Intervenção poética de Jéssica Nicolai no dia 27/08/14 em Belo Horizonte/MG.
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terça-feira, 16 de setembro de 2014
Intervenção poética da camarada Jéssica Nicolai
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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
INTERNACIONALISMO PROLETÁRIO
não temos pátria/ camarada/
não existem fronteiras entre os justos/
a dor dos sofridos nos atrela
e linhas traçadas em mapas
jamais poderão nos apartar/
nem muros/ nem urros/ aferro/
não importa de onde vem o berro/
lá estaremos/ aqui estaremos/
como um só povo/ multidão/
como um só grito/ alvoroço/
como um só punho de resistência
e uma constelação brilhando
em olhos de esperança/
hoje o mundo não cabe na lágrima
de uma mãe palestina/
*Otávio Dutra é estudante de sexto ano de medicina na ELAM, membro da Coordenação Nacional da UJC e militante da base Paulo Petry do PCB em Havana-Cuba.
não existem fronteiras entre os justos/
a dor dos sofridos nos atrela
e linhas traçadas em mapas
jamais poderão nos apartar/
nem muros/ nem urros/ aferro/
não importa de onde vem o berro/
lá estaremos/ aqui estaremos/
como um só povo/ multidão/
como um só grito/ alvoroço/
como um só punho de resistência
e uma constelação brilhando
em olhos de esperança/
hoje o mundo não cabe na lágrima
de uma mãe palestina/
*Otávio Dutra é estudante de sexto ano de medicina na ELAM, membro da Coordenação Nacional da UJC e militante da base Paulo Petry do PCB em Havana-Cuba.
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terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Poema: Vale a pena - Mauro Iasi
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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Poesia passada
o passado parece moído
como carne de segunda,
como parte não gostosa,
fragmentos indesejados
pelos comedores de filet mignon.
o pretérito imperfeito
avulta ao que erroneamente chamam de perfeito,
que determina uma ação acabada.
que ação está acabada?
nostálgica sensação do inacabado passado.
quantos outros desvios
tinha o labirinto de Ateneu?
quantos caminhos singulares surgiriam
num passo mal dado?
que caminho esqueceu na infância
o pobre casal cansado do amor?
outras respostas surgiriam
dos desvios não escolhidos.
sinto moído o passado
num engenho desativado.
são os pedaços miúdos
do passado e do presente que passou
ou acaba de passar.
posso sentir o passado diferente em poucas horas
porque o que passou ainda se move
no ritmo do relógio ainda sem corda.
Otávio Dutra
como carne de segunda,
como parte não gostosa,
fragmentos indesejados
pelos comedores de filet mignon.
o pretérito imperfeito
avulta ao que erroneamente chamam de perfeito,
que determina uma ação acabada.
que ação está acabada?
nostálgica sensação do inacabado passado.
quantos outros desvios
tinha o labirinto de Ateneu?
quantos caminhos singulares surgiriam
num passo mal dado?
que caminho esqueceu na infância
o pobre casal cansado do amor?
outras respostas surgiriam
dos desvios não escolhidos.
sinto moído o passado
num engenho desativado.
são os pedaços miúdos
do passado e do presente que passou
ou acaba de passar.
posso sentir o passado diferente em poucas horas
porque o que passou ainda se move
no ritmo do relógio ainda sem corda.
Otávio Dutra
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terça-feira, 7 de janeiro de 2014
É noite, tudo se sabe! II
À noite é que me dispo
De duras verdades
E de mentiras palatáveis.
À noite, a realidade crua
grita aos meus olhos
E no espaço vazio da minha cama
a solidão é quem arde!
Lençóis, fronhas, coberta e travesseiros
Testemunham que enquanto um ciclo se fecha,
Nem sempre outro se ciclo se abre.
Que a vida individual não faz sentido,
como não faz sentido a dor
que em meu peito individual agora bate!
Por isso que à noite eu não durmo,
eu só me consumo,
e em algum momento
vou desistindo...
Rijo,
Brusco e
Tenso,
Mas mesmo assim, suave!
Wagner Farias
De duras verdades
E de mentiras palatáveis.
À noite, a realidade crua
grita aos meus olhos
E no espaço vazio da minha cama
a solidão é quem arde!
Lençóis, fronhas, coberta e travesseiros
Testemunham que enquanto um ciclo se fecha,
Nem sempre outro se ciclo se abre.
Que a vida individual não faz sentido,
como não faz sentido a dor
que em meu peito individual agora bate!
Por isso que à noite eu não durmo,
eu só me consumo,
e em algum momento
vou desistindo...
Rijo,
Brusco e
Tenso,
Mas mesmo assim, suave!
Wagner Farias
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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Militantes do PCB publicam livro de poesias
Os militantes do PCB em Minas Gerais, Daniel Oliveira e Hallisson Nunes Gomes, acabam de publicar o livro OBAMICIDIO, uma coletânea de poesias.
A obra foi editada pela Editora e Livraria Estudos Vermelhos, de responsabilidade do camarada Alex Lombello, com capa baseada em uma pintura do camarada espanhol/brasileiro Magaiver (Alexandre Magno da Cunha Gomes).
Aguardem os lançamentos que serão promovidos durante o primeiro semestre, em centros culturais, bares, escolas e sindicatos.
Uma
explicação necessária
Diante das atrocidades cometidas pelos Estados Unidos em todo o
mundo, o poeta Pablo Neruda não viu outra saída a não ser deitar
suas armas contra aquele que encarnou em sua época o manto de Senhor
da Guerra: Nixon.
Hoje, nos vemos diante de uma outra conjuntura.
O extraordinário desenvolvimento tecnológico, o perene xadrez
geopolítico, a destruição dos direitos sociais através da
criminalização, e a ameaça às soberanias dos povos através da
tática de Guerra Imperialista Estadunidense colocou o mundo em um
grau de acirramento elevadíssimo. Nunca o fosso que separa pobres e
ricos, trabalhadores e capitalistas, foi tão grande. O pensamento
único busca a todo momento não deixar espaço para questionamentos.
Seja através de dólares, ou pela sua gigantesca máquina de guerra
hi-tech, o capitalismo se impõe atacando o que teme, o que não
considera “legítimo”.
Neruda concluiu que apenas com um Nixonicídio poderia por fim a
matança e a destruição. Um assassinato, mas não com fósforo
branco e agentes laranja. O arsenal do poeta trazia outras cores,
vivas, vibrantes, libertas. Cores do Caribe e da Ásia.
O saudoso poeta passou. Sua obra cravada no
mundo é um epitáfio em vida para Nixon, que caiu não por ter
arquitetado a destruição das luzidias flores que se abriam em todo
o mundo, mas por ter prevaricado em casa, espionando a oposição,
assim como Obama faz hoje com seu próprio povo.
Obamicídio é uma necessidade histórica. Não
se trata de lançar um chamado ao homicídio do patife da Casa
Branca, mas explodir em poesia e denúncia o genocídio que eles
promovem mundo afora.
Certa vez um nazista, apontando para o quadro
Guernica, perguntou a Picasso com ar de desdém se ele realmente
tinha feito “aquilo”. Com toda a calma que poderia ter no
momento, Picasso respondeu, “eu não, vocês fizeram isso”.
Assim, expomos nosso quadro, Obamicídio. Se
perguntarem quem é o autor, basta apenas apontar para a Casa Branca.
Mãos à obra!
Daniel Oliveira & Hallisson N. Gomes
Belo Horizonte, Dezembro de 2013
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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
Martelo Palestino
O mundo perplexo
assiste
Cenas na televisão
Da mais sangrenta
invasão
Contra um povo que
resiste
E incansável
insiste
Nesta luta de rotina
Contra essa agressão
cretina
De hordas
imperialistas,
Caiam fora sionistas
Tirem as mãos da
Palestina.
Fora os Estados
Unidos
Fora os tanques de
Israel,
Contra essa agressão
cruel
Estaremos
prevenidos,
Nessa inseridos,
Lutando como felinos
Cantaremos os seus
hinos
Contra opressão do
sistema,
Esse agora é nosso
tema,
Somos todos
palestinos.
Paiva Neves
Fortaleza, 05 de
dezembro de 2012.
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terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Veja o filme O Capital (Le Capital)
Filme francês dirigido por Costa Gravas.
Drama - 2012
Legenda Português-PT
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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Estátuas
Abaixo o mastodonte de granito!
Força, todos juntos,
que as cordas já uivam
asfixiando como um urso
o pedestal.
Pronto! O homem de pedra
estrondeia e se estatela
no meio da praça.
Empunhemos as marretas e os
martelos!
(Foices não! Ainda uma vez não:
enfeites e armadilhas.)
Vamos, espatifem o seu olhar sereno
espicacem o seu vulto solene
sua testa larga, suas orelhas.
Desmoronem e esfrangalhem todos os
dinossauros
e suas cabeças de esclerose.
Dilacerem todas as múmias
e seus catecismos simplórios.
Profanem os altares do socialismo
científico
e todos seus lugares sagrados
pois é a hora dos iconoclastas
e o crepúsculo dos deuses.
Nos pedestais vazios
se quiserem
soergam a altiva Liberdade
com seu facho novaiorquino
e seus raios democráticos.
Sim. Façam tudo isso
mas, ao final, sepultadas as
caricaturas
ao menos por curiosidade,
abram seus livros.
Desvencilhados de monumentos
e fetiches
desacorrentem seu pensamento crítico
derrubem também as comportas
com que cercam em pântano
o fluir de sua dialética,
e a louca paixão pela humanidade.
Então outra vez
companheiro Carlos e Frederico
companheira Rosa e companheiro
Ilitch
serão vocês
perigosos
outra vez.
Humberto Bodra
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Palestina
Quero o sorriso que falta no rosto do pequenino
Quero a bola que não rola nos pés desse menino
Eu sou a criança morta na luta
pelo direito à sua terra
Eu sou a mãe que ninguém escuta
que clama e a arma berra
Sou o homem bomba e o recruta
que querem findar a guerra
Sou o grito de todos e de cada um que cala
com mais um dos muitos barulhos de bala
Que entra no peito da palestina
coberta de sangue dor e neblina
Mas ah, quando formos todos palestinos
Africano, Grego e latino
Não haverá bala que cale o hino
O nosso hino
A Internacional
DE PÉ Ó VÍTIMAS DA FOME...
JESSICA NICOLAI
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quinta-feira, 21 de novembro de 2013
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
E AGORA, JOAQUIM?
E agora, Joaquim?
Vamos anular a Reforma da Previdência?
O mensalão não acabou?
E a corrupção sumiu
E agora, Joaquim?
A Copa chegou,
o povo protestou,
e você quase se candidatou.
E agora, Joaquim?
O pré-sal foi a leilão.
Mas, como disse o Lobão:
isto não é mais privatização.
E agora, Joaquim?
"O Brasil ainda é pau...
É pau a pique, pau de arara, é o pau do policial!
O Brasil, só não é pau Brasil!"
Professor Túlio Lopes - 15 de novembro de 2013
Vamos anular a Reforma da Previdência?
O mensalão não acabou?
E a corrupção sumiu
E agora, Joaquim?
A Copa chegou,
o povo protestou,
e você quase se candidatou.
E agora, Joaquim?
O pré-sal foi a leilão.
Mas, como disse o Lobão:
isto não é mais privatização.
E agora, Joaquim?
"O Brasil ainda é pau...
É pau a pique, pau de arara, é o pau do policial!
O Brasil, só não é pau Brasil!"
Professor Túlio Lopes - 15 de novembro de 2013
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quinta-feira, 14 de novembro de 2013
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Paráfrase da música cidadão por Thiago L. Almeida
Tá vendo a Petrobras
moço?
Meu pai também trabaiô lá.
Eram tempos de ebulição,
o petróleo era nosso e a
estatal ele ajudou a funda.
Tá vendo aquele etanol moço?
Eu
ajudei a consolida.
Eram tempos de aflição, cortar cana, boia
fria, queimada e solidão.
E tá vendo aqueles partidos moço?
Se diziam de luta, greves ajudaram a mobilizar.
E depois de tudo pronto, veio o lula e eu feito tonto
votei pra ele nos
governa.
Eiii moço, tá vendo aquele menino ali?
É meu
neto desempregado.
Filho de preta e avô mulato,
sabe dos meus erros, viu os caminhos
que ajudei a desbravar.
Dorme onde dá, come o que tem pra hoje,
lê tudo que aparece e ainda acredita no amor livre.
Repare no seu olhar, no dicionário dessa molecada
conciliação é palavra riscada.
Paráfrase
da música cidadão
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Thiago Almeida
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
O LEILÃO DE LIBRA
Foi o dia 3 de outubro
Uma data muito marcante
Foi quando a Petrobrás
Criou-se pelo levante
Na rua “o petróleo é nosso”
Uma campanha gigante.
FHC abriu as portas
O Lula continuou
A Dilma está prosseguindo
O novo Leilão marcou
O Pré-Sal vai ser entregue
O óleo privatizou.
O leilão de Libra é
Pôr nosso Brasil a venda
Entregar nossas riquezas
Voltar a ser uma senda
Do capital estrangeiro
O país ser oferenda.
Que o povo venha às ruas
E com toda sua fibra
Se some a luta unitária
Contra esse Leilão de Libra
Que o governo entrega
E o tal capital vibra.
Já são dezessete anos
Sem nenhum ganho real
Em nosso salário base
Sufocado, passa mal
O governo e a Petrobras
Impõem arrocho salarial.
Querem a PLR
Com meta submetida
Sob gestão dos gerentes
Que ao lucro só dá guarida
Enquanto o valor do teto
Despenca numa descida.
Por Nando Poeta
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quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Não há grades que prendam Quem descobriu Que é livre!
Prisões inúteis
Explosão, movimento, grito
Espanto, espasmo, desencanto,
Nervo exposto na rua desperta
Multidão caminha inquieta.
Mil rostos, mil punhos erguidos
Bandeiras lhes dão abrigo
Faixas, ditos e gritos
Falam por mil vozes.
A policia infiltra, ataca
Persegue, espanca, mata
As cadeias se abrem
As portas se fecham
É preciso ferver a água
Para matar o peixe
Na água massa incontida
São jogadas as redes
Pesca funesta, caça
Camburões, delegacia
Galés modernas
Novos navios negreiros.
Meus irmãos estão presos
Muitos já estavam lá
Porões onde escondem
Os restos de minha classe.
Os verdadeiros criminosos
Estão no governo dando ordens
A criminosos fardados
Que garantem a ordem.
O rio rua transborda
Arrasta as margens que o oprimem
As portas se abrem
As cadeias se fecham
É inútil.
Não há grades que prendam
Quem descobriu
Que é livre!
Mauro Iasi
outubro de 2013

Pela imediata libertação dos
militantes presos nas manifestações!
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sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Os Pesos de um Comunista
A
gravidade é a força de atração que existem entre as partículas de
massas. Todos somos partículas de uma grande massa, a favela é a grande
massa e a força da gravidade trata de agir para garantir que ela pese
sobre as elites que criaram os morros, que jogaram os pretos e os pobres
para cima, mas eles não flutuam no ar, voltam para o chão e
estremecem-no.
Ação e reação, a terceira lei de Newton. A prova está ai, em preto, apenas preto, sujeitos aos caprichos dos opressores, mas que refletem por um espelho a força que imprimem sobre si.
Os gritos ecoam e circundam para todos os lados, gritos de dor, gritos operários, explorados, marcados como o admirável gado novo, mas que já não estão dispostos a aguentar as chicotadas pelas doses diárias de soma, de TV globo, medidas paliativas, de promessas ilusórias.
Aqueles que ignoram utopias, que desfazem da humanidade, são os que temem o acirramento entre as classes. Desacreditar em uma revolução do povo é fundamentar o imperialismo, livre mercado e todas as ferramentas de desigualdades entre diferenças.
E sofrem, morrem, vivem em uma busca incessante por uma vida mais justa, por um tempo para viver, sem a preocupação de não ter comida na mesa, de um lugar para dormir, de educar seus filhos, de viver enquanto homens livres das amarras do capital.
Por um mundo sem dinheiro, sem hierarquias entre classes, sem mandos, nem desmandos, por fugir das distopias, pois o pessimismo nos aproxima das trevas, mas a vontade de mudar é o que nos impulsionam para o cume. Isso é ser comunista, um homem coletivo, que como diria Chico Science: “Sente a necessidade de lutar”.
- Patrício Freitas
Ação e reação, a terceira lei de Newton. A prova está ai, em preto, apenas preto, sujeitos aos caprichos dos opressores, mas que refletem por um espelho a força que imprimem sobre si.
Os gritos ecoam e circundam para todos os lados, gritos de dor, gritos operários, explorados, marcados como o admirável gado novo, mas que já não estão dispostos a aguentar as chicotadas pelas doses diárias de soma, de TV globo, medidas paliativas, de promessas ilusórias.
Aqueles que ignoram utopias, que desfazem da humanidade, são os que temem o acirramento entre as classes. Desacreditar em uma revolução do povo é fundamentar o imperialismo, livre mercado e todas as ferramentas de desigualdades entre diferenças.
E sofrem, morrem, vivem em uma busca incessante por uma vida mais justa, por um tempo para viver, sem a preocupação de não ter comida na mesa, de um lugar para dormir, de educar seus filhos, de viver enquanto homens livres das amarras do capital.
Por um mundo sem dinheiro, sem hierarquias entre classes, sem mandos, nem desmandos, por fugir das distopias, pois o pessimismo nos aproxima das trevas, mas a vontade de mudar é o que nos impulsionam para o cume. Isso é ser comunista, um homem coletivo, que como diria Chico Science: “Sente a necessidade de lutar”.
- Patrício Freitas
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sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Os Meninos de Outubro
Todo homem já foi criança
Cultivando em si os sonhos de menino
Presos a vontade por liberdade
E pelas escolhas de suas paixões
Para continuar vislumbrando-se no que ser
Continuo enquanto menino
Sem aceitar a besta devoradora de fantasias
Que explora tudo o que mais valia
E coleciona os gritos de misericórdia
Clamando por igualdade e melhoras
Todos conservam em si o desejo pela mudança
Entre o colarinho branco e o jeans azul
Somente a esperança lhes resta
De que melhores outubros estão por vir.
Patrício Freitas
Todo homem já foi criança
Cultivando em si os sonhos de menino
Presos a vontade por liberdade
E pelas escolhas de suas paixões
Para continuar vislumbrando-se no que ser
Continuo enquanto menino
Sem aceitar a besta devoradora de fantasias
Que explora tudo o que mais valia
E coleciona os gritos de misericórdia
Clamando por igualdade e melhoras
Todos conservam em si o desejo pela mudança
Entre o colarinho branco e o jeans azul
Somente a esperança lhes resta
De que melhores outubros estão por vir.
Patrício Freitas
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sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Quem tem boca vaia Roma
Recuso-me à pisar no seu coliseu
Pois não sou cidadão e nem plebeu
Não sou um escravo-propício
E tão pouco, um patrício
Não sou bárbaro, nem gladiador
Para viver do seu favor...
Na arquibancada ou nos arcos, eu não estou!
Nem na tribuna de honra de um ditador...
Não decido quem vive ou quem morre
E sequer falo Latim, acho um porre!
Não sou um jantar cristão
Tão pouco um bestial Leão...
Não uso Toga nem Pálio
Tão pouco, sou um cativo trácio
Me recuso a pagar o seu pedágio...
E a empunhar: uma rede, um tridente ou um gladio!
Me abstenho até de queimar Roma...
Não gosto de Nero, nem de sua pompa!
Mas gosto da arquitetura...
Odeio a sua usura!
Não gosto de certos romanos!
Acho-os corruptíveis e profanos...
Não sou nem um pouco pagão...
Não acredito em Martes, nem em Plutão!
Me recuso a receber o seu pão!
Nem estou desesperado ou aflito...
Ao ponto de participar desse circo!
(Felipe Lustosa)
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quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Estradas e Bandeiras
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