Páginas

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O Cine ABI, em parceria com o Cineclube da Casa da América Latina apresentam: Cruzando as Crises Estadunidenses: do Colapso à Ação

    O Cine ABI, em parceria com o Cineclube da Casa da América Latina, Apresentam:
      Cruzando as Crises Estadunidenses: do Colapso à Ação Direção de Sílvia Leindecker e Michael Fox 2011 Documentário - 88 min.
    20 de setembro quinta-feira a partir das 18h30
    na ABI (Associação Brasileira de Imprensa) Rua Araújo Porto Alegre, 71 - 7° andar Centro (próx. ao metrô Cinelândia)

    Sinopse: Em 15 de setembro de 2008, os EUA foram tragados pela pior crise financeira desde a Grande Depressão. Neste mesmo dia, os diretores de Cruzando as Crises Estadunidenses saíram de viagem pelo país, percorrendo cerca de 40 estados da federação, para perguntar ao povo estadunidense o que eles tinham a dizer sobre o fato. Em 2010, eles voltaram aos locais por onde passaram para ver o que havia mudado. Nesta época, os profetas financeiros diziam que a recessão já havia acabado, mas a realidade era outra. As histórias  de cada entrevistado revelam desespero, indignação, esperança, sonhos, em meio a um colapso econômico desastroso; o caos gerado por um sistema de desigualdades. Mas a derrocada financeira é apenas uma das várias crises de direitos que estão, no momento, afligindo os Estados Unidos — em habitação, saúde, educação, etc.
       
Após a exibição do filme, haverá debate. 

Serão concedidos certificados aos participantes.
Os 25 primeiros que chegarem terão direito a pipoca e guaraná grátis!
cortesia: Sindipetro-RJ 
apoio: ABI Associação Brasileira de Imprensa 
realização: Casa da América Latina 

         
Campanhas que apoiamos 

       
 O Petróleo Tem que Ser Nosso
       
Agenda Colômbia Brasil
       
Auditoria da Dívida Interna e Externa
         



sexta-feira, 14 de setembro de 2012

O assassinato de um cantor popular

Grande cantor popular chileno, ele foi cruelmente assassinado nos primeiros dias da ditadura instaurada pelos militares liderados por Augusto Pinochet em 1973. O crime aconteceu no Estádio Nacional que servia de prisão para milhares de militantes. O relato chocante abaixo, que mostra a barbaridade do assassinato, foi retirado de No Olho do Furacão, do jornalista brasileiro Paulo Cannabrava, a partir de relatos de quem esteve lá.



“Em um dado momento, Victor desceu para a platéia e se aproximou de uma das portas por onde entravam os detidos. Ali topou – cara a cara – com o comandante do campo de prisioneiros que o olhou fixamente e fez o gesto mimico de quem toca violão. Victor assentiu com a cabeça, sorrindo com tristeza e ingenuidade. O militar sorriu, contente com sua descoberta..
Levaram Victor até à mesa e ordenaram que pusesse suas mãos em cima dela. Rapidamente surgiu um facão. Com um só golpe cortaram seus dedos da mão esquerda e, com outro, os da mão direita. Os dedos cairam no chão de madeira, ainda se mexendo, enquanto o corpo de Victor se movia pesadamente.

.
Depois choveram sobre ele golpes, pontapés e os gritos: ‘canta agora… canta…’, a fúria desencadeada e os insultos soezes do verdugo ante um ‘alarido coletivo’ dos detidos.
.
De improviso, Victor se levantou trabalhosamente e, com o olhar perdido, dirigiu-se às galerias do estádio… fez-se um silêncio profundo. E então gritou:
- Vamos lá, companheiros, vamos fazer a vontade do senhor comandante.

Firmou-se por alguns instantes e depois, levantando suas mãos ensanguentadas, começou a cantar em voz ansiosa o hino da Unidade Popular (Coligação de partidos de esquerda que apoiavam o governo de Allende), a que todos fizeram coro.
.
Aquele espetáculo era demasiado para os militares. Soou uma rajada e o corpo de Victor começou a se dobrar para a frente, como se fizesse uma longa e lenta reverência a seus companheiros. Depois caiu de lado e ficou ali estendido.”

Vídeos:

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-assassinato-do-cantor-victor-jara-na-ditadura-chilena

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Uruguaio Daniel Viglietti lembra ditaduras, critica impunidade e diz que faz ‘canções humanas’

Ao se apresentar em São Paulo, o músico uruguaio reafirmou a necessidade urgente de se acabar com a impunidade na América Latina. Ele citou o caso do “traidor” Cabo Anselmo, que entregou a militante Soledad Barret, a quem dedicou uma canção intercalada com um poema de Mario Benedetti.



Carta Maior

São Paulo – Não são muitos os músicos que atravessaram as ditaduras na América Latina e ainda reservam para si a tarefa de divulgar a memória das lutas populares. O uruguaio Daniel Viglietti é uma dessas poucas figuras que utiliza as canções como interpretação poética do passado e do presente, “como um pequeno passarinho que pousa no ombro das pessoas para lhes falar verdades”, como ele mesmo definiu.

Aos 73 anos, o músico veio ao Brasil para fazer duas apresentações no Sesc Santana, na cidade de São Paulo, nos dias 24 e 25 de agosto. Muito simpático e solícito, Daniel concedeu uma entrevista à Carta Maior e falou sobre a importância da arte para manutenção da memória.

Livrando de si o peso de ser parte desta memória viva da música latinoamericana, a todo tempo reivindicou outras influências, de todas as gerações, sejam elas de artistas – como os chilenos Victor Jara e Violeta Parra –, sejam elas os heróis da luta popular, como o Capitão Lamarca e Carlos Mariguella.

Durante a própria apresentação, Viglietti reafirmou a necessidade urgente de se acabar com a impunidade na América Latina. Citou o caso do “traidor” Cabo Anselmo, que entregou a militante Soledad Barret, a quem o músico dedicou uma canção intercalada com um poema de Mario Benedetti.

Viglietti elogiou a mescla de ritmos e sons utilizados pelas novas gerações, citando o rap, e diz preferir chamar o tipo de canção que faz como “canções humanas”. Mostrou, assim, representar com muita abertura a transição para a “nova memória que está se editando” no continente. Assista a entrevista em nosso canal no Youtube.

Fonte: http://pcb.org.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=4698:uruguaio-daniel-viglietti-lembra-ditaduras-critica-impunidade-e-diz-que-faz-cancoes-humanas&catid=89:uruguai

Video Daniel Viglietti

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Gregório Bezerra, por Eduardo Antonio Lázaro

espancado e torturado,
mais que Cristo no Calvário,
só porque dedica a vida
ao movimento operário
e à luta dos camponeses
contra o latifundiário.


quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Núcleo de Cultura da UJC - Memória e Tradição Comunista no Brasil



Sabe quem são essas pessoas na imagem? NÃO???
Então dê uma lida abaixo e aceite este convite ao estudo sobre a produção politico-cultural de importantes militantes desse nosso país!
Está na hora de saber os potenciais da intervenção cultural!

Após o curso sobre “A Politica Cultural dos Comunistas no Brasil” que ocorreu no dia 04 de Agosto, contando com uma expressiva participação e ótimas discuss
ões, a União da Juventude Comunista (UJC) vem junto aos companheiros que participaram deste curso convidar todos os interessados a construírem o “Núcleo de Cultura, Memória e Tradição Comunista no Brasil” e sua programação de estudos.

Pretendemos com isso não somente estudar a nossa história e aprofundar esses importantes temas, mas também, a partir das discussões, construir formas de intervenção prática na nossa realidade!

Para isso contaremos com a riquíssima contribuição do camarada Romero Venâncio, professor da Universidade Federal de Sergipe!
Se quiser saber mais, dê uma lida na programação abaixo e participe do nosso primeiro espaço que acontecerá no dia:

------------------------------------------------------------------------------------
05 DE OUTUBRO DE 2012
ÀS 17:00
NO PIAC (No térreo da reitoria da UFPB, entrando por trás – Se não encontrar basta perguntar na recepção!)
-----------------------------------------------------------------------------------

Quer receber por e-mail as informações, atividades, programação do Núcleo de cultura? Cadastre-se no link: https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dE1PZVo0WXpVU183bVYxZlNQQ3Bra2c6MQ

(se quiser participar dos espaços é muito importante o cadastro para facilitar a nossa comunicação)

Contatos:
ujcparaiba@gmail.com
http://www.facebook.com/ujc.pb
www.ujc.org.br

Pablo - (83) 9973.1027 (TIM) / 8809.0422 (OI)
Patrícia - (83) 9645.1957 (TIM) / 8847.3457 (OI)
Romero - (83) 99501473 (TIM)


UJC –PB
NÚCLEO DE CULTURA, MEMÓRIA E TRADIÇÃO COMUNISTA NO BRASIL:
Literatura, Teatro, Cinema e Música
Facilitador: Prof. Romero Venâncio (UFS)
Apoio: Grupo de Estudos Marxistas Elizabeth Teixeira (GEMET), Partido Comunista Brasileiro (PCB)

METODOLOGIA:
- Um encontro mensal (sextas)
- Inicio: 05 de outubro, 2012.
- Duração inicial de 1 ano

Primeiro Encontro: Um debate metodológico
*Cultura, Memória e Marxismo: por uma concepção materialista de cultura
*5 de Outubro 2012, 17:00h. Local: PIAC

*Segundo encontro:
*A política cultural dos comunistas Parte: I (Celso Frederico)
*16 de Novembro 2012, 17:00h. Local: PIAC

*Terceiro encontro:
*A política cultural dos comunistas: Parte II (Celso Frederico)
*7 de Dezembro, 2012, 17:00h. Local: PIAC

*Quarto encontro:
*Literatura e Memória comunista: Graciliano Ramos. Parte I (Carlos Nelson Coutinho)
*Fevereiro, 2013 17:00h. Local:

*Quinto Encontro:
*Literatura e memória comunista Graciliano Ramos Parte II (Antonio Candido)
*Março, 2013 17:00h. Local:

*Sexto encontro:
*Teatro e a memória da Classe trabalhadora: G. Guarnieri Parte I (Iná Camargo Costa)
*Abril, 2013 17:00h. Local:

*Sétimo encontro:
*Teatro e a memória da classe trabalhadora: Vianinha Parte II (Fernando Peixoto)
*Maio, 2013 17:00h. Local:

*Oitavo encontro:
*Cinema Novo e o lugar dos de baixo: Nelson P. dos Santos. Parte I
*Junho, 2013 17:00h. Local;

*Nono encontro:
*Cinema Novo e o programa comunista: Leon Hirszman. Parte II
*Julho, 2013 17:00h. Local:

*Décimo encontro:
*Cinema novo como explosão libertária: Glauber Rocha Parte III (Doc. De Silvio Tendler)
*Agosto, 2013 Local:

*Décimo primeiro encontro:
*Música Popular e a utopia dos de baixo: Chico Buarque. Parte I
*Setembro, 2013 Local:

*Décimo segundo encontro:
*Música e Lirismo e projeto de Nação: Chico Buarque. Parte II (Texto de Fernando Barros e Silva)
*Outubro, 2013 17:00h. Local:

*Décimo terceiro encontro:
*Música Popular e o lugar do povo: Paulinho da Viola. Parte III
*Novembro, 2013 17:00h. Local:

*Último encontro:
*Cultura e processo de formação da consciência. Mauro L. Iasi (UFRJ)
*Dezembro, 2013 Hora: Local:


*BIBLIOGRAFIA
- BERLINK, Manoel Tosta. Centro Popular de Cultura da UNE. São Paulo: Papirus, 1984.
- BOAL, Augusto. Teatro do oprimido e outras poéticas políticas. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 1991.
- BRITO, Antônio Carlos de. Tudo da minha terra (bate-papo sobre poesia marginal). In: Cultura brasileira: temas e situações (org. Alfredo Bosi). São Paulo: Ática, 1987.
- BRITTOS, Valério Cruz & BOLAÑO, César Ricardo (orgs.). Rede Globo: 40 anos de poder e hegemonia. São Paulo: Paulus editora, 2005.
- CHAUÍ, Marilena. O nacional e o popular na cultura brasileira. São Paulo: Brasiliense, 1983. Série: Seminários.
- _______. Simulacro e poder: uma análise da mídia. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2006.
- COELHO, Teixeira. O que é indústria cultural. São Paulo: Brasiliense, 1980.
- CALDAS, Waldir. Iniciação à música popular brasileira. São Paulo: Ática, 1985.
- CICERO, Antonio. O tropicalismo e a MPB. In: Finalidades sem fim: ensaios sobre poesia e arte. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.
- CHIAVENATO, Júlio José. O golpe de 64 e a ditadura militar. São Paulo: Editora Moderna, 1994.
- COUTINHO, Carlos Nelson. Intervenções: o marxismo na batalha das idéias. São Paulo: Cortez, 2006.
- DALCASTAGNÉ, Regina. O espaço da dor: o regime de 64 no romance brasileiro. Brasília: Editora da UnB, 1996.
- FAVARETO, Celso. Tropicália: alegoria, alegria. São Paulo: Ateliê editorial, 1996.
- GALVÃO, Walnice Nogueira. A indústria cultural no Brasil. São Paulo: Editora do SENAC, 2005.
- GARCIA, Miliandre. Do teatro militante à música engajada: a experiência do CPC da UNE (1958-1964). São Paulo: Perseu Abramo editora, 2007.
- GOUVEIA, Arturo. Os homens cordiais: a representação da violência oficial na literatura dramática brasileira pós-64. João Pessoa: Editora da UFPB, 1996.
- _______________. Literatura e repressão pós-64: o romance de Antonio Calado. João Pessoa: Idéia, 2006. Coleção Carpe Diem.
- GUARNIERI, Gianfrancesco. Eles não usam black-tie. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.
- HOLLANDA, Heloisa Buarque de. & GONÇALVES Marcos. Cultura e participação nos anos 60. São Paulo: Brasiliense, 1984.
- LOWY, Michael. Cristianismo da libertação e marxismo. De 1960 a nossos dias. In: História do marxismo no Brasil. São Paulo: Editora da UNICAMP, 2007. Volume VI.
- MAGALDI, Sábato. Um palco brasileiro: o Arena de São Paulo. São Paulo:Brasiliense, 1984.
- MACIEL, Diógenes André Vieira. Ensaios do Nacional-Popular no teatro brasileiro moderno. João Pessoa: Editora da UFPB, 2004.
- MENESES, Adélia Bezerra de. Desenho mágico: poesia e política em Chico Buarque. São Paulo: Ateliê editoril, 2002.
- MALTZ, Bina; TEIXEIRA, Jerônimo; FERREIRA, Sérgio. Antropofagia e Tropicalismo. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 1993.
- NOVAES, Adauto (org.). Rede imaginária: televisão e democracia. São Paulo: Companhia das Letras, 1991.
- NAPOLITANO, Marcos. Cultura brasileira: utopia e massificação (1950-1980). São Paulo: Editora Contexto, 2001.
- RIDENTI, Marcelo. Cultura e política: os anos de 1960-1970. In: O Brasil republicano: o tempo da ditadura (orgs. Jorge Ferreira e Lucila de Almeida Neves). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.
- SCHWARZ, Roberto. Cultura e política. São Paulo: Paz e Terra, 2005.
- SILVA, Fernando de Barros e. Chico Buarque. São Paulo: Publifolha, 2004.
- VENANCIO, Romero. Duas Medeias (Eurípides e Chico Buarque): algumas notas. In: Da letra à voz. Recife: Fundação de cultura Cidade do Recife, 2008.
- ________. O Quebra-Quilos ou um Brecht numa certa Paraíba. In: Teatro Alfenim – Caderno de apontamentos. João Pessoa, 2007.
-VELOSO, Caetano. Verdade tropical. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
- VÁRIOS AUTORES. Anos 70: trajetórias. São Paulo: Iluminuras, 2005.
- XAVIER, I. O cinema brasileiro moderno. São Paulo: Paz e Terra, 2001.
- _________. Sertão mar: Glauber Rocha e a estética da fome. São Paulo: Cosacnaify, 2007.

*FILMES
- O desafio (Paulo César Saraceni)
- Terra em transe (Glauber Rocha)
- O Circo (Arnaldo Jabor)
- Deus e o diabo na terra do sol (G. Rocha)
- Eles não usam black-tie (Leon Hirszman)
- Deixa que eu falo (Lauro Escorel)
- Cronicamente inviável (Sérgio Bianchi)
- Brasil: muito além do cidadão kane (Simon Hartog)
- Tempo de resistência (André Ristum)
- Que bom te ver viva (Lúcia Murat)
- Chico Buarque: Roda viva (Roberto de Oliveira). N. 12
- Cartola: música para os olhos. (Lírio Ferreira e Hilton Lacerda)
- Os doces bárbaros. (Jom Tob Azulay)
- Anos Rebeldes (Gilberto Braga)
- Glauber Labirinto Brasil (Silvio Tendler)

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

"O Futuro é Vermelho", de Malu Marzagão.

RESULTADO DA PROMOÇÃO - A arte vencedora da promoção é "O Futuro é Vermelho", de Malu Marzagão.

" Como diz Glauber Rocha, a função do artista é violentar. Violentar esse sistema opressivo que explora e nos aliena de nossa essência. Todos que enviaram seus trabalhos ajudaram a construir uma arte revolucionária. Agradeço ao PCB e fico muito feliz com o resultado. Companheiros, venceremos!" Malu

terça-feira, 4 de setembro de 2012

As FARC difundem um desafiante rap em vídeo sobre a paz na Colômbia




ANNCOL reproduce abajo un video hecho por un grupo de guerrilleros de las FARC que puede interpretarse como un comienzo inusual para los diálogos de paz entre la guerrilla de las FARC-EP y el gobierno del presidente Juan Manuel Santos, diálogos que serán realizados en La Habana y en Oslo, Noruega.
El texto esta escrito por el portal America.infobae.com y fue publicado esta mañana.
La Redacción de ANNCOL confirma
la autencidad del mismo video.
Video: http://youtu.be/D-RdfpSr-pI
Tomado del periodico digital http://america.infobae.com
Las FARC difunden un desafiante rap en video sobre la paz en Colombia
La guerrilla colombiana trata al presidente Santos de “burgués”, critica a EEUU y Brasil, y llama asesino a Uribe. En el final, rectifica. “Vamos a la mesa de diálogos sin rencores ni arrogancia”, asegura “Timochenko”, máximo líder del grupo insurgente. Video completo
“Me voy para La Habana, esta vez a conversar
el burgués que nos buscaba
no nos pudo derrotar.
Me voy para La Habana, esta vez a conversar
con aquel que me acusaba de mentir sobre la paz.
Me voy para la Habana, supieran con qué emoción
me voy a conversar la suerte de mi nación”.
Es pegadizo el ritmo de la canción. Son dos guerrilleros raperos, un hombre y una mujer.  Están enfundados en traje de fajina con una camiseta del Che Guevara estampada en el pecho. Sólo los acompaña el son de unos tambores.
La introducción es breve y está a cargo de Timoleón Jimenez, Comandante del Estado Mayor Central (que no es otro queTimochenko”, máximo jefe de las FARC). Él mismo cerrará el video, una llamativa elección para pronunciarse por primera vez sobre las conversaciones entre el Gobierno de Juan Manuel Santos y las FARC para llegar a la tan esperada paz en Colombia.
La producción guerrillera fue posteada este lunes 3 de septiembre en el sitio web oficial de la guerrilla, justo una semana después de que se conocieran los acercamientos. No aparece en el cabezal de la página, ni en el recuadro superior derecho, donde suelen estar los partes de guerra o los comunicados. Hay que bajar casi hasta la mitad de la pantalla para encontrarlo. Lo titularon: Video por la paz.
La letra es dura. Está muy lejos de ser una oda a las negociaciones. Los intérpretes acompañan con ademanes y gestos de reprobación a políticos, personajes públicos, organismos y Estados.
El primero de los blancos es el propio presidente colombiano: Santos es el “burgués” que finalmente tuvo que negociar. “El pedante y chuqui Santos se vio en la necesidad de pedirle a Fidel Castro que lo ayude con las FARC”, ironizan en el rap.
Para los aliados del Gobierno también hay críticas: “Un plan hicieron los gringos: dólares con policías. Brasil les vendió tucanos y después supertucanos, para con bombas rociarnos”.
Otro de los personajes blanco de ira guerrillera es el ex presidente de Colombia, Álvaro Uribe, que públicamente criticó estos acercamientos. La guerrilla advierte que las negociaciones serán ásperas: “Esta pelea será dura, quizás más que en la montaña. Los Uribe de sangre pura sólo entienden de matanzas”.
Sin embargo, en el transcurso de los más de 4 minutos que dura el tema, los guerrilleros llegan a expresar su “emoción” por sentarse a dialogar. Además, recuerdan a todos los líderes guerrilleros abatidos a manos del Ejército en los últimos años, verdaderos golpes a la guerrilla como la muerte del “Mono Jojoy“ y de “Alfonso Cano“, entre otros. También, recuerdan las reivindicaciones que llevarán a La Habana:
“A las FARC no nos vencieron porque hay un pueblo atrás.
Queremos que haya tierras para arar y ser normales.
Que se queden en la patria las riquezas naturales.
Poner freno al capital en su afán explotador.
Nuestros muertos van conmigo y el sentido del honor.
Ponte en pie mi pueblo amigo,
nunca habrá la rendición”.
A medida que pasan los minutos y el final del rap se acerca, se suman algunas otras personas al frente de la cámara. Llevan bolsos y ya no visten ropas militares… “Me voy para La Habana, esta vez a conversar…Oye, nos fuimos”.
El cierre vuelve a estar a cargo del líder máximo de las FARC: “Hemos jurado vencer y venceremos”.
Los rumores sobre un acercamiento entre el gobierno colombiano y las FARC comenzaron a principio de año y cobraron mayor fuerza en mayo, hasta ser confirmados este lunes 27 de agosto por TelesurRCN radio.
Sin embargo, las primeras líneas del plan para entablar un diálogo que selle la paz y ponga fin a 50 años de conflicto armado fueron ideadas dos años atrás, como fruto del restablecimiento de las relaciones diplomáticas entre ColombiaVenezuela.
El Espectador asegura que el propio Juan Manuel Santos se reunió con Chávez y Raúl Castro en marzo pasado para definir la mediación de esos dos países en las negociaciones. En los primeros encuentros en La Habana, participaron el consejero de seguridad del gobierno colombiano, Alejandro Eder, y el jefe de Relaciones Internacionales de las FARC, Rodrigo Granda. En los próximos días, debería conocerse el listado completo de los negociadores.
El mandatario reafirmó este sábado 1º de septiembre que uno de los principales objetivos de su gobierno es “sembrar la paz en todos los rincones de país”. Durante una visita a la ciudad de Armenia, en el departamento de Quindío, el mandatario destacó los esfuerzos que se realizan para ponerle fin al conflicto armado que vive el país desde hace cinco décadas.
ENLACE: http://anncol1.blogspot.com/
BLOG´s de ANNCOL

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

DEPOIS

Meus amigos perderam-se na noite.
Mudaram-se para as repúblicas e perderam-se na noite.
Depois surgiram de repente

para contar da vida depois da partida.
Mais tarde vieram por ondas telefônicas
dizendo como estava a vida agora, depois.
Depois não ligaram nunca mais.

Eu, por minha vez, não sei.
Um pombo disfarçou-se de vampiro.
Não saboreou sangue nem foi beijado pelo sol.
Viu-se gente um dia, voltou para casa embriagado.
Apenas quantas permitiram seus sapatos bêbados
matou das baratas inúmeras
nas calçadas do Mercado Central.

Depois desabou no sofá
com um cubo de gelo invisível entre os dedos.
Amaldiçoou o amor e A Síndrome de Peter Pan.

Depois, com os lábios presos entre os dentes,
não amaldiçoou ninguém.

Chorou em posição de feto.
 
GILSON RIBEIRO

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Noite


Noite alegre
Noite vibrante
Junto ao meu amor
Nos teus braços me entrelaço

Não resisto a tua batida
Nem teus lábios vulcânicos

Entretanto acalenta o meu fogo
Insano, insano e profano.

Quisera um dia
Dizer sim
Ouvir a tua voz
Provocando-me.
Em uma virada sem fim

 Patrícia Raphael é poetisa em Itajaí 
e-mail: patricia.rapahel@yahoo.com.br

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Cristina


Ivanoé, não suportava mais ver aquilo, a neta impaciente dividia o olhar, entre a janela da frente da casa e o telefone, estalado, na mesa no centro da sala de estar. Era um olhar difuso, um misto de desespero, de ansiedade, de expectativa e de dor.
– Márcia minha filha, o que foi? O que tens minha filha? – Disse impaciente Ivanoé, o velho delegado, ao interromper a leitura do Jornal da tarde, ele estava sentado confortavelmente, na sua poltrona de leitura. Ivanoé, estava aposentado somente a alguns meses, da polícia civil, e desde que o seu único filho lhe faltara, deixando a neta, ainda um bebê de colo, como seu bem mais precioso na vida, nada mais importava de fato na vida. Uma vez que a esposa de Ivanóe, não era mais nada que uma mera sombra do passado, depois que ela falecera há tempos atrás. Era um passado, que ele fazia questão de esquecer por completo. Agora Ivan, como gostava de ser chamado, estava aposentado e não tinha mais que dividir seu tempo entre as duas coisas que mais amava na vida. Nada mais importava de fato, se não Márcia sua neta. Uma vez que uma das suas duas paixões, a polícia civil, já não fazia mais parte da vida cotidiana de Ivan. Mas, ele não lamentava o fato, a vida é assim mesmo, tudo passa nesse mundo, menos a família, pois o sangue sempre prevalece. Pelo menos, era assim que o velho policial civil encarava a vida.

– Márcia minha filha, o que é isso ai no teu braço?
– Ainda é uma ‘’tatto’’ meu pai, e foi mês passado, quando o senhor me perguntou o que era, é hoje ainda uma ‘’tatto’’ e será amanhã também uma ‘’tatto’’. Ela, vai ficar bem aqui, no meu braço por muito tempo! Vai ficar bem aqui e para sempre na vida minha vida.
Ivan gostou de ouvir a neta o chamar de pai. Mas, passou a não gostar do linguajar desrespeitoso, da neta de tempos para cá, nem estava gostando das roupas que ela vinha usando, eram trajes diáfanos e negros como a noite, Márcia tão rebelde e revoltada com tudo e todos, como era parecida com Aldo nesse aspecto: - Meu Deus, como Márcia é parecida com o Aldo em tudo!– pensou Ivan consigo mesmo. E olhando a neta parada diante dele, de repente Ivan foi tomado por velhas recordações, dos tempos da infância e da adolescência, quando Ivan e Aldo eram praticamente inseparáveis. Eram insolúveis e indissociáveis, onde estava um o outro também estava, aonde um ia o outro também ia. E como, os caminhos que a vida adulta os fizeram mudar de lado. Ivan foi ser policial civil e Aldo se engajar na luta armada, eram os anos de chumbo, anos negros da ditadura militar. Aldo desaparecera por completo, por algum tempo, da vida de Ivan, sumira em meio ao caos que o país estava mergulhara naquele momento. Ivan, só ficou sabendo onde estava o irmão por vias tortas. E teve que ajudar o irmão a voltar para casa. E como foi difícil, aquilo para Ivanoé, ver o irmão no cárcere, preso como um marginal qualquer. 
             – Filha, tua amiga não te ligou mais, e nem veio te visitar? Que coisa estranha? Não é mesmo minha filha! – A voz de Ivan era pastosa e cheia de ternura, muito diferente do tom forte e autoritário de poucos minutos. Mas, Márcia não respondeu a pergunta feita por Ivan, e como aquele silêncio incomodava Ivan profundamente.
 Tinha aquela súbita união das duas moças, e de repente as duas eram tão inseparáveis. Era o cinema, a praia, shows, as peças de teatro e os mais variados programas, até mesmo futebol as duas andavam assistindo juntas. E como aquilo deixava Ivan muito preocupado em demasiado. Para Márcia, parecia que não existia mais ninguém no mundo, há não ser a amiga Cristina. E agora esse sumiço repentino de Cristina, uma moça tão meiga e doce, tão diferente da neta. Cristina era diferente em tudo, nos estudos, nas roupas e tudo mais. Se Cristina era o frescor de uma manhã primaveril, Márcia era saturna e intensa como uma noite de tempestade e frio no inverno. A princípio, aquela estranha amizade não incomodava em nada o velho policial, ele até achava bom ver a neta, sempre solitária, na companhia de alguém. Mas, agora olhando por outro prisma, Ivan começou a pensava o oposto, aquele dependência de Márcia pela companhia da amiga, não deixava que Márcia vivesse a própria vida. Cristina monopolizava a vida de Márcia de um jeito, que estava assustando Ivan. Na visão do velho policial a neta parecia querer viver a vida da outra. Era esse o confuso quadro formado na cabeça de Ivanóe.
            – Aldo meu irmão...
             O que foi pai, ‘’ta’’ falando comigo?
            – Nada minha filha, só estava pensando no teu tio, que ainda está morando no estrangeiro, saudades, só isso minha filha, Márcia o que é isso no teu nariz, minha filha?
            – É um piercing...
            – Já sei... já sei... ainda é um piercing, e foi mês passado quando o teu velho pai...
             – Pai, o amor é mesmo uma coisa tão estranha, não é mesmo? Pega a gente de tal jeito, e não larga mais, e dói tanto!
            Só agora olhando com mais atenção, Ivan notou a tatuagem vermelha em forma de coração, com a inscrição ‘’Cris’’ no braço esquerdo da neta.   
Samuel da Costa é contista em Itajaí  

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

García Lorca, 76 años de un crimen

Mencionar al poeta Federico García Lorca era cosa prohibida en Granada a raíz de su fusilamiento ocurrido en 1936 durante la Guerra Civil española. García Lorca entendía la causa republicana y varias de sus amistades cercanas eran de izquierda. No militaba ni con los republicanos ni con los franquistas. Lo mataron por homosexual, por persona no grata al sistema.
Así, en su discurso inaugural de la biblioteca de su pueblo, Fuente Vaqueros, Granada, dijo:
“Y yo ataco desde aquí violentamente a los que solamente hablan de reivindicaciones económicas sin nombrar jamás las reivindicaciones culturales que es lo que los pueblos piden a gritos. Bien está que todos los hombres coman, pero que todos los hombres sepan. Que gocen todos los frutos del espíritu humano porque lo contrario es convertirlos en máquinas al servicio de Estado, es convertirlos en esclavos de una terrible organización social”.
A ciencia cierta se desconocen los datos de su fusilamiento. Se entiende que ocurrió entre la madruga del 18 de agosto y el día 19 del mismo mes. Días antes de ser detenido su casa estuvo siendo registrada por los falangistas. El nueve de agosto la deja y se refugia con la familia Rosales. El 16 de agosto fueron por él los milicos.
Como los milicos lo andaban cercando, el músico Manuel de Falla, su amigo, quien residía por ese entonces en Granada, le había ofrecido su casa como refugio. A Manuel de Falla se le consideraba un compositor nacionalista, y por lo tanto García Lorca estaría a buen recaudo por lo menos un tiempo, el necesario para preparar su salida de España.
EL ÚLTIMO RASTRO
Sin embargo, García Lorca eligió otra opción, en teoría, segura. La casa de la familia Rosales. Falangistas. El poeta estaba contemplando la posibilidad de embarcarse rumbo a México, pero quería venir con su enamorado, un jovencito de diecinueve años, menor de edad para aquélla época, sin permiso de sus padres para dejar el hogar. García Lorca pospuso sus planes de viajar a nuestro país.
El día que es detenido, donde los Rosales, lo conducen a la Guardia Civil. Ni Manuel de Falla, ni los falangistas Rosales consiguen que lo liberen. Manuel de Falla se hunde en una tristeza extrema. Enferma. El poeta es conducido a Víznar, una localidad de la así conocida vega granadina, donde es ejecutado en un barranco. Se desconoce el punto donde sus restos hayan sido arrojados o enterrados. Se lo tragó la tierra. Dejó otro tipo de rastro: Poeta, y Bernarda Alba.
El primero en investigar sobre la ejecución del poeta fue el lorquista Claude Clouffon, en los 40, a pesar de que en Víznar los extranjeros no eran gente bien vista, y se evitaba repetir en espacios abiertos el nombre del poeta. Después el hispanista Ian Gibson se convertiría en el principal estudioso de la biografía de García Lorca.
Por fortuna para las Letras, un mes antes, estando en Madrid, García Lorca había llevado el manuscrito de Poeta en Nueva York para que lo leyera su amigo José Bergamín. Al no encontrarlo, pidió que le entregasen los originales a Bergamín, y se marchó a Granada.
Como la obra de teatro La casa de Bernarda Alba, escrita en su última primavera, Poeta en Nueva York fue publicado de forma póstuma. Decir poeta es un modo; García Lorca escribió y montó diversas obras teatrales. Dibujaba, tocaba el piano, y escribió algunos guiones para cine no comercial.
LA MÚSICA DE LA PALABRA
Habría que hablar más de la obra, al cabo la única que le sobrevive. La descendiente que nos heredera García Lorca.
Juan Vadillo, maestro en Letras españolas, con la tesis La poesía y el flamenco. Manuel Machado, José Bergamín y García Lorca, refiere que la evolución del pensamiento lorquiano se concentra en las conferencias La imagen poética de Luis de Góngora (1926), e Imaginación, inspiración, evasión (1928). En la primera, hace un análisis racional de la metáfora gongorina “que coloca al poeta en el plano de la imaginación, no importa cuán intrincadas puedan ser su imágenes, siempre se pueden desentrañar racionalmente”.
En la segunda conferencia va más allá al advertir que el poeta puede colocarse en el plano de la inspiración donde la metáfora no puede desentrañarse racionalmente, “se trata de la metáfora alucinante o surrealista. Por medio de ella se alcanza el estado de evasión de la realidad, la imagen nos transporta a un mundo delirante, cercano al mundo del origen, donde las cosas más disímiles son idénticas —todo es metáfora—, porque el universo se percibe como un todo. Esta es la experiencia mítica de las imágenes irracionales que religan lo que había sido escindido por la razón”.
- ¿Qué va de Romancero gitano a Poeta en Nueva York?
-En el Romancero gitano la música de la palabra en nuestra lengua ha tocado el techo. En esta obra lo más importante es la música que libera a la palabra de su lastre referencial y la hace volar; en cuanto escuchamos cómo se corresponden los sonidos nos evadimos en dirección a un mundo primigenio que Octavio Paz ha llamado “Analogía”.
Es Octavio Paz quien destaca que poetas como Mallarmé, Eliot y José Gorostiza, han dado a sus creaciones una estructura musical en tanto que otros, Valéry, García Lorca, han acentuado la relación entre la poesía y la danza. Estos temas los conoce bien Juan Villar quien cursa el Doctorado en Letras en la UNAM con un proyecto de investigación acerca de la relación entre música y literatura:
“La columna vertebral del Romancero gitano es la música de la palabra, que articula un diálogo contrapuntístico entre la metáfora alucinante (del surrealismo) y la metáfora imaginativa (cuya complejidad llega a ser gongorina). Todo dentro de un molde profundamente tradicional que es el romance, del que se desprenden recursos muy antiguos, que curiosamente coinciden con los procedimientos más vanguardistas”.
EL HOMBRE DESOLADO
Entre el Romancero gitano y Poeta en Nueva York —dice Juan Villar—, “García Lorca escribe odas y prosas poéticas en un proceso que se va acercando cada vez más al surrealismo, la imaginación se va subordinando a la inspiración en busca de la evasión. La musicalidad que alcanzan los versos de Poeta en Nueva York, igual que en el Romancero, roza lo sublime”.
Juan Villar agrega que frente al paisaje urbano de Poeta en Nueva York, el hombre desolado intenta reconstruir su identidad en un mundo totalmente fragmentado: “Esto implica una vuelta a la infancia, también al origen. Estamos de nuevo ante la evasión que sólo puede lograrse reinventando la realidad, religando la realidad; en el vacío de la urbe todo adquiere forma; la ciudad se reestructura como un ser vivo; de repente todo se corresponde, allí donde nada tenía sentido, todo tiene sentido, pero sólo por un instante que se desvanece. En la soledad urbana el hombre se reconstruye merced a la palabra”.
- ¿Cuál es la trascendencia que la poesía de García Lorca alcanza en nuestros días?
- En un mundo en que muy poca gente apaga su i Phone y se toma el tiempo de leer poesía, los versos de Lorca, sobre todo los del Romancero gitano, consiguen con su musicalidad tender un puente sobre el abismo que separa la cultura de masas de la cultura de élite. Creo que en ello radica su gran trascendencia y vitalidad.
Diplomado en composición de jazz por el Berklee College of Music, de Boston, Juan Villar recuerda que los poemas de García Lorca han sido cantados por Camarón y por los grandes cantaores de flamenco contemporáneo: “En las cuevas del Sacro Monte [barrio de gitanos en Granada] se escucha la cadencia del romance de la luna, luna, en voz de algún gitano que ha transformado el poema, cambiando algunas palabras, creando paralelismos, dándole vida, haciéndolo suyo, es decir tradicional. La poesía más vital entre toda la poesía del siglo XX en nuestra lengua es la de Lorca. Esa vitalidad se debe sobre todo a su música, a la resonancia del verso silencioso cuya luminosidad a veces nos recuerda, en un mundo de ruido, que hay un silencio para escuchar poesía”.
APRETAR UN GATILLO
- Las circunstancias en que muere García Lorca lo convierten en tema polémico.
- No hay nada que polemizar ante el fascismo, el asesinato, la muerte, la destrucción, que en este caso acaban con la vida de una de las personas que más podía aportar a nuestra cultura. Más bien se trata de un tema de reflexión, donde debemos incluir los campos de concentración, la matanza de Tlatelolco, la pena de muerte, los presos políticos, lo que está sucediendo hoy mismo en nuestro país.
Lo cierto es que la familia de García Lorca es señalada por estudiosos como Ian Gibson de no haber hecho lo suficiente para dar con los restos del poeta, y tampoco los gobiernos, sean de izquierda o de derecha. Gibson ha dicho que el mensaje del Partido Popular de Granada era pensar en el presente y en el futuro. No quieren, acusó en una entrevista concedida a El País, que se encuentren los restos porque, si se encuentran, la atención del mundo se fija en la Guerra Civil, y no resuelta. Es importantísimo saber dónde está. Quiero saber cómo lo mataron y si lo torturaron (yo creo que sí), para que se sepa de una vez por todas.
“La tristeza del asesinato de Lorca —lamenta Juan Villar— llega hasta las entrañas, es como el asesinato de la poesía, sigue siendo atacada justamente por su poder de evasión, de liberación. La muerte de Lorca es un símbolo que llevamos en el alma, que descifra el humanismo frente al fascismo, la creatividad frente a la destrucción, la inclusión frente a la exclusión, que nos hace reflexionar en torno a la fragilidad de la vida y la cultura los cuales pueden aniquilarse con sólo apretar un gatillo”.
LOS SENTIMIENTOS
En meses recientes el dramaturgo Carlos Armando montó Yerma, una obra de García Lorca de 1935.
- ¿Cuál es la lectura que hiciste de Yerma?
- La estructura es una reproducción de la tragedia clásica griega. Encontramos al personaje protagonista en lucha contra su destino y los hombres; la anagnórisis [revelación del personaje] de Yerma al descubrir que su marido es el verdadero responsable de su falta de hijos; una hamartia [error fatal] que mueve la acción dramática, y la parte que más me gusta, el coro de lavanderas, que tiene la misma función del coro griego.
Carlos Armando, que en la actualidad tiene en cartelera la puesta ¿Lo hacemos esta noche?, comenta que varios directores y maestros de teatro han calificado Yerma como un melodrama, “pero por la base estructural dramática, esto sería un error de análisis o una libertad para crear cierto efectismo en los espectadores. Las propuestas pueden variar, pero un tono distinto al género lo considero ignorancia o falta de respeto”.
Formado en la Escuela de Periodismo Carlos Septién García, así como en la Escuela de la Sociedad General de Escritores (SOGEM), quiso olvidarse del estilo lorquiano de montar obras, el folklore, el ambiente gitano, la romería: “Mi Yerma fue condensada para cinco personajes, con mucha intensidad dramática y extremadamente violenta. Quise exponer los sentimientos de una mujer ultrajada psicológica y físicamente, no conmover al público para tener compasión por ella. Una consecuencia de lo que vive Yerma genera compasión, pero en mi montaje esto ocurría con el análisis posterior a la representación, ya que Yerma termina asesinando de una manera atroz a su marido. Lo que provocaba cierta comprensión, que no es lo mismo que aceptación”.
LA CAUSA FUE EL AMOR
- ¿Cómo se inserta la obra dramática de Federico García Lorca en la actualidad?
- Lo más satisfactorio de una puesta como Yerma, que yo consideraba no apta para todo público por lo fuerte del tratamiento y, desafortunadamente, por el desconocimiento del público en general sobre Lorca, fue la respuesta de varios espectadores, hombres y mujeres. En los cinco meses de temporada, se acercaron para compartirme sus experiencias personales como mujeres señaladas por no tener hijos, o para hacer referencia de casos similares cercanos.
Carlos Armando, fundador de la compañía de teatro independiente RECA, dice que tomar cualquiera de las obras de García Lorca, es “descubrir que aunque las justificaciones de los personajes sean distintas por el contexto social, las emociones que despiertan los textos siguen ejerciendo el mismo mecanismo catártico en los espectadores. Resultando con esto lo que a los actores más importa, que es no estar de acuerdo con las decisiones de su personaje, pero sí comprender el origen de las mismas”.
- ¿Qué postura tienes ante las circunstancias que envuelven la muerte García Lorca?
- Todo ocurrió en una época donde Lorca debió ocultar muchas situaciones de su vida privada por ser homosexual. La familia incluso quiso destruir las obras que consideraban inmorales o perjudiciales para el prestigio del apellido. Ian Gibson cuenta que Margarita Xirgu, una de las actrices favoritas para las que escribía Lorca, tuvo que ingeniárselas para rescatar el manuscrito de La casa de Bernarda Alba. Se espera que aparezca aquella obra que estaba empezando y que según las palabras del poeta sería un escándalo, Los días de Sodoma.
Para este asesor de contenidos escénicos, cuales sean las circunstancias en que García Lorca fue asesinado, la causa fue una sola: el amor. “Esa pasión que, como a Oscar Wilde, condujo a Lorca a su muerte. Pareciera una excusa idiota, pero para un artista que retrató tanta pasión en sus obras, me parece que es suficiente y hasta comprensible”.
MEDIO PAN Y UN LIBRO
García Lorca en sus propias palabras: “No sólo de pan vive el hombre. Yo, si tuviera hambre y estuviera desvalido en la calle no pediría un pan; sino que pediría medio pan y un libro”
Fuente: http://www.sinembargo.mx/18-08-2012/335656

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Numa rua deserta

Uma noite, numa rua deserta...
Encontrei um poeta tristonho a recitar!
Seus versos tristes lembrando saudade...
De alguém que o deixou, e que jamais voltara...
 
 
O jovem chorava com dor comovente
Seu peito ardente de dor o consumia!
Com tanta tristeza o pobre coitado,
Estava morrendo da dor que sentia.
 
Aproximei-me dele com muito respeito...
Falei-lhe também o que me ocorria!
Dizendo que as mágoas que tinha no peito...
Eram as mesmas que ele sentia!
 
Falei da lembrança da jovem donzela...
Que um dia por ela perdi a razão,
Cansado e doente num quarto trancado...
Implorei seu amor!
Ela disse-me não!
 
Tentei suicídio, fiquei quase louco!
Perdi o conforto e a saúde também...
Assim como tu...
Oh pobre poeta!
Eu vivo na rua sendo um João Ninguém!
 
Vivaldo Terres

terça-feira, 14 de agosto de 2012

‎1968

desacato inconstitucional
número cinco, digo, ato
desavergonhado nacional,
da truculência que se presencia
do silêncio sonoro que se
omite na malícia, milícia

a verdade que se pede
a verdade que se mede
o torturador que tortura
a dor, o grito surdo
que ressoa sobre a sala

onde estão os corpos?
onde estão os mortos?
um vazio negro na
história, um risco
escuro no breu das tocas

comissão da verdade
ou omissão da verdade?
da torturada que não fala
se cala e dá um tapa
na cara dos brasileiros.
Guerrilheiros, onde estão?

perguntas que se repetem
e se perdem na memória
sem respostas. Embora postas
em arquivos que sangram
sangue latino num desatino
de vida, vida? Dívida.
 

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Modernos

Templos modernos
Cavernas modernas
Jaula move
Nada é real.

Rios artificiais
Córregos fedidos
Podridão do capitalismo
Avanço industrial
Destruição total.

Periferias cortadas
Auto-estradas
Terra coberta de pixe
Liquido mortal.

Devastação total
Avanço industrial
Abrem florestas de pedra
Consome a vida em flor
A existência acabou.

Consumiu!
Cuspiu vomitou
Homem moderno
Só consome!

Camarada Camilo

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Bonde da Cultura no VI Congresso da UJC - VAMOS DERRUBAR O SISTEMA e VAMOS LUTAR



O Bonde da Cultura, da comunidade Jorge Turco, em Coelho Neto, mais uma vez atendeu o convite da União da Juventude Comunista e esteve presente na abertura de nosso VI Congresso.

O Rap Combativo do Bonde da Cultura emocionou a todos e mostrou que é possível fazer arte crítica e de qualidade, sem se render à lógica do Capital. Pelo contrário, suas letras e sua atitude mostram sua convicção política e consciência de classe. E uma transformação do mundo deve necessariamente ser acompanhada da transformação de nós mesmos. E uma das formas de fazê-lo é através da arte.

A UJC tem orgulho de lutar ao lado de companheiros como esses, valorosos, talentosos e militantes. Uma verdadeira revolução só poderá ser construída com pluralidade, solidariedade e muita luta.

Mais uma vez obrigado companheiros!!!

Fonte: http://pcb-uberaba.blogspot.com.br/

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Violeta foi para o Céu - Trailer legendado




Antes de Bob Dylan, no sul do mundo, houve Violeta Parra, a mãe do folk latino-americano.

Sinopse: "Violeta Foi para o Céu" conta a história de uma famosa cantora e folclorista chilena, Violeta Parra, preenchida com seu trabalho musical, suas memórias, seus amores e esperanças. O filme traça sua evolução, da infância humilde até se transformar em sensação internacional e heroína nacional, com a intensidade de suas contradições internas, falhas e paixões.


MAIS INFORMAÇÕES:
Vencedor do Sundance Film Festival 2012, como Melhor Filme.
Vencedor do Prêmio do Público em Toulouse - Latin American Film Festival

Título original: Violeta se fue a los cielos
Direção: Andrés Wood
Roteiro: Eliseo Altunaga, Rodrigo Bazaes, Guillermo Calderón e Madeira Andrés
Produção Executiva: Patricio Pereira, Pablo Rovito, Fernando Sokolowicz, Denise Gomes e Paula Cosenza
Fotografia: Miguel Littin Ioan (AEC)
Música: Violeta Parra
Distribuição: Imovision
Gênero: Drama
País: Chile, França, Argentina e Brasil.
Ano: 2011
COR
Tempo: 110 min.

Elenco: Francisca Gavilán, Cristián Quevedo, Thomas Durand, Luis Machín, Gabriela Aguilera, Roberto Farias, Patricio Ossa, Stephania Barbagelata, Tagle Marcial, Jorge López, Roxana Naranjo, Francisca Durán, Guiselle Morales e Juan Quezada.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Desenho de Gilson Ribeiro

https://www.facebook.com/gilson.ribeiro.583/photos

Até onde sei



Até onde sei,
As esquinas escondem
Não mais, não menos,
Bandidos, políticos e crentes.
Eu estive lá com tudo o que desperdicei,
Com os vagabundos que emergem
Na marginalidade de gravata,
E nos becos escuros onde
Um aperto firme de mão
Garante uma boa facada.
Até onde sei,
A charada das esquinas
Reuniu na encruzilhada,
Poetas, amantes e sonhadores,
Eles estiveram lá comigo,
Com os poetas boêmios,
E todos os amantes decadentes,
Num giro incessante e enjoativo,
Frente à frente,
Com o espelho
Dos bandidos, políticos e crentes.
Até onde sei, sei disso.



quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Poema em homenagem aos 85 anos da União da Juventude Comunista


Nossos sonhos jamais envelhecem!

Eis a grande juventude da alvorada,
Erguendo a esperança trabalhadora,
Abrolhando das brechas do asfalto
E dos solos interioranos,
Proclamando para os quatro ventos: “Terra, dignidade, paz e liberdade”!
Quando para ultima luta
Contra os algozes da vida chegar,
Nós, camaradas, estaremos lá.
Quando para as lágrimas precisarem escorrer
Para ao chão tocar
Diante da dor, cansaço e tristeza,
Nós camaradas estaremos lá!
Quando para empunhar nossos sonhos
Diante da cicatriz da realidade petrificada em nossas peles
E por justiça, honra e igualdade lutar;
Nós, camaradas, estaremos lá!
Somos poucos,
Mas verdadeiros
E quando pelos camaradas a união da juventude comunista clamar,
Ao fundo escrevendo e imortalizando a história da classe trabalhadora,
Você nos terá!

                                                                                                                                 

Te doy una canción: viva o 59o aniversário de Moncada


imagemCrédito: fbcdn.net


Por Mauro Iasi
Martí me habló de la amistad
ycreo en élcadadía,
aunque la crudaeconomía
ha dado luz a otraverdad.
Silvio Rodriguez

No dia 26 de julho de 1953 acontecia o Assalto ao Quartel Moncada e dava início à Revolução Cubana. Muito já se falou desta incrível experiência e muitas são as preocupações que cercam o atual momento e as perspectivas desta Ilha revolucionária (ver, por exemplo o artigo Três originalidades e um velho caminho, na revista eletrônica Múltiplas Leituras, v. 2, n.2, 2009). Hoje quero tratá-la de uma maneira diferente.
Evidente que todos nos preocupamos com a situação atual e sabemos que as experiências históricas, por mais valorosas que sejam, não dependem apenas da disposição moral e da decisão política de resistir. Mas falemos um pouco disso, da disposição de seguir em frente, da arte de resistir.
Silvio Rodriguez, compositor cubano e um dos protagonistas do movimento chamado “Nova Trova”, tem sido uma voz poética e lúcida desta resistência. Em uma musica chamada “El Necio”, Silvio diz:

Dicen que me arrastarán por sobre rocas
cuando esta revolución se vengaabajo,
que machacarán mis manos y mi boca,
que me arrancaránlosojos y elbadajo.
Será que lanecedadparióconmigo,
lanecedad de lo que hoy resulta necio:
lanecedad de asumiralenemigo,
lanecedad de vivirsintenerprécio.
Yo no sé lo que és el destino,
caminando fui lo que fui.
Allá Dios que será divino.
Yo me muero como vivi.

Néscio, como vocês sabem, é alguém estúpido, ignorante. Seremos, então, estúpidos por acreditar naquilo que acreditamos? Logo no começo da mesma canção, Silvio nos conta do assedio daqueles que nos prometem fazer-nos “únicos”, nos garantir um “lugarzinho em seus altares” e para isso nos convidam ao arrependimento, tentam nos convencer a que não percamos a oportunidade, diz o poeta cubano, “me vienen a convidar a que no pierda, me vienen a convidar a indefinirme, me vienen a convidar tanta mierda”.
Ele mesmo, na epigrafe que segue a letra no encarte do disco, explica que se trata de uma canção de marketing, de preços e esclarece: “y para que nadie se imagine que soy santo, voy a ponerel mio (précio, por ahora): El levantamiento Del bloqueo a Cuba y La entrega incondicional del território cubano que EEUU usa como base naval en Guantánamo”.
Há um fator, imponderável, que aqui se apresenta e que é inseparável da experiência da Revolução Cubana: a dignidade. Em tempos como os nossos, de desilusão, de indignação vazia, nada melhor que nos colocarmos diante de um exemplo de dignidade consciente, humanamente intransigente, politicamente convicta. Em outra musica que trata do mesmo tema, “El Baile”, Silvio nos fala das armadilhas daqueles que querem nos convencer a participar desta ordem injusta e sanguinária, nos oferecendo as benesses que cabem aos que se rendem – “rondándonos, cercándonos para inmovilizarnos”–e nos alerta:

No voy, no vas
aljuego del disfraz,
coristatú y amor de estearlequín
romántico -al menoshasta el fin-,
imposmodernizable.

Que expressão mais precisa e feliz: “impósmodernizável”. O poeta arranca de seu peito as notas que fazem voar as palavras. Suas trovas nasceram quando ainda era soldado e por isso canta: “te doy una canción como un disparo”. Em um programa recente de televisão ao ser entrevistado recebe uma pergunta: você se considera um cantor oficialista? E Silvio responde:
Veja, se é da Revolução Cubana que estão falando, da Revolução que comandou Fidel e que deram continuidade tanta gente valiosa como foi Raul, Che, Camilo e toda esta gente, se é a isso que estão se referindo, digo: como muita honra, muitíssima honra ser oficialista desta Revolução. Do que eu não gostaria de ser “oficialista” é daqueles que lançam bombas em Iraque ou Afeganistão (...) que tentaram invadir Cuba (...), isso sim, para mim seria uma desonra e uma vergonha oficiar semelhantes idéias.
Neste mês de julho, por ocasião do VI Congresso da UJC, tive o prazer de participar de um seminário internacional com representantes de várias organizações de jovens de nossa America Latina. Entre eles estava Hanói Sanches Rodrigues da UJC de Cuba e Secretário geral da FMJD, uma federação mundial de jovens. Em seu depoimento no qual reafirmou a firme decisão da juventude cubana em seguir lutando pela construção do socialismo mesmo diante dos grandes problemas e desafios que se apresentam diante deles, lembrou de tempos difíceis em Cuba, quando estudava e havia grandes cortes de luz e ele e dezoito companheiros seguiam estudando à luz de uma pequena lamparina.
Nosso comandante, Che Guevara, nos dizia em suas reflexões sobre a economia e a construção do socialismo o seguinte:
O socialismo econômico sem a moral comunista não me interessa, dizia Che. Lutamos contra a miséria, mas ao mesmo tempo lutamos contra a alienação. Um dos objetivos fundamentais do marxismo é fazer desaparecer o “interesse individual e também, das motivações psicológicas. Marx se preocupava tanto com os fatos econômico como sua tradução na mente. Ele chamava isto de “fatos de consciência”. Se o comunismo descuida dos fatos de consciência pode até se tornar um método de distribuição, mas deixa de ser uma moral revolucionária. (Entrevista com Jean Daniel, sob o título “La profecia del Che”, in Carlos Tablada Perez – Ernesto Che Guevara, hombre y pensamiento: el pensamiento econômico del Che. Buenos Aires, Antarca: 1987, p. 45.)
Para nós esta concepção é que fundamenta o poema de Silvio Rodriguez que utilizamos como epígrafe e que diz que “Martí nos hablo de la amistad e creo nel en cada dia, aunque la crud economia ha parido otra verdad”. O próprio Che é que conclui que:
Não se trata de quantas gramas de carne se come ou quantas vezes por ano alguém pode ir à praia, nem de quantas belezas que vem do exterior possam ser compradas com os salários atuais. Trata-se, precisamente, que o indivíduo se sinta mais pleno, com muito mais riqueza interior e com muito mais responsabilidade.
Talvez isso explique, talvez não, este elemento de humanidade que encontramos na revolução cubana, esta firme e digna decisão de resistir. Não sabemos o que virá – “Yo no sé lo que és el destino”- , mas saudamos o aniversário do assalto ao quartel Moncada, abraçamos aos nossos camaradas cubanos e lhes agradecemos por ter mantido vivo nosso sonho por todo este tempo.
Nós somos como aqueles estudantes entorno de uma lamparina. Lá fora muitos são os que estão aceitando o convite para o baile em que a corte nos espera para derramar nosso sangue no altar do capital e depois festejar os índices de crescimento econômico. Eu, por meu lado, trocaria de bom grado a pujança do crescimento capitalista brasileiro pela dignidade de apenas um daqueles jovens cubanos.
Por isso cantamos com Silvio:

Quetiemble la injusticiacuandolloran
losque no tienen nada queperder.
Quetiemble la injusticiacuandollora
elaguerrido pueblo de Fidel
quetiemble la injusticiacuandollora
elaguerrido pueblo de Fidel.

Mauro Iasi é professor adjunto da Escola de Serviço Social da UFRJ, presidenteda ADUFRJ, pesquisador do NEPEM (Núcleo de Estudos e PesquisasMarxistas), do NEP 13 de Maio e membro do Comitê Central do PCB. É autor do livro O dilema de Hamlet: o ser e o não ser daconsciência (Boitempo, 2002). Colaborapara o BlogdaBoitempo mensalmente, àsquartas.