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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Tarifa do Piau (Paródia de "Cabeleira do Zezé")

Olha a tarifa do Piau!
Será que é legal?

Será que é legal? (Não é!)


Olha a tarifa do Piau!

Será que é legal?

Será que é legal?


AA deu a canetada

Em cima do prazo final

Piau que não é bobo nem nada

Finge ser tudo normal!


Corta a tarifa dele!

Corta a tarifa dele!


Corta a tarifa dele!

Corta a tarifa dele!


Toninho Marques

http://boisemdono.blogspot.com.br/2013/01/carnaval-2013-parodias.html

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Carnaval do Rio mostra que crítica social pode ser feita com diversão


Como muitos críticos têm alertado, nos últimos anos a espetacularização e a lógica de mercado vêm dando o tom do desfile das escolas de samba no rio. Salta aos olhos o luxo dos carros alegóricos e das fantasias que desfilaram pela Sapucaí. Longe das lentes da Rede Globo, no entanto, foliões do Rio tomaram as ruas da cidade para mostrar que a diversão do carnaval pode ter tudo a ver com as lutas do povo e com a construção de um mundo justo.
Liberdade de expressão, união dos povos latino-americanos, homenagens a lutadores do povo brasileiro e do mundo e a defesa dos direitos humanos foram cantados e dançados por milhares de foliões. Estes foram alguns dos temas abordados por blocos que na periferia, no centro e na zona sul mostraram que a política também dá samba.

Amigos de 68
   
   
Comunicadores populares se divertem no bloco Fala Puto
Foto: Samuel Tosta/Sindipetro-RJ
No início da tarde do dia 12, a rua Dias Ferreira, no Leblon, foi tomada por placas que estampavam imagens de Che e Fidel, bandeira da Venezuela e até um boneco do presidente Chávez. Foi dia do bloco Inimigos do Império, que ocupou o coração da zona sul. O samba de 2013 cantou e homenageou os presidentes Morales, da Bolívia; Cristina, da Argentina; Correa, do Equador; Mujica, do Uruguai; e, por fi m, grita “Viva Chávez, nosso bolivariano!”. Todas personalidades diariamente atacadas pelos meios de comunicação comerciais. Além dos foliões, a festa reuniu representantes da Casa da América Latina, Associação Cultural José Martí-RJ, Comitê Estadual do Rio pela Libertação dos Cinco Cubanos, Instituto João Goulart e outras. Para cobrir o evento esteve presente uma equipe da Telesur, canal de TV multiestatal com sede na Venezuela.
O bloco Inimigos do Império foi criado pelos Amigos de 68, grupo de remanescentes da luta contra a ditadura civil-militar. Há cinco anos a folia dos militantes é realizada em frente ao Bar Tio Sam, “território inimigo” ocupado por quem deseja se contrapor à soberania ideológica dos Estados Unidos. Cid Nelson, um dos fundadores do grupo, explica que a ideia veio do entendimento de que a luta contra a hegemonia estadunidense pode e deve ser feita em todos os meios, inclusive no carnaval. “Somos um grupo de resistência. Nosso estatuto diz que o propósito explícito desta intervenção cultural é denunciar, ridicularizar e se contrapor ao Império do Norte, ao neoliberalismo e todos seus defensores. Tudo isso de forma lúdica e prazerosa”, afirma.
Eliete Ferrer, também fundadora do bloco, conta que o objetivo do grupo sempre foi defender os povos oprimidos. “Já apoiamos a Palestina, hoje estamos fortalecendo nosso continente. Chega de os EUA acharem que podem, impunes, matar quem eles querem. Agora já até inventaram os drones [aviões sem piloto para matar civis no Oriente Médio em uma suposta ‘guerra ao terror]”, explica a militante. “Estamos aqui para lutar contra a opressão e para cantar a humanidade e a solidariedade entre os povos”, ressalta Eliete.
Autor de vários livros e membro do Conselho do Brasil de Fato, o jornalista Mario Augusto Jakobskind é um dos organizadores do bloco e um dos compositores do samba deste ano. “Apoiar a República Bolivariana da Venezuela e Chávez está na ordem do dia. Decidimos enfrentar o Império por meio de uma manifestação popular, mostrando que a politização e a alegria podem caminhar juntas.”, conclui.

Monopólio da mídia
O direito à comunicação é bandeira do bloco Fala Puto, que há quatro anos desfila na Cinelândia, no centro do Rio, e conta com a participação do bloco Lira de Ouro, de Duque de Caxias. O bloco foi criado por comunicadores populares com o objetivo abrir espaço no carnaval carioca para a luta pela democratização da mídia. “Com diversão também é possível tratar desse tema tão importante. Em quatro anos já falamos sobre a Conferência Nacional de Comunicação, denunciamos o monopólio da mídia, criticamos a imagem da mulher na TV, defendemos o marco regulatório”, conta Edson Munhoz, do Sindicato dos Petroleiros do Rio, entidade que patrocina o Fala Puto.
“O nome do bloco é irônico, já que nossa ideia é criticar a realidade da mídia no Brasil de maneira alegre, divertida. Esse puto tem várias interpretações. Nós, que estamos insatisfeitos com a concentração dos meios no país, temos que ficar putos, temos que reivindicar a garantia do direito à comunicação”, diz a jornalista Gilka Resende.
O também jornalista Arthur William, cantor do bloco e um dos compositores, explica que o fato de o grupo sair há quatro anos sem autorização da Prefeitura materializa a defesa do direito à comunicação e à folia por meio da ocupação do espaço público para expressar ideias contra-hegemônicas. “Blocos de rua como este são um contraponto ao carnaval comercial realizado pela maioria das escolas de samba e por alguns blocos patrocinados. Em nossa festa, cantamos a sociedade com a qual sonhamos, ajudando a construí-la na prática”, afirma.

   
   Bloco Comuna que pariu - Foto: Adriano Alves
Homenagem à Niemeyer
Há quatro anos estreava nas ruas da Cinelândia o bloco Comuna que pariu, criado por militantes da União da Juventude Comunista (UJC), do PCB. Ele ocorre neste local devido à história de resistência política e cultural da área, além de ser onde está localizada a Ocupação Manoel Congo, símbolo da luta pela moradia na cidade.
“A cultura pode servir de arma na luta de classes. Somos todos fi lhos da Comuna de Paris”, explica o professor de história Heitor Cesar Oliveira, um dos fundadores do grupo. Ele conta que o Comuna surgiu da ideia de que é possível usar elementos culturais para incentivar e ampliar a luta social. “Criamos o bloco para unir a alegria do carnaval à mensagem social. Já falamos sobre a Anistia, a campanha O petróleo tem que ser nosso e ano passado denunciamos as remoções ocorridas no Rio por causa da especulação imobiliária. Também fizemos, em 2010, uma homenagem ao MST”, enumera.
Neste ano, no domingo, dia 10, a rua ficou lotada para ouvir o samba em tributo a Niemeyer, falecido recentemente. Victor Neves, um dos compositores do samba deste ano, disse que a escolha do tema foi “quase natural”, devido ao falecimento deste grande arquiteto. “Ele sempre assumiu publicamente sua posição de comunista fervoroso. Foi presidente de honra de nosso partido. Além disso, foi um dos maiores arquitetos do século 20”, explica.
Para Neves, o Comuna ajuda a refletir sobre que carnaval de rua os militantes querem e até que ponto aceitam a interferência do Estado que aí está. “Acredito que seria bom ampliar a participação de outros grupos de esquerda e movimentos sociais, que podem e devem se integrar à organização do bloco”, convida.

Sheila Jacob,
do Rio de Janeiro (RJ)
Fonte: http://www.brasildefato.com.br/node/12024

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Bloco Liberdade Ainda que Agora: Batuque pra Zumbi.


Pessoal. A pedido do Thiago Almeida, fiz este texto para tentarmos explicar sobre nosso bloco e, quem tiver contato e puder dar uma força para enviar para veículos de comunicação, fará um imenso favor.

Por favor sujos, divulguem!


Na primeira metade do século XX, Belo Horizonte era conhecido por suas alamedas cercadas por árvores, e suas avenidas largas, onde passavam durante o dia todo, seus trabalhadores.
Em tempos de carnaval, os espaços urbanos se enchiam de gente, querendo ver os desfiles da capital mineira. Era o Corso Carnavalesco que tomava as ruas da cidade. Corso Carnavalesco é um veículo motorizado ou de tração animal, que era enfeitado para desfilar a céu aberto em dias de folia.
Em Belo Horizonte, as pesquisas apontam que havia o Corso Motorizado, carros conversíveis, da marca Ford, cheio de flores que cortavam desde o cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Avenida Brasil (Atual Praça Tiradentes) até a atual Praça da Rodoviária, onde antes se localizava o Prédio da Feira Permanente de Amostras. Desta maneira, se configurava a parcela elitizada do carnaval de Belo Horizonte.
O carnaval popular se concentrava nos bairros como Concórdia, Sagrada Família, entre outros, através das figuras de mestres pertencentes ao Congado Mineiro. Porém, também se formavam em grupos e partiam para o centro da cidade, em multidões de foliões, que eram denominadas “bloco sujo”. Bloco sujo, como o próprio nome já diz, é a camada humilde da sociedade que reivindicava seu espaço em pleno carnaval, com fantasias improvisadas e poucos tostões nos bolsos.
Essa tradição, de Carnaval de Rua, foi sendo substituída na década de 1960, pelo modelo que conhecemos de Escolas de Samba Isso ocorreu, pois, um grupo de sambistas belorizontinos, após terem residido alguns anos no Rio de Janeiro, se encantaram com esse novo modelo e implementaram na Capital Mineira.
Nos últimos anos, vários grupos de Belo Horizonte, resolveram levantar a História do Carnaval da cidade e formar novos blocos de rua, que de esquecidos pelo tempo e pelas políticas públicas, hoje se tornam, pelas mãos independentes, a grande atração da folia no mês de fevereiro. São blocos que saem de diversas regiões da cidade em direção a região central. Hoje existem blocos partindo do bairro Santo Antônio, Santa Tereza, Floresta, e vários outros. Porém, todos esses blocos fazem uma reconstrução histórica do que foi o carnaval das décadas de 1930 e 1940, mas não necessariamente levam o termo “sujo” em suas alegorias.
Neste ano de 2012, setores da esquerda brasileira e mineira, movimentos sociais e pessoas independentes, decidiram se unir para formar um bloco que chega com o objetivo de resgatar a denominação “sujo”, que se perdeu na história. O novo bloco, que recebeu o nome “Liberdade Ainda que Agora”, tem como objetivo, a ocupação do espaço urbano para folia popular, as minorias étnicas, estudantes de baixa renda, moradores de rua, e a enorme parcela da população que sofre preconceito dia após dia, e se estrutura como a base que conduz a sociedade através da força de trabalho. O bloco, ainda leva em sua bandeira, a crítica à ideia de que no carnaval não existe diferenças sociais, e como o próprio nome já diz, há o entendimento pelos foliões populares, que o estado de Minas Gerais ainda não cumpriu seu compromisso com a verdadeira liberdade. E esta, deve ser feita pelas mãos do povo e para o povo.
Neste ano, o “Liberdade Ainda que Agora”, partirá pelas ruas, através de marchinhas, compostas pelos integrantes, abordando tanto a conjuntura municipal, quando a estadual, nacional e internacional, fazendo críticas a estrutura do modo de produção capitalista e propondo um novo modelo de sociedade. A homenagem e o enredo principal ficarão destacados para a trajetória de Zumbi de Palmares, com a legenda “Batuque pra Zumbi” e seu significado de resistência para as atuais ocupações urbanas, vítimas da opressão dos Governos no Brasil, como foi o caso de Pinheirinho, este ano em São José dos Campos-SP e a Comunidade Dandara em Belo Horizonte-MG.
Conciliar a folia popular com o grito de liberdade é a forma mais legítima de brincar o carnaval de rua e resgatar os blocos sujos.
A concentração está marcada para o próximo sábado, dia 18 de fevereiro, às 13 horas, no Instituto Helena Greco, Rua Hermilo Alves, 290, Santa Tereza, Belo Horizonte – MG, e seguirá até a Praça da Estação, onde estará acontecendo a união dos blocos e o evento Praia da Estação.
Fica o convite para todos que quiserem participar do bloco sujo, o primeiro carnaval de rua dos movimentos sociais de Belo Horizonte.

Pedro Rennó
Professor de História e especialista em História da Arte/Carnaval
Telefone (31) 8388-1439


https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=240357959385487&id=100002338540289#!/groups/230364723712612/

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Carnaval 2010 “ESSE PAPO DE LEILÃO É PRIVATIZAÇÃO, O PETRÓLEO É NOSSO, NÃO ABRIMOS MÃO.”


O Petróleo é nosso
Nós vamos cantar
Buscando na história força pra lutar
 
60 anos atrás
a UJC Lutou
O petróleo é nosso
O povo conquistou
 
Êta Juventude de Luta
Sempre alerta
Há mais de oitenta anos
Lutando...
...Pelo “Proleta”
 
O Petróleo é nosso
Não abrimos mão
Esse papo de leilão
É Privatização
 
Falam em fim da história
Privatizam...
Fazem leilão...
Atacam a Petrobrás
A ofensiva dos liberais.
 
O Petróleo
Tem que ser nosso
Não faço concessão
A Campanha continua
Unificar é a solução
 
O trabalhador não pode descansar
Até no carnaval, vamos lutar.

Autores: Heitor Cesar Oliveira, Rodrigo Peixoto, Mariângela Marques, Karla Regina, Thiago Herdy, Luis Fernandes, Daniel Ceglia, Maria Fernanda.




 

sexta-feira, 11 de março de 2011

Manifesto de fundação do "Comuna que Pariu!"

Fundação do Bloco "Comuna que Pariu!"

A UJC - RJ lançou seu bloco de Carnaval, não apenas para o carnaval, não apenas para brincar politizando e politizar brincando, mas para organizar.



Manifesto de fundação do "Comuna que Pariu!"

Nosso bloco pretende ser não o maior bloco do carnaval carioca, nem se tornar uma escola de samba, nosso bloco não pretende competir com os grandes blocos do carnaval do Rio, mas pretende mostrar que ainda é possível, e além, que é necessário fazer um apelo a juventude carioca e a demais seguimentos que brincam no carnaval.
Muitos falam do carnaval como a festa democrática, onde o “pobre” vira rei e o “rei” virá pobre, onde todos brincam na rua independente time de futebol, etnia, nacionalidade ou outros falsos antagonismo, dizem até mesmo que não importa nem as classes sociais, todos são iguais. Outros mais realistas dizem do carnaval como a doce ilusão, como algo que se desmancha ao longo de quatro dias trazendo de volta a realidade, mostrando que todo carnaval tem seu fim.

Nós discordamos da visão de festa democrática, discordamos da falácia da volta do carnaval de rua como uma democratização da festa. Discordamos e resolvemos agir.

Onde esta democracia em blocos cercados por corda onde somente entram quem possui a abada do bloco, festas particulares no meio da publicas ruas, excluindo para fora do espaço demarcado àqueles que não compraram a cara camisa.

Nosso bloco tem camisa também, e também a vendemos, mas não para excluir, quem não tem camisa é bem vindo. Nossa camisa é para contribuir com a organização, e pelo orgulho de ser comunista, de brincar sem esquecer a nossa causa, a nossa identidade, a nossa luta. Sem esquecer que não temos um patrocinador - e que não o queremos - que nosso patrocínio é o nosso militante, nosso amigo, nosso colaborador.

A UJC apresente assim seu bloco, na tradição de quem sempre utilizou a cultura na luta de classes, nas tradições de artistas comprometidos com a causa do socialismo, nas tradições de Mario Lago, Candido Portinari, Gianfrancesco Guarnieri, Dias Gomes, Vianinha, do CPC da UNE, da luta pela democratização da cultura, nessas tradições a UJC traz o “Comuna que Pariu!” mais uma arma da crítica.



Heitor Cesar (Historiador, poeta, comunista e membro do Bloco "Comuna que Pariu!")

OBS: Ao longo das publicações apresentaremos os enredos do Comuna que Pariu! deste ano e dos carnavais posteriores.