. Aos quinze anos de idade foi para o Rio de Janeiro em busca de um aprendizado mais sistemático em pintura, matriculando-se na Escola Nacional de Belas Artes. Em 1928 conquista o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro da Exposição Geral de Belas-Artes, de tradição acadêmica. Vai para Paris, onde permanece durante todo o ano de 1930. Longe de sua pátria, saudoso de sua gente, Portinari decide, ao voltar para o Brasil em 1931, retratar nas suas telas o povo brasileiro, superando aos poucos sua formação acadêmica e fundindo a ciência antiga da pintura a uma personalidade experimentalista a antiacadêmica moderna. Em 1935 obtém seu primeiro reconhecimento no exterior, a Segunda menção honrosa na exposição internacional do Carnegie Institute de Pittsburgh, Estados Unidos, com uma tela de grandes proporções intitulada CAFÉ, retratando uma cena de colheita típica de sua região de origem.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

O passado não é um altar


Sinto falta e admito que sim
Não pelo que foi,
Não por saudades,
Mas sim pelo que poderia ter sido
Pelas possibilidades perdidas
Pelo futuro não trilhado
O Passado não precisa virar local de lamentos,
Um local de tristezas,
Mas sim, de pontos de partidas
De provas que as coisas mudam,
Que a realidade se transforma
Que a vida caminha
Que o mundo flui.

Heitor César Oliveira