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segunda-feira, 1 de julho de 2013

Até tu, Bart?

Um dos vândalos badernista mais conhecidos da cultura de massa foi prometido para colaborar com os movimentos populares do Brasil, e deve fazê-lo com a família toda. A PM já avisa: vai faltar bala de borracha!
Segundo o Jornal O Tempo, aqui dos Feudos Gerais, ninguém menos do que o próprio Matt Groening, autor-produtor-criador e pica das galáxias dos Simpsons, falou que está trabalhando num episódio da família amarela relacionado aos protestos do Brasil. Groening estaria bastante sensibilizado com a situação popular do país, e o episódio, que não se furtará ao escracho e sarcasmo típicos da série, deverá estrear na nova temporada, que começa em setembro.


Rap Nacional - Entrevista com Eduardo (ex-Facção Central) no Sarau da Resistência (SP)

terça-feira, 25 de junho de 2013

COPA DO MUNDO

A copa do mundo é o evento,
Mais famoso e mais caro do planeta.
Enquanto milionários correm em campo,
Fazendo belas jogadas.
E nas arquibancadas...
Só sentam-se pessoas abastadas!

Enquanto isso neste mesmo país...
Existem pessoas levando uma vida desgraçada!
Não sei por que acontece essa grande diferença;
Regimes ditando regras e pregando as suas crenças.

Enquanto em nosso planeta
Existem homens, se dizendo inteligentes.
Matam gente todo dia, até mesmo inocentes
Quando não morrem de fome!
Por viverem desnutridos:
Por isso ficam doentes.

Vivaldo Terres é poeta, cronista e contista em Itajaí

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Tarifa do Piau (Paródia de "Cabeleira do Zezé")

Olha a tarifa do Piau!
Será que é legal?

Será que é legal? (Não é!)


Olha a tarifa do Piau!

Será que é legal?

Será que é legal?


AA deu a canetada

Em cima do prazo final

Piau que não é bobo nem nada

Finge ser tudo normal!


Corta a tarifa dele!

Corta a tarifa dele!


Corta a tarifa dele!

Corta a tarifa dele!


Toninho Marques

http://boisemdono.blogspot.com.br/2013/01/carnaval-2013-parodias.html

quinta-feira, 20 de junho de 2013

LANÇAMENTO DO LIVRO JUVENIL CERTA MANHÃ, DE DANIEL OLIVEIRA, EM SABARÁ




Lançamento do livro do autor sabarense Daniel Oliveira, dia 05 de julho às 14h, na Biblioteca Pública Municipal Professor "Joaquim Sepúlveda"
 
https://www.facebook.com/events/384060771699456/

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Quadrinistas brasileiros fazem HQs em apoio a manifestações


Para quem ainda não sabe, está marcada para as 17h deste dia 17 de junho uma grande manifestação pública no Largo da Batata, em São Paulo. Às manifestações que começaram na semana passada contra o aumento da passagem de ônibus agora se juntam outras causas, como o repúdio à violência policial.
Os quadrinistas nacionais, podendo ou não comparecer ao evento, também estão manifestando-se. Fábio Moon e Gabriel Bá publicaram hoje em seu blog  duas HQs curtas explicando por que vão participar da manifestação. Na HQ de Bá, em referência à truculência policial, ele pergunta "e se dissessem quais histórias eu posso contar e quais eu não posso?". Veja na galeria.


Rafael Albuquerque também colocou seu ponto de vista em HQ e ilustração - lembrando que a Copa está quase aí e tem tudo a ver com os protestos. Outros quadrinistas, como Laerte, também já expressaram sua opinião, mesmo que com humor. O autor de Piratas do Tietê fez releitura de uma HQ de Glauco dos anos 70, como você confere na galeria, ao lado. Na mesma linha, João Montanaro está fazendo releitura de Banksy.
Também por motivo dos protestos, a editora Balão Editorial resolveu disponibilizar Como na Quinta Série, de DW Ribatski, álbum lançado no ano passado e que trata também de truculência policial. A HQ pode ser lida aqui.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Lançamento do livro Os ventos que sopraram do leste: o PCB entre o fim da história e o marxismo

Escrito pelos integrantes do Comitê Central do PCB Hiran Roedel e Heitor Oliveira, Os ventos que sopraram do leste: o PCB entre o fim da história e o marxismo compara a luta político-ideológica ocorrida no PCB e que gerou a criação do PPS, com o processo de mudanças manifestas na antiga URSS e no Leste Europeu.
“Visto de forma dialética, o impacto de tais mudanças, associado à dinâmica histórica do Brasil nos anos 80 do século XX, resulta em caminhos distintos para os comunistas brasileiros que desembocam na divisão em dois partidos”, escrevem os autores.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Fronteiras

Os corações
(assim como as pátrias)
não deviam ter fronteiras.

Queria explodi-los
em suspiros, gozo e anátemas
para que de tantos pedaços
brotassem outras centenas.

Os corações
(assim como as pátrias)
não deviam ter fronteiras…
mas têm.
Mauro Iasi
CC do PCB

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Teatro e Resistência Cultural: o Grupo Opinião

Estudo de Miliandre Garcia, publicado no site do grupo de pesquisa Intelectuais, Esquerdas e Movimentos Sociais, da Unesp Marília, Teatro e Resistência Cultural: o Grupo Opinião estuda como, na década de 1960, um contingente expressivo de artistas engajados assimilou o discurso do PCB, com a emergência de um novo imaginário acerca da cultura brasileira, e sua ligação direta com formato e linguagem do Grupo Opinião.



quinta-feira, 6 de junho de 2013

O hálito da floresta faz do tempo sua meta

O hálito da floresta faz do tempo sua meta
Povos feitos de rios e selva
Comunhão ancestral que congrega
Na explosão do verde a descoberta

Texto: Daniel Oliveira
Fotografia: Thiago Almeida

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Poetas do Proletariado e Poemas Coletivos.


A proposta da página é a construção de poemas coletivamente, com a seguinte organização:

1) Um novo poema nasce com uma mensagem - o 1º verso;

2) Os comentários são sua continuidade;

3) Quem lança o 1º verso pode sugerir estilo/temática

*P.ex., soneto, haikai, livre, n° de versos, rimado ou não, etc.

Contudo, deve ser apenas sugestão.

4) Cada um escreve, através de um comentário, um ÚNICO verso.

*copia/cola o(s) verso(s) anterior(es) e adicionar o seu, não podendo alterar o que já apresentados.
 
 

terça-feira, 4 de junho de 2013

Ação Brigada Popular Valdomiro Jambeiro na pista de Skate.

Ação realizada no dia 25/05/2013 na pista de Skate em Gauianases, Zona lesta da capital paulista. A região existe poucos ponto de cultura e para a juventude, o pouco que tem falta manutenção. a Brigada Valdomiro Jambeiro compôs em conjunto com a juventude que frequenta a pista e pos a "mão na massa" para reformar a pista de skate, além de fazer diversas gafites para deixa o ambiente com a cara da juventude que frequenta o espaço.

 https://www.facebook.com/media/set/?set=a.492399494165119.1073741829.100001852180126&type=1

segunda-feira, 3 de junho de 2013

O Rio balança

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O Rio balança
O Rio balança o Homem
O Rio balança o Homem no Barco
Rio Homem Barco
no balanço da Vida

Fotografia: Thiago Almeida
Texto: Daniel Oliveira

terça-feira, 28 de maio de 2013

Exposição de charges comemora 10 Anos de Fábrica Ocupada Flaskô



cartaz festival final 02 

O cartunista Batata, para comemorar os 10 anos de Fábrica Ocupada Flaskô, realizará uma exposição de charges e cartuns.

A exposição irá acontecer no Festival de 09 a 16 de junho, que também acontecerá como parte da data comemorativa.

Para quem deseja participar da exposição, basta enviar o trabalho para o email batatasemumbigo@gmail.com.

Para saber mais sobre o festival, clique no link abaixo:

O site da Fábrica:

Maiores detalhes da exposição podem ser obtidos através do e-mail do cartunista.

Fonte:  http://quadro-a-quadro.blog.br/?p=21514

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Estamos num acampamento Sem-Terra.


Estamos num acampamento Sem-Terra.
O surdo baque do machado sobre a lenha
A alegria dos cantos desentoados do Joel
Traz para minh’alma grande alegria
Arrisco cantar uma cantiga antiga

Do fogão-de-barro e chapa de flandre
Escapa o saboroso cheiro de fufé,

Saborosa receita de café e, muito apreciado

É a maior descoberta de algum acampado.

Depois do fufé com fubá suado,
Apressado desço à ravina buscar água
Que regará as plantas já regaladas
De orvalho prata do generoso cosmo
E produzirá tenros legumes aos pratos.

A vida nos acampamentos do movimento

Transcende a esperança e irrompe

A consciência politizada do acampado
Que quanto a legitimidade dessa luta
Não tem dúvidas. Ou luta ou se curva.

Nossas barracas não têm portas
Mas se têm é por questão de medo
A gente come ou bebe em qualquer delas
Sem preconceito também se dorme se for preciso

É que estamos todos, bastante socializados


Repartimos nossos bens à companheirada
Às famílias maiores com sua criançada
E quando cozinham alguma guloseima
Chegam para nós sorrindo e oferecendo
O cândido sorriso de quem está crescendo.
 

Elias Elliot

segunda-feira, 20 de maio de 2013

A Liberdade - Bonde da Cultura


O Bonde da Cultura é um coletivo artístico do Morro Jorge Turco, localizado no bairro Coelho Neto - Rio de Janeiro. Revolucionários, bolivarianos, é um dos grupos que fez de sua arte a principal arma de resistência.

No mês de abril, a TV Memória Latina subiu o morro junto aos companheiros do Bonde da Cultura para gravar algumas músicas. Uma delas, você confere agora. Trata-se da música "A Liberdade", composta por Matheus Moraes e Marcelo Jerry e interpretada por Diego Silva e Marcelo Jerry, integrantes do Bonde.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Marambaia

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Oh, meu Deus, isso num é vida de gente, não

Marido doente internado
Eu aqui de resguardo
As meninas no caminhão
(Apanhando café pro patrão)

Oh, meu Deus, isso num é vida de gente, não

Sempre eu pensava no início
Que se tivesse um pedacinho
De terra que desse ao menos
Um talinho não saia dali não
Que a gente lá roçava
Capinava de enxada
Mas todo dia a noite vencia
Meus filhos passava fome
Não tinha saída, nem folha
De mandioca que desse guarita
Nem água com açúcar
Que açúcar não tinha

Oh, meu Deus, isso num é vida de gente não

Daniel Oliveira

quarta-feira, 8 de maio de 2013

O GARI


Levanta de manhã cedinho,
Deixa a casa, os filhos, a família.
Vai para a labuta diária,
Defender o pão de cada dia.


Passam dias, meses e anos!
Na maioria das vezes sem nunca serem lembrados.
As mãos, o rosto, a vassoura, a pá e o carrinho,
Mostra o seu trabalho honrado.


A vida é passageira,
Da mesma somos todos coadjuvantes.
O final é para todos é uma certeza,
Desde os mais simples, até os mais importantes.


Toda profissão é digna do trabalhador,
Seja ela médico, advogado, professor ou varredor.
O importante é honrar o que se faz,
Acrescentando a esta, respeito, carinho, dedicação e amor.


Para algumas pessoas, creio:
Ser gari é uma profissão vergonhosa.
Manter uma cidade limpa,
É como cuidar de uma rosa.


Ser gari é muito mais que limpar ruas e cidades,
É criar vínculos de amizade, ternura e boa vizinhança.
Pois quem possui bons amigos,
Colherá os frutos da bonança.


A todos os garis do Brasil,
Meu abraço de estima, apreço e gratidão.
Nunca deixem-se abater pelo desânimo,
Exerçam com carinho e entusiasmo tão bela profissão.



Antônio Francisco Cândido
Funcionário do Teatro Municipal de Pouso Alegre - MG
Membro Correspondente da A.C.L.A.C. Arraial do Cabo - RJ.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Escritor chileno lança no Brasil obra que lembra desaparecidos da ditadura de Pinochet

O cinema costuma atrair os holofotes quando o mainstream se debruça sobre a vizinha cultura latino-americana, mas quem disse que ele reina sozinho no atual panorama cultural da região? Há uma nova safra de escritores da América Latina que pouco a pouco ocupa as livrarias brasileiras com sua literatura de qualidade.

Divulgação
Do Chile, a principal referência atualmente é Alejandro Zambra, um dos 22 selecionados pela revista britânica Granta para sua edição com novos nomes das letras hispano-americanas. Seu livro mais celebrado, Bonsai, saiu em 2006 e recebeu vários prêmios no Chile e no exterior, além de ter sido adaptado ao cinema pelo diretor chileno Cristián Jiménez. Foi publicado no Brasil em 2012 pela editora Cosac Naify.

Aos 37 anos, Alejandro publica agora em português, pela mesma editora, A vida privada das árvores, de 2007. O escritor, que participa do “Navegar É Preciso”, viagem literária pelo Rio Negro, organizada pela Livraria da Vila, estará em São Paulo no dia 7 de maio para o lançamento do livro.

Na nova obra, Julián espera a chegada de sua esposa, Verónica, enquanto conta histórias de árvores para sua enteada Daniela. Enquanto a mulher não vem, o protagonista inventa para eles futuros possíveis, do qual Verónica não faz parte. Embora a trama aconteça nos dias de hoje, há quem veja aí uma relação com a ditadura de Pinochet, que deixou muitos a espera de amigos e parentes exilados no Chile.

Confira a entrevista exclusiva de Zambra a Opera Mundi.

Opera Mundi: Que temas mais lhe importam como escritor?
Alejandro Zambra: Isso vai mudando o tempo todo. Só posso dar uma resposta muito geral: me interessa a maneira como as pessoas vivem. Gosto de observar isso. A forma com que você se relaciona com seu bairro, sua cidade, seu país. E isso tem a ver com todos os temas.

OM: Como nasceu a ideia para A vida privada das árvores?
AZ: Realmente não está claro pra mim. A primeira coisa que me ocorreu foi o título. Li o verso “a vida privada das árvores” no livro de um amigo poeta, Andrés Anwandter, há 15 anos. E aí pensei que gostaria de escrever um romance chamado assim. Mas passou bastante tempo até que eu decidisse tentar.
  
OM: Você é considerado atualmente um dos novos talentos da literatura hispano-americana. Como isso afeta seu trabalho?
AZ: Estou feliz, porque meu trabalho conseguiu chegar a alguns leitores. No momento de escrever, no entanto, não existe nada disso. Você está sozinho com a página.

OM: A seu ver, você compartilha algo com escritores latino-americanos da sua geração?
AZ: Compartilho muitíssimas coisas, mas cada um faz o seu trabalho. Não gosto muito de ficar fazendo listas, na verdade. Há escritores que admiro e por sorte são meus amigos, como os mexicanos Alvaro Enrigue, Guadalupe Nettel e Valeria Luiselli, os argentinos Pedro Mairal e Samanta Schweblin, ou compatriotas meus, como Matías Celedón e Alejandra Costamagna.

OM: No cinema, pouco a pouco se fala de uma maior proximidade entre a cultura brasileira e a hispano-americana. Como você enxerga a literatura nesse contexto?
AZ: Sempre estive atento à literatura e à música brasileiras. Não tenho claro os problemas entre as duas culturas. Acho que sim, que os livros sempre circulam. Neste momento, estou feliz de conhecer autores como Emílio Fraia, Tatiana Salem, João Paulo Cuenca, Daniel Galera e Miguel del Castillo.

OM: Quais são seus autores preferidos no Chile e na América Latina?
AZ: São muitos. É melhor eu citar uma autora que levo muitos anos lendo e desfrutando: Clarice Lispector. E uma grande escritora argentina, não tão conhecida ainda, chamada Hebe Uhart.

OM: Existe alguma relação entre a história que você relata e a ditadura chilena?
AZ: Entendo que essa relação pode ser feita, mas não escrevi o romance pensando nesse tema.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Biografia de Gabriel García Márquez em quadrinhos

A editora espanhola Sins Entido lançou uma graphic novel com a biografia do escritor colombiano Gabriel García Márquez. O roteiro é de Óscar Pantoja e os desenhos são de responsabilidade de Miguel Bustos, Felipe Camargo, Tatiana Córdoba e Julián David Naranjo.
Gabo - Memorias de Una Vida Mágica (180 páginas, formato 17 x 24 cm, 22 euros) relata a vida de um dos mais importantes autores do século 20, vencedor do Pêmio Nobel de Litaratura, em 1982. Seu último livro, Memória de minhas putas tristes, foi lançado em 2004.
Ele também foi jornalista, editor e ativista político marxista na Colômbia.
No Brasil, a graphic novel deverá ser lançada pela Editora Record, mas ainda não há data confirmada.
Gabo - Memorias de Una Vida Mágica

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Falleció Alfredo Guevara, Presidente del Festival del Nuevo Cine Latinoamericano de La Habana

Alfredo Guevara. Foto: Petí
Alfredo Guevara. Foto: Petí
Alfredo Guevara, director del Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano de La Habana y gloria de la cultura nacional, falleció esta mañana en la capital cubana víctima de un infarto cardíaco, dijeron a Cubadebate amigos cercanos.
Guevara, doctor en Filosofía y Letras de la Universidad de La Habana, donde conoció al líder cubano Fidel Castro, fue el creador y presidente fundador del Instituto Cubano del Arte e Industria Cinematográficos (ICAIC) en marzo de 1959. Nació el 31 de diciembre de 1925 y tenía al morir 87 años de edad y por voluntad expresa, su cuerpo será cremado.
Había recibido la Orden Félix Varela de Primer Grado, máximo reconocimiento de la Cultura cubana, y en marzo de 2009, le fue conferida la Orden José Martí, la más alta distinción del Estado cubano,  de manos del Presidente Raúl Castro.
Participó activamente en las manifestaciones estudiantiles y en la lucha clandestina contra la dictadura batistiana, por lo cual sufrió persecuciones y encarcelamientos. En la década del 50 del siglo pasado, cursó estudios superiores de Dirección Teatral y fue uno de los fundadores del Grupo Teatro Estudio y de la Sociedad Cultural Nuestro Tiempo. En 1955 participó, junto al cineasta Julio García Espinosa y otros artistas en El Mégano, filme documental considerado como antecedente del Nuevo Cine Cubano. Colaboró como asistente de producción de Manuel Barbachano y en la realización de los cortos semanales Cine Verdad. En 1958 trabajó como asistente de dirección de Luis Buñuel en Nazarín.
Al crearse el Ministerio de Cultura en 1975, fue nombrado Viceministro. Como Presidente del Instituto Cubano del Arte e Industria Cinematográficos, creó la Cinemateca de Cuba, el Noticiero ICAIC Latinoamericano, la revista Cine Cubano, el Grupo de experimentación Sonora del ICAIC, y fue uno de los principales promotores del movimiento plástico cubano que revolucionó el diseño del cartel cinematográfico.
Alfredo fundó con otras grandes figuras, el Nuevo Cine Latinoamericano, y fue organizador y presidente de sus Festivales, miembro de honor del Comité de Cineastas de América Latina y del Consejo Superior de la Fundación del Nuevo Cine Latinoamericano. Le fue impuesta por el presidente de la República Francesa, Francois Mítterrand, la Orden de la Legión de Honor, en el grado de Comendador.
Desde 1968 colaboró con la UNESCO como especialista en políticas culturales, donde ejerció entre otras funciones la de miembro del Consejo Ejecutivo y representante de Cuba; en 1983 es nombrado Embajador de Cuba ante la UNESCO; recibió, de manos del director general Federico Mayor, la Medalla de Oro Federico Fellini otorgada por primera ocasión a un cineasta.
Era Profesor Emérito del Instituto Superior de Arte, que le otorgó el título de Doctor Honoris Causa en Arte. En el 2008 recibió el Premio de la Latinidad, por su contribución a la cultura nacional y por sus esfuerzos a favor del desarrollo y la difusión del cine latinoamericano y caribeño.
Cubadebate publicó una entrevista que le hiciera el cantautor y escritor Amaury Pérez titulada “Soy un profesional de la esperanza”, y que  hoy recordamos a nuestros lectores como muestra de pesar y homenaje a su extraordinario legado a la cultura nacional.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

EPITÁFIO DE UM INVASOR

EPITÁFIO DE UM INVASOR

•09/04/2013 • Deixe um comentário 6747_133305506855870_989173573_n
(Foto da invasão da Playa Girón, Cuba, por forças norte-americanas, 1962)

(Roberto Fernández Retamar, Cuba, 1930)

Teu bisavô cavalgou por Texas
violou mexicanas trigueiras e roubou cavalos
até que se casou com Mary Stonehill e fundou um lar
de móveis de carvalho e “Deus abençoe nossa casa”.
Teu avô desembarcou em Santiago de Cuba,
viu afundar a Esquadra espanhola, e levou ao lugar
o bafo de rum e uma escura nostalgia de mulatas.
Teu pai, homem de paz,
só pagou o soldo de doze rapazes na Guatemala.
Fiel aos teus,
te dispuseste a invadir Cuba, no outono de 1962.
Hoje serves de adubo às ceibas.

(tradução de Jeff Vasques)

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Centro de Formação Astrojildo Pereira ganha logotipo



O Centro de Formação Astrojildo Pereira já possui logotipo. Após receber dezenas de sugestões em concurso cultural promovido pelo PCB, o Secretariado Nacional do Partido escolheu o desenho de Francélio Parente Hardi, de Roraima – que mesmo sem ser militante do PCB se colocou à disposição para colaborar na iniciativa.
Como premiação no concurso, este amigo do PCB receberá nos próximos dias uma coleção com todas as publicações já editadas pela Fundação Dinarco Reis.
Ao mesmo tempo em que anuncia a arte vencedora, o Partido reafirma que vem promovendo uma incansável e dura luta para quitar a aquisição do imóvel onde será sediado o Centro de Formação – e também para sua reforma e estruturação. Iniciativas para o levantamento de recursos financeiros serão anunciadas em breve. Continuamos contando com o apoio e participação não apenas de militantes do PCB, mas também de nossos amigos e simpatizantes, como Francélio.

http://pcb.org.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=5770:centro-de-formacao-astrojildo-pereira-ganha-logotipo&catid=29:organizacao
 

domingo, 7 de abril de 2013

Pátria Amada

Tu sente a dor mas não sabe de onde veio a pancada.
Nasceu inocente e puro, e cresce aprendendo se prendendo e se corrompendo.
Você tem um sonho, terá de comprá-lo. O preço é a própria submissão.
Há o mundo perfeito onde há plenitude, sucesso e prestações fixas.
Sua voz tem poder, tem timbre. Mas é sufocada pelo som do canal 12.
E o umbigo foi importante até você nascer, mas olha só pra ele o tempo todo.
Existe um pastor no poder, mas existe poder num pastor?
Não há quem consiga mandar onde ninguem obedeça, mas obedecemos demais.
Rede social: A rede te prendeu e o social nunca existiu.
E a necessidade de SER foi substituída pela necessidade de TER.
o pátria amada!...
 Cristiano Coimbra

quarta-feira, 3 de abril de 2013

inquietude milenar

sonhos/ medos e alucinações/
onde a razão não chega
resta a imaginação/

tristeza/ sofrimento e saudade/
quando o coração agoniza
resta a consolação

vida de desumanização humana/
estranhamento da essência/
exaltação da aparência/
coisificação do trabalho/
vida de pesadelo cotidiano

vida de sobrevivência para muitos
e de gozo para poucos/
de satisfação para poucos
e de submissão para tantos/
vida esvaziada e guiada

realidade fértil à mistificação/
necessidade mental da fuga/
necessidade vital da dominação/
vida repleta de usurpadores
e culto à mentira

o que esperar após a morte?
vida de gozo/
vida de sonhos/
vida eterna ou vácuo?
inquietude milenar

e o que esperar da vida sem
a usurpação e o medo/
a submissão e a mentira/
a coisificação do trabalho
e da vida?

o resgate da essência/
liberdade e criação/
a re-humanização humana

Otávio Dutra – março de 2013
Havana - Cuba