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terça-feira, 23 de julho de 2013

Cuba: Se inaugura muestra fotográfica "En el Corazón del pueblo" dedicada al Comandante Chávez

Momentos inolvidables que el pueblo cubano compartió con el Presidente Comandante venezolano Hugo Rafael Chávez Frías, su mejor amigo, componen la muestra En el Corazón del pueblo, del reconocido fotorreportero Raúl Abreu, que se inaugurará en el Museo de la Revolución, a las tres de la tarde, este 23 de julio.


La exposición dedicada al aniversario 59 del natalicio del líder bolivariano —compuesta por 19 instantáneas de gran formato impresa en vinilo—, nos trae a este hombre excepcional, nacido el 28 de julio de 1954 en Sabaneta de Barinas, con esa gran sonrisa que niega su partida, el 5 de marzo de 2013.

El lente de Raúl Abreu —quien es fotorreportero del semanario Opciones de la editora Juventud Rebelde— captó, para la posteridad, la amistad y el cariño del dirigente bolivariano y del Comandante en Jefe de la Revolución cubana en dos fotos memorables. La primera, emblemática, inmortaliza un abrazo de los líderes donde se entremezclan las banderas de Cuba y Venezuela y la mano de Chávez, sobre el pecho de Fidel, parece reafirmar el cariño de estos hombres que marcan el vuelo de la historia de América.

La segunda revela el afecto y la alegría de Fidel y de Chávez en aquel memorable encuentro de béisbol entre Cuba y Venezuela.

También son varias las fotos de Raúl Abreu que evidencian la hermandad del «arañero» de Sabaneta de Barinas con nuestro general-presidente Raúl Castro Ruz. Especialmente, se destacan en la muestra las imágenes del encuentro entre Chávez y el pueblo santiaguero, ocurrido el 22 de diciembre del 2007, cuando ambos recorrieron las calles de Santiago de Cuba y un mar de pueblo desbordó de regocijo los espacios de la urbe para recibir al impulsor de la unidad latinoamericana. 

Fonte: http://www.aporrea.org/internacionales/n233211.html

segunda-feira, 22 de julho de 2013

PCV reivindica a imediata repatriação de Ilich Ramírez e asilo político a Julián Conrado

O Biró Político do Partido Comunista da Venezuela reivindicou hoje, junto ao Governo Nacional e ao presidente Nicolás Maduro, iniciar de imediato as gestões necessárias para o processo de Repatriação do combatente venezuelano Ilich Ramírez, preso na França, e a imediata libertação e asilo ao combatente revolucionário Julián Conrado, preso na Venezuela.


Assim manifestou-se Oscar Figuera, ao avaliar como “muito positivo” o início da jornada de solidariedade com os dois combatentes revolucionários impulsionada pelo PCV e os movimentos sociais revolucionários da Venezuela.
“Onde o Comitê Regional de Caracas, o Comité de Solidariedade Internacional (COSI), o Departamento de Política Internacional do Partido Comunista e importantes setores do Bloco Popular Revolucionário, se integraram em um esforço para demandar do governo venezuelano, ações imediatas em função de lograr a repatriação de Ilich Ramírez Sánchez e a Liberdade e Asilo para o combatente revolucionário colombiano, Julián Conrado”, destacou o dirigente comunista.
Para o PCV é uma incongruência do governo, outorgar o asilo ao ex-agente da CIA, Edward Snowden e não fazer nada com estes dois combatentes revolucionários.
“Mais ainda agora, quando o governo venezuelano assumiu uma conduta correta e consequente com esta instituição que é o direito de asilo ao oferecer o território venezuelano para que Edward Snowden venha para a Venezuela. Porém, se oferecem a este senhor que cumpriu um papel de agente da Cia, nos parece que é incongruente que mantenhamos em prisão um combatente revolucionário como Julián Conrado”, expressou Figuera.
O PCV chamou o povo venezuelano, os movimentos populares e as organizações políticas comprometidas com as transformações profundas da sociedade venezuelana, para que façam parte desta campanha nacional em solidariedade com Ilich Ramírez Sánchez e Julián Conrado.
Tradução: PCB Partido Comunista Brasileiro

quarta-feira, 17 de julho de 2013

documentário "Fidel: revelações sobre o Che".


O Cine ABI, em parceria com o Cineclube da Casa da América Latina, exibe nesta quinta-feira, às 18H30, o documentário "Fidel: revelações sobre o Che". Será na ABI: Rua Araújo Porto Alegre, 71 - 7° andar
Centro (próx. ao metrô Cinelândia)



https://www.facebook.com/photo.php?fbid=389629647810482&set=a.115637111876405.15225.100002903506653&type=1&theater

terça-feira, 16 de julho de 2013

Toda solidariedade ao camarada José Cristian Góes


O Partido Comunista Brasileiro (PCB) torna pública sua total e irrestrita solidariedade ao camarada José Cristian Góes, jornalista que foi absurdamente condenado pela justiça estadual de Sergipe a 07 meses e 16 dias de prisão. Seu "crime"? Escrever uma crônica ficcional.
Tal condenação ultrapassa todos os limites do absurdo, sendo gravíssima afronta ao exercício constitucional à liberdade de expressão e ao ordenamento jurídico brasileiro. E desmascara com clareza a permanência de modelos arcaicos e autoritários em determinadas instituições públicas.
A condenação absurda de José Cristian Góes é parte de perseguição pública a que o camarada vem sendo submetido pelo desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, Edson Ulisses de Melo, vice-presidente do tribunal. O desembargador é cunhado do governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT) e foi nomeado por ele para o mais alto cargo do Judiciário estadual.
O desembargador não gostou de uma crônica ficcional escrita pelo jornalista José Cristian Góes sobre o coronelismo (“Eu, o coronel em mim”), tendo identificado o texto como uma crítica a seu cunhado, o governador de Sergipe.
O texto de Goés é ficcional, escrito em primeira pessoa e não têm nomes de pessoas, locais e nem datas. Mesmo sem tais referências, o desembargador Edson Ulisses moveu dois processos contra o jornalista: um criminal, onde pede prisão de José Cristian Góes; e um cível, onde pede indenização por danos morais.
Cristian Góes é um jornalista militante pelos direitos humanos, foi presidente do Sindicato dos Jornalistas de Sergipe e atua junto aos movimentos sociais e sindicais em Sergipe e no Brasil há mais de 20 anos.
O juiz substituto do Juizado Criminal Especial em Aracaju, Eduardo Portela, reconhece que não há nomes, não há referência a pessoas, mas sentencia o jornalista José Cristian Góes a 07 meses e 16 dias de prisão por escrever o texto que “é possível fazer uma associação” e “dar a entender” que o jornalista escreveu no texto a palavra “coronel” fazia referências ao governador e “jagunço das leis” ao desembargador.
O artigo XIX da Declaração Universal dos Direitos Humanos é claro: “todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão; esse direito inclui a liberdade de ter opiniões sem sofrer interferência e de procurar, receber e divulgar informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras”. A Constituição Federal brasileira, de 1988, diz em seu o artigo 5º, IX: “É livre a expressão da atividade intelectual, artísticas, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”.
Como se percebe, a condenação criminal do jornalista José Cristian Góes é inconcebível sob todos os aspectos. Por isso, o PCB conclama todas as organizações políticas e sociais em Sergipe e no Brasil a agir no sentido de atuar para reverter essa absurda condenação porque ela não afeta apenas ao jornalista, mas todos à sociedade brasileira.
PCB - Partido Comunista Brasileiro
Secretariado Nacional

Fonte: http://pcb.org.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=6273:toda-solidariedade-ao-camarada-jose-cristian-goes&catid=120:grecia

ENTENDA O CASO

O jornalista sergipano José Cristian Góes foi condenado a sete meses e 16 dias de prisão por ter escrito uma crônica ficcional sobre o coronelismo.

Segundo o Sindicato dos Jornalistas do Sergipe, apesar de o texto ser em primeira pessoa e não ter indicação de locais, datas e não citar ninguém, o desembargador Edson Ulisses, cunhado do governador Marcelo Déda (PT), se sentiu ofendido e pediu a prisão do jornalista.

Edson Ulisses, que é também vice-presidente do Tribunal de Justiça, alegou que se sentiu pessoalmente ofendido pela expressão “jagunço das leis” e pediu a prisão do jornalista por injúria.

Apesar de todo o processo ter sido presidido pela juíza Brígida Declerc, do Juizado Especial Criminal em Aracaju, a sentença foi assinada no último dia 04 de julho pelo juiz substituto Luiz Eduardo Araújo Portela.

“Esta é uma decisão em primeira instância. Vamos ingressar com os recursos. Em razão de ser uma sentença absurda, não acreditamos que ela prospere, mas se for o caso vamos até o STF em razão da decisão ferir gravemente à Constituição Federal, e quem sabe, podemos ir até ao CNJ e as Cortes internacionais de Direitos Humanos”, disse Antônio Rodrigo, advogado de Cristian Góes.

Os sete meses e 16 dias de detenção foram convertidos pelo juiz Eduardo Portela a prestação de serviço em alguma entidade assistencial.

A crônica literária “Eu, o coronel em mim” é um texto em estilo de confissão de um coronel imaginário dos tempos de escravidão que se vê chocado com o momento democrático. Não há citação de nomes, locais, datas ou cargos públicos.

Fonte: http://www.midiajur.com.br/conteudo.php?sid=44&cid=10612

segunda-feira, 15 de julho de 2013

GIGANTE – PARTE II

Convém, em tempo, explicar o motivo pelo qual narro estes episódios. Nove semanas antes da chegada do circo, encontrava-me na capital, dormindo de favor na casa de um dos muitos amigos que fiz – faço muitos por todo canto, inda hei de fazer um no litoral – enquanto passava os dias à procura de emprego. A peregrinação foi cansativa e inócua, mas pude recolher alguns aprendizados.

Tomei um ônibus na Praça Oito em um dia de agitação. Pessoas enfileiravam-se na parada e acotovelavam-se umas às outras como se o objetivo de todas não fosse o mesmo; e cada um agindo como se o real causador de seu transtorno fosse o semelhante que lhe ladeia. Não pude oferecer muita resistência quando, após muita espera, apareceu o primeiro coletivo: fui empurrado porta adentro pela turba, formando uma imagem patética – sabendo que aquele não era adequado ao meu destino, punha-me na contra mão, e era obrigado a caminhar de costas contra a minha vontade. E, de costas, tive que subir as escadas do coletivo.

A quantidade de indivíduos comigo na entrada já seria suficiente para lotar aquela jaula coletiva móvel; porém, ela já estava com espécies em excesso. Dentro, algum infeliz tentava tornar a vida do próximo tão infeliz quanto a sua, ouvindo alguma coisa em som horroroso, num volume acima das necessidades individuais. O vocabulário não foi reconhecido pela minha pobreza gramatical, mas supus que alguém repetia “eu quero tu”, ou algo semelhante, e mais outros quereres, e “tus” e “tas” – tais quais os pronunciados em nossa língua, mas parecendo outra. Só pude lamentar pela vida do querido.

Imediatamente, não sei se em manifestação de desagrado ou em puro ato de apoio ao infeliz, outros sons começaram a atormentar a ideia de todos, inclusive a do condutor, que parou o ônibus, e definiu que só prosseguiria com o fim da orquestra insólita e inaudita de telefones móveis.

Assim como fui levado pela turba porta adentro, fui empurrado porta afora, num séquito de revoltosos.

Estando eu numa cidade que não é a minha, numa lotação que não queria tomar e, para confidenciar em honesta verdade, sem um rumo definido, resolvi abraçar a vontade do acaso e decidi continuar sem rumo, mas com força motriz própria.

Esbocei poucos passos hesitantes até parar, contemplando uma construção diferente das demais; um casario de cor destoante, com uma porta larga. Estando aberta, pude perceber uma pequena aglomeração. Imaginei que fosse algum edifício público e, curioso de seu estado interno, ultrapassei a entrada.

No exato momento em que pus meu pé esquerdo no recinto (por teimosia, sempre inicio caminhadas pelo sinistro), alguém – que parecia ser a pessoa mais respeitada entre os presentes – chamou a nós todos para o início de uma reunião.

Com uma fome de fazer azedume na boca, e com escassos trocados nos bolsos, percebi de imediato as fartas porções de lanches num pequeno corredor de transição para o local da reunião... “O pior formato para um ambiente há de ser um corredor, a não ser que você queira um corredor”, ouvi certa vez. Porém, naquele momento, ouvindo o som de felicidade e ansiedade que ressoava do ventre, entendi que aquele corredor me serviria muito bem como um espaço de refeições. E, após seguir sem querer para onde não conhecia, sem ter ideia de quem eram aquelas pessoas e seus intentos, sem saber nem mesmo qual a finalidade daquele espaço, tive a primeira certeza do dia: a melhor refeição é sempre aquela que temos à disposição.


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Fábio Henrique de Carvalho
http://coisacoisamente.wordpress.com/
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terça-feira, 2 de julho de 2013

GIGANTE - PARTE I

As manchetes dos jornais naquela manhã de domingo imploravam para que os leitores fossem ao circo.

A lona era enorme, o diâmetro cobria as duas laterais do campo de futebol da gurizada, campo no qual foi disposta de modo centralizado, com os enormes pregos enferrujados esburacando ainda mais o já surrado chão duro, de terra batida, onde mal nascia uma erva daninha. Ao redor da lona, em minúsculas e precárias jaulas enfileiradas, uns animais famintos aguardavam pacientemente a hora da morte – uma banzaria de dar dó. E era em dó, e não em sol, que o palhaço cantarolava “Tristeza e Solidão”, do Baden com o Vinícius, certamente por causa da cozinheira, que havia lhe deixado na última parada para viver com um cobrador de lotação. A vida demorava a passar por ali, e quase todos sentiam isso com melancolia. Menos o impassível elefante...

Não tinha visto muita coisa em vida (e agora, após a submersão, já nem vejo mais coisa alguma), mas, certamente, este é o maior animal que existe. Tudo bem, alguém há de protestar: há animais maiores no oceano! Mas nunca avistei o oceano, inclusive... Se quisessem mesmo mudar minha opinião, colocassem aqui, no chão de terra batida do campinho, um destes monstros marinhos, e talvez, se o visse, eu daria fé. “Porque tudo aquilo que jamais é visto – não existe...”, já postulou um poeta de verdade. Nem mesmo o oceano existe!

Aquele elefante existiu. E ainda existe, já que dele não se esquece. Não sabemos ao certo se ele manteve seu corpo monumental por tanto tempo ali, sob a autoridade deselegante e cruel de seus tratadores, por comodidade ou por falta de lugar para ir. Afinal, para onde mais um elefante iria fora de seu habitat na África selvagem? Para uma feira dominical? Fazendo jus ao frasista popular anônimo que justamente ilustrou uma das cenas que mais poderia causar transtornos? “Tão incômodo quanto um paquiderme na feira”...

Chamavam-no Ali, em homenagem a outro gigante impávido. Provavelmente ele não dava por isso. Nem Clay e nem Ali existiram para aquele paquiderme. Por outro lado, ninguém se preocupa muito com os carrapatos que infestam sua derme, alguns formando imensas câmaras e palacetes nas aberturas de seu aparelho auditivo. Ali protestava, abanando em leque as enormes orelhas, raramente algum dos parasitas caía... Em sua terra natal, as insuportáveis búfagas lhe visitariam para devorar esses parasitas hediondos; não sem dilacerar-lhe a carne, arrancando em movimentos torturantes partes do enorme corpo, além de muito sangue. Há remédios que curam uma gripe sacrificando o enfermo.

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Fábio Henrique de Carvalho
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segunda-feira, 1 de julho de 2013

Até tu, Bart?

Um dos vândalos badernista mais conhecidos da cultura de massa foi prometido para colaborar com os movimentos populares do Brasil, e deve fazê-lo com a família toda. A PM já avisa: vai faltar bala de borracha!
Segundo o Jornal O Tempo, aqui dos Feudos Gerais, ninguém menos do que o próprio Matt Groening, autor-produtor-criador e pica das galáxias dos Simpsons, falou que está trabalhando num episódio da família amarela relacionado aos protestos do Brasil. Groening estaria bastante sensibilizado com a situação popular do país, e o episódio, que não se furtará ao escracho e sarcasmo típicos da série, deverá estrear na nova temporada, que começa em setembro.


Rap Nacional - Entrevista com Eduardo (ex-Facção Central) no Sarau da Resistência (SP)

terça-feira, 25 de junho de 2013

COPA DO MUNDO

A copa do mundo é o evento,
Mais famoso e mais caro do planeta.
Enquanto milionários correm em campo,
Fazendo belas jogadas.
E nas arquibancadas...
Só sentam-se pessoas abastadas!

Enquanto isso neste mesmo país...
Existem pessoas levando uma vida desgraçada!
Não sei por que acontece essa grande diferença;
Regimes ditando regras e pregando as suas crenças.

Enquanto em nosso planeta
Existem homens, se dizendo inteligentes.
Matam gente todo dia, até mesmo inocentes
Quando não morrem de fome!
Por viverem desnutridos:
Por isso ficam doentes.

Vivaldo Terres é poeta, cronista e contista em Itajaí

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Tarifa do Piau (Paródia de "Cabeleira do Zezé")

Olha a tarifa do Piau!
Será que é legal?

Será que é legal? (Não é!)


Olha a tarifa do Piau!

Será que é legal?

Será que é legal?


AA deu a canetada

Em cima do prazo final

Piau que não é bobo nem nada

Finge ser tudo normal!


Corta a tarifa dele!

Corta a tarifa dele!


Corta a tarifa dele!

Corta a tarifa dele!


Toninho Marques

http://boisemdono.blogspot.com.br/2013/01/carnaval-2013-parodias.html

quinta-feira, 20 de junho de 2013

LANÇAMENTO DO LIVRO JUVENIL CERTA MANHÃ, DE DANIEL OLIVEIRA, EM SABARÁ




Lançamento do livro do autor sabarense Daniel Oliveira, dia 05 de julho às 14h, na Biblioteca Pública Municipal Professor "Joaquim Sepúlveda"
 
https://www.facebook.com/events/384060771699456/

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Quadrinistas brasileiros fazem HQs em apoio a manifestações


Para quem ainda não sabe, está marcada para as 17h deste dia 17 de junho uma grande manifestação pública no Largo da Batata, em São Paulo. Às manifestações que começaram na semana passada contra o aumento da passagem de ônibus agora se juntam outras causas, como o repúdio à violência policial.
Os quadrinistas nacionais, podendo ou não comparecer ao evento, também estão manifestando-se. Fábio Moon e Gabriel Bá publicaram hoje em seu blog  duas HQs curtas explicando por que vão participar da manifestação. Na HQ de Bá, em referência à truculência policial, ele pergunta "e se dissessem quais histórias eu posso contar e quais eu não posso?". Veja na galeria.


Rafael Albuquerque também colocou seu ponto de vista em HQ e ilustração - lembrando que a Copa está quase aí e tem tudo a ver com os protestos. Outros quadrinistas, como Laerte, também já expressaram sua opinião, mesmo que com humor. O autor de Piratas do Tietê fez releitura de uma HQ de Glauco dos anos 70, como você confere na galeria, ao lado. Na mesma linha, João Montanaro está fazendo releitura de Banksy.
Também por motivo dos protestos, a editora Balão Editorial resolveu disponibilizar Como na Quinta Série, de DW Ribatski, álbum lançado no ano passado e que trata também de truculência policial. A HQ pode ser lida aqui.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Lançamento do livro Os ventos que sopraram do leste: o PCB entre o fim da história e o marxismo

Escrito pelos integrantes do Comitê Central do PCB Hiran Roedel e Heitor Oliveira, Os ventos que sopraram do leste: o PCB entre o fim da história e o marxismo compara a luta político-ideológica ocorrida no PCB e que gerou a criação do PPS, com o processo de mudanças manifestas na antiga URSS e no Leste Europeu.
“Visto de forma dialética, o impacto de tais mudanças, associado à dinâmica histórica do Brasil nos anos 80 do século XX, resulta em caminhos distintos para os comunistas brasileiros que desembocam na divisão em dois partidos”, escrevem os autores.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Fronteiras

Os corações
(assim como as pátrias)
não deviam ter fronteiras.

Queria explodi-los
em suspiros, gozo e anátemas
para que de tantos pedaços
brotassem outras centenas.

Os corações
(assim como as pátrias)
não deviam ter fronteiras…
mas têm.
Mauro Iasi
CC do PCB

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Teatro e Resistência Cultural: o Grupo Opinião

Estudo de Miliandre Garcia, publicado no site do grupo de pesquisa Intelectuais, Esquerdas e Movimentos Sociais, da Unesp Marília, Teatro e Resistência Cultural: o Grupo Opinião estuda como, na década de 1960, um contingente expressivo de artistas engajados assimilou o discurso do PCB, com a emergência de um novo imaginário acerca da cultura brasileira, e sua ligação direta com formato e linguagem do Grupo Opinião.



quinta-feira, 6 de junho de 2013

O hálito da floresta faz do tempo sua meta

O hálito da floresta faz do tempo sua meta
Povos feitos de rios e selva
Comunhão ancestral que congrega
Na explosão do verde a descoberta

Texto: Daniel Oliveira
Fotografia: Thiago Almeida

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Poetas do Proletariado e Poemas Coletivos.


A proposta da página é a construção de poemas coletivamente, com a seguinte organização:

1) Um novo poema nasce com uma mensagem - o 1º verso;

2) Os comentários são sua continuidade;

3) Quem lança o 1º verso pode sugerir estilo/temática

*P.ex., soneto, haikai, livre, n° de versos, rimado ou não, etc.

Contudo, deve ser apenas sugestão.

4) Cada um escreve, através de um comentário, um ÚNICO verso.

*copia/cola o(s) verso(s) anterior(es) e adicionar o seu, não podendo alterar o que já apresentados.
 
 

terça-feira, 4 de junho de 2013

Ação Brigada Popular Valdomiro Jambeiro na pista de Skate.

Ação realizada no dia 25/05/2013 na pista de Skate em Gauianases, Zona lesta da capital paulista. A região existe poucos ponto de cultura e para a juventude, o pouco que tem falta manutenção. a Brigada Valdomiro Jambeiro compôs em conjunto com a juventude que frequenta a pista e pos a "mão na massa" para reformar a pista de skate, além de fazer diversas gafites para deixa o ambiente com a cara da juventude que frequenta o espaço.

 https://www.facebook.com/media/set/?set=a.492399494165119.1073741829.100001852180126&type=1

segunda-feira, 3 de junho de 2013

O Rio balança

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O Rio balança
O Rio balança o Homem
O Rio balança o Homem no Barco
Rio Homem Barco
no balanço da Vida

Fotografia: Thiago Almeida
Texto: Daniel Oliveira

terça-feira, 28 de maio de 2013

Exposição de charges comemora 10 Anos de Fábrica Ocupada Flaskô



cartaz festival final 02 

O cartunista Batata, para comemorar os 10 anos de Fábrica Ocupada Flaskô, realizará uma exposição de charges e cartuns.

A exposição irá acontecer no Festival de 09 a 16 de junho, que também acontecerá como parte da data comemorativa.

Para quem deseja participar da exposição, basta enviar o trabalho para o email batatasemumbigo@gmail.com.

Para saber mais sobre o festival, clique no link abaixo:

O site da Fábrica:

Maiores detalhes da exposição podem ser obtidos através do e-mail do cartunista.

Fonte:  http://quadro-a-quadro.blog.br/?p=21514

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Estamos num acampamento Sem-Terra.


Estamos num acampamento Sem-Terra.
O surdo baque do machado sobre a lenha
A alegria dos cantos desentoados do Joel
Traz para minh’alma grande alegria
Arrisco cantar uma cantiga antiga

Do fogão-de-barro e chapa de flandre
Escapa o saboroso cheiro de fufé,

Saborosa receita de café e, muito apreciado

É a maior descoberta de algum acampado.

Depois do fufé com fubá suado,
Apressado desço à ravina buscar água
Que regará as plantas já regaladas
De orvalho prata do generoso cosmo
E produzirá tenros legumes aos pratos.

A vida nos acampamentos do movimento

Transcende a esperança e irrompe

A consciência politizada do acampado
Que quanto a legitimidade dessa luta
Não tem dúvidas. Ou luta ou se curva.

Nossas barracas não têm portas
Mas se têm é por questão de medo
A gente come ou bebe em qualquer delas
Sem preconceito também se dorme se for preciso

É que estamos todos, bastante socializados


Repartimos nossos bens à companheirada
Às famílias maiores com sua criançada
E quando cozinham alguma guloseima
Chegam para nós sorrindo e oferecendo
O cândido sorriso de quem está crescendo.
 

Elias Elliot

segunda-feira, 20 de maio de 2013

A Liberdade - Bonde da Cultura


O Bonde da Cultura é um coletivo artístico do Morro Jorge Turco, localizado no bairro Coelho Neto - Rio de Janeiro. Revolucionários, bolivarianos, é um dos grupos que fez de sua arte a principal arma de resistência.

No mês de abril, a TV Memória Latina subiu o morro junto aos companheiros do Bonde da Cultura para gravar algumas músicas. Uma delas, você confere agora. Trata-se da música "A Liberdade", composta por Matheus Moraes e Marcelo Jerry e interpretada por Diego Silva e Marcelo Jerry, integrantes do Bonde.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Marambaia

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Oh, meu Deus, isso num é vida de gente, não

Marido doente internado
Eu aqui de resguardo
As meninas no caminhão
(Apanhando café pro patrão)

Oh, meu Deus, isso num é vida de gente, não

Sempre eu pensava no início
Que se tivesse um pedacinho
De terra que desse ao menos
Um talinho não saia dali não
Que a gente lá roçava
Capinava de enxada
Mas todo dia a noite vencia
Meus filhos passava fome
Não tinha saída, nem folha
De mandioca que desse guarita
Nem água com açúcar
Que açúcar não tinha

Oh, meu Deus, isso num é vida de gente não

Daniel Oliveira

quarta-feira, 8 de maio de 2013

O GARI


Levanta de manhã cedinho,
Deixa a casa, os filhos, a família.
Vai para a labuta diária,
Defender o pão de cada dia.


Passam dias, meses e anos!
Na maioria das vezes sem nunca serem lembrados.
As mãos, o rosto, a vassoura, a pá e o carrinho,
Mostra o seu trabalho honrado.


A vida é passageira,
Da mesma somos todos coadjuvantes.
O final é para todos é uma certeza,
Desde os mais simples, até os mais importantes.


Toda profissão é digna do trabalhador,
Seja ela médico, advogado, professor ou varredor.
O importante é honrar o que se faz,
Acrescentando a esta, respeito, carinho, dedicação e amor.


Para algumas pessoas, creio:
Ser gari é uma profissão vergonhosa.
Manter uma cidade limpa,
É como cuidar de uma rosa.


Ser gari é muito mais que limpar ruas e cidades,
É criar vínculos de amizade, ternura e boa vizinhança.
Pois quem possui bons amigos,
Colherá os frutos da bonança.


A todos os garis do Brasil,
Meu abraço de estima, apreço e gratidão.
Nunca deixem-se abater pelo desânimo,
Exerçam com carinho e entusiasmo tão bela profissão.



Antônio Francisco Cândido
Funcionário do Teatro Municipal de Pouso Alegre - MG
Membro Correspondente da A.C.L.A.C. Arraial do Cabo - RJ.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Escritor chileno lança no Brasil obra que lembra desaparecidos da ditadura de Pinochet

O cinema costuma atrair os holofotes quando o mainstream se debruça sobre a vizinha cultura latino-americana, mas quem disse que ele reina sozinho no atual panorama cultural da região? Há uma nova safra de escritores da América Latina que pouco a pouco ocupa as livrarias brasileiras com sua literatura de qualidade.

Divulgação
Do Chile, a principal referência atualmente é Alejandro Zambra, um dos 22 selecionados pela revista britânica Granta para sua edição com novos nomes das letras hispano-americanas. Seu livro mais celebrado, Bonsai, saiu em 2006 e recebeu vários prêmios no Chile e no exterior, além de ter sido adaptado ao cinema pelo diretor chileno Cristián Jiménez. Foi publicado no Brasil em 2012 pela editora Cosac Naify.

Aos 37 anos, Alejandro publica agora em português, pela mesma editora, A vida privada das árvores, de 2007. O escritor, que participa do “Navegar É Preciso”, viagem literária pelo Rio Negro, organizada pela Livraria da Vila, estará em São Paulo no dia 7 de maio para o lançamento do livro.

Na nova obra, Julián espera a chegada de sua esposa, Verónica, enquanto conta histórias de árvores para sua enteada Daniela. Enquanto a mulher não vem, o protagonista inventa para eles futuros possíveis, do qual Verónica não faz parte. Embora a trama aconteça nos dias de hoje, há quem veja aí uma relação com a ditadura de Pinochet, que deixou muitos a espera de amigos e parentes exilados no Chile.

Confira a entrevista exclusiva de Zambra a Opera Mundi.

Opera Mundi: Que temas mais lhe importam como escritor?
Alejandro Zambra: Isso vai mudando o tempo todo. Só posso dar uma resposta muito geral: me interessa a maneira como as pessoas vivem. Gosto de observar isso. A forma com que você se relaciona com seu bairro, sua cidade, seu país. E isso tem a ver com todos os temas.

OM: Como nasceu a ideia para A vida privada das árvores?
AZ: Realmente não está claro pra mim. A primeira coisa que me ocorreu foi o título. Li o verso “a vida privada das árvores” no livro de um amigo poeta, Andrés Anwandter, há 15 anos. E aí pensei que gostaria de escrever um romance chamado assim. Mas passou bastante tempo até que eu decidisse tentar.
  
OM: Você é considerado atualmente um dos novos talentos da literatura hispano-americana. Como isso afeta seu trabalho?
AZ: Estou feliz, porque meu trabalho conseguiu chegar a alguns leitores. No momento de escrever, no entanto, não existe nada disso. Você está sozinho com a página.

OM: A seu ver, você compartilha algo com escritores latino-americanos da sua geração?
AZ: Compartilho muitíssimas coisas, mas cada um faz o seu trabalho. Não gosto muito de ficar fazendo listas, na verdade. Há escritores que admiro e por sorte são meus amigos, como os mexicanos Alvaro Enrigue, Guadalupe Nettel e Valeria Luiselli, os argentinos Pedro Mairal e Samanta Schweblin, ou compatriotas meus, como Matías Celedón e Alejandra Costamagna.

OM: No cinema, pouco a pouco se fala de uma maior proximidade entre a cultura brasileira e a hispano-americana. Como você enxerga a literatura nesse contexto?
AZ: Sempre estive atento à literatura e à música brasileiras. Não tenho claro os problemas entre as duas culturas. Acho que sim, que os livros sempre circulam. Neste momento, estou feliz de conhecer autores como Emílio Fraia, Tatiana Salem, João Paulo Cuenca, Daniel Galera e Miguel del Castillo.

OM: Quais são seus autores preferidos no Chile e na América Latina?
AZ: São muitos. É melhor eu citar uma autora que levo muitos anos lendo e desfrutando: Clarice Lispector. E uma grande escritora argentina, não tão conhecida ainda, chamada Hebe Uhart.

OM: Existe alguma relação entre a história que você relata e a ditadura chilena?
AZ: Entendo que essa relação pode ser feita, mas não escrevi o romance pensando nesse tema.