terça-feira, 8 de outubro de 2013
Viva o comandante Ernesto Guevara!
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Che Guevara
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Os Pesos de um Comunista
A
gravidade é a força de atração que existem entre as partículas de
massas. Todos somos partículas de uma grande massa, a favela é a grande
massa e a força da gravidade trata de agir para garantir que ela pese
sobre as elites que criaram os morros, que jogaram os pretos e os pobres
para cima, mas eles não flutuam no ar, voltam para o chão e
estremecem-no.
Ação e reação, a terceira lei de Newton. A prova está ai, em preto, apenas preto, sujeitos aos caprichos dos opressores, mas que refletem por um espelho a força que imprimem sobre si.
Os gritos ecoam e circundam para todos os lados, gritos de dor, gritos operários, explorados, marcados como o admirável gado novo, mas que já não estão dispostos a aguentar as chicotadas pelas doses diárias de soma, de TV globo, medidas paliativas, de promessas ilusórias.
Aqueles que ignoram utopias, que desfazem da humanidade, são os que temem o acirramento entre as classes. Desacreditar em uma revolução do povo é fundamentar o imperialismo, livre mercado e todas as ferramentas de desigualdades entre diferenças.
E sofrem, morrem, vivem em uma busca incessante por uma vida mais justa, por um tempo para viver, sem a preocupação de não ter comida na mesa, de um lugar para dormir, de educar seus filhos, de viver enquanto homens livres das amarras do capital.
Por um mundo sem dinheiro, sem hierarquias entre classes, sem mandos, nem desmandos, por fugir das distopias, pois o pessimismo nos aproxima das trevas, mas a vontade de mudar é o que nos impulsionam para o cume. Isso é ser comunista, um homem coletivo, que como diria Chico Science: “Sente a necessidade de lutar”.
- Patrício Freitas
Ação e reação, a terceira lei de Newton. A prova está ai, em preto, apenas preto, sujeitos aos caprichos dos opressores, mas que refletem por um espelho a força que imprimem sobre si.
Os gritos ecoam e circundam para todos os lados, gritos de dor, gritos operários, explorados, marcados como o admirável gado novo, mas que já não estão dispostos a aguentar as chicotadas pelas doses diárias de soma, de TV globo, medidas paliativas, de promessas ilusórias.
Aqueles que ignoram utopias, que desfazem da humanidade, são os que temem o acirramento entre as classes. Desacreditar em uma revolução do povo é fundamentar o imperialismo, livre mercado e todas as ferramentas de desigualdades entre diferenças.
E sofrem, morrem, vivem em uma busca incessante por uma vida mais justa, por um tempo para viver, sem a preocupação de não ter comida na mesa, de um lugar para dormir, de educar seus filhos, de viver enquanto homens livres das amarras do capital.
Por um mundo sem dinheiro, sem hierarquias entre classes, sem mandos, nem desmandos, por fugir das distopias, pois o pessimismo nos aproxima das trevas, mas a vontade de mudar é o que nos impulsionam para o cume. Isso é ser comunista, um homem coletivo, que como diria Chico Science: “Sente a necessidade de lutar”.
- Patrício Freitas
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quinta-feira, 3 de outubro de 2013
José Saramago - Onde está então a democracia?
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terça-feira, 1 de outubro de 2013
1000 Guitarras para Victor Jara - Compilado musical
Compilado musical del homenaje "1000
guitarras para Víctor Jara", desarrollado el 28 de septiembre de 2013,
día de su natalicio, bajo la colaboración de Municipalidad de Recoleta,
Departamento de Educación Municipalidad de Recoleta, Cementerio General
de Santiago, Fundación Víctor Jara, Sindicato de Folcloristas de Chile y
Mesa regional de folclore.
Intérpretes
•Todos los temas: Guitarristas de blanco, por Víctor Jara (el pueblo).
•El Cigarrito: Interpreta Carmen Prieto.
•Plegaria a un labrador: : Interpreta Francesca Ancarola.
•Manifiesto: Interpreta Roberto Márquez.
•Te recuerdo Amanda: Héctor Pavéz.
•El aparecido: Max Berrú.
•El derecho de vivir en paz: Interpreta Francisco Villa.
•Illapu
Hermosa iniciativa
Intérpretes
•Todos los temas: Guitarristas de blanco, por Víctor Jara (el pueblo).
•El Cigarrito: Interpreta Carmen Prieto.
•Plegaria a un labrador: : Interpreta Francesca Ancarola.
•Manifiesto: Interpreta Roberto Márquez.
•Te recuerdo Amanda: Héctor Pavéz.
•El aparecido: Max Berrú.
•El derecho de vivir en paz: Interpreta Francisco Villa.
•Illapu
Hermosa iniciativa
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sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Os Meninos de Outubro
Todo homem já foi criança
Cultivando em si os sonhos de menino
Presos a vontade por liberdade
E pelas escolhas de suas paixões
Para continuar vislumbrando-se no que ser
Continuo enquanto menino
Sem aceitar a besta devoradora de fantasias
Que explora tudo o que mais valia
E coleciona os gritos de misericórdia
Clamando por igualdade e melhoras
Todos conservam em si o desejo pela mudança
Entre o colarinho branco e o jeans azul
Somente a esperança lhes resta
De que melhores outubros estão por vir.
Patrício Freitas
Todo homem já foi criança
Cultivando em si os sonhos de menino
Presos a vontade por liberdade
E pelas escolhas de suas paixões
Para continuar vislumbrando-se no que ser
Continuo enquanto menino
Sem aceitar a besta devoradora de fantasias
Que explora tudo o que mais valia
E coleciona os gritos de misericórdia
Clamando por igualdade e melhoras
Todos conservam em si o desejo pela mudança
Entre o colarinho branco e o jeans azul
Somente a esperança lhes resta
De que melhores outubros estão por vir.
Patrício Freitas
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quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Funk da ostentação alienação e ideologia
Os
jovens das camadas mais pobres da sociedade capitalista sempre
buscaram na música uma das formas de expressar sua revolta contra as
injustiças de uma sociedade desigual, estas músicas quando surgem
acabam se impondo a indústria fonográfica ganha os veículos de
comunicação de massa, aparecem produtores empresários que logo vão
ganhar altas somas de dinheiro, onde os produtores e empresários vão
procurar enquadrar os artistas antes rebeldes em dóceis vendedores
de mercadorias adaptados a lógica do mercado é fazer música por
encomenda.
Isto
ocorreu com inúmeros gêneros musicais. Rock, Jazz, Blues, Samba,
Forro etc. Porém foi no século XX com o aperfeiçoamento do mercado
de consumo no capitalismo contemporâneo é que surgiu o que os
pensadores da Escola de Frankfurt chamam indústria cultural, o nicho
do mercado voltado para o entretenimento. Voltando um pouco no tempo,
após a segunda guerra mundial, vimos surgir um ritmo musical que
marcou a indústria fonográfica e sacudiu o mundo, o Rock And Roll.
Entre o fim da década de 1940 e 1950, este ritmo passou a ser
expressão inicial da juventude rebelde nos Estados Unidos e depois
ganhou o mundo a partir dos anos 1960 ganhando expressão no Rock
Britânico em banda como Beatles e Rolling Stones que tinham nos
ídolos do Rock Estadunidense suas referencias músicas para criticar
o comportamento conservador da sociedade de seus tempos.
Mesmo
sem uma clara consciência os jovens e as camadas mais pobres podiam
se identificar com este ritmo e denunciar os padrões conservadores
da sociedade capitalista, tanto nos Estados Unidos como em todo o
mundo. Artistas como Jerry Lee Lewis, Litle Richard, Jonh Lennon, Bob
Dilan, Black Sabbath, Pink Floyd, Janis Joplin, Jim Morrison, The
Clash, e outros denunciaram em suas músicas a desigualdade social,
as guerras imperialistas como a guerra do Vietnam, a Revolução na
Nicarágua ao mesmo tempo em que neste mesmo gênero outro ícone
Elvis Presley foi a pura expressão dos artistas rendido ao Status
Quo aceitando apoiar as ações dos governos capitalistas dos Estados
Unidos, se relacionou bem com o ex-presidente Nixon criticou a
presença dos Beatles em solo Estadunidense tanto que John Lennon em
sua famosa frase afirma sua decepção com seu antigo ídolo (Elvis
morreu para mim quando vestiu o uniforme do exercito e conclamou a
juventude dos Estados Unidos a ir para a guerra).
Como
diz Roberto Muggiatti em seu livro Rock do Sonho ao pesadelo, não
podemos sofrer do mal de Orfeu achar que a música por si só vai
alterar a realidade do mundo como acreditaram algumas gerações de
jovens durante os anos 1950, 1960, 1970 e 1980 no caso aqui no
Brasil, quando na verdade usando uma frase do Jimi Hendrix um dos
maiores guitarristas de todos os tempos,para se por fim ao
capitalismo só a luta organizada das massas exploradas para por fim
a este sistema.
A
Pujança e efervescência cultural tem haver com a luta de classe, há
momentos em que os artistas mesmos conscientes ou de forma
inconsciente acabam captando os anseios das massas e as revoltas se
refletem nas músicas de muitos artistas mesmo não sendo artistas
comunistas expressam em suas letras a contestação à ordem
burguesa, a indústria cultural apenas produz para vender ao mercado
consumir onde a sociedade mesmo sem uma consciência clara consume,
quem hoje com 40 anos cantava Revolução, Revolução uma música do
grupo RPM, e nem sabia bem o que era.
Hoje
quem esta na casa dos 35 e 45 anos, se pergunta Porque? Hoje os
jovens da periferia esta curtindo o Funk da Ostentação e qual a
razão de tanto sucesso. Não adianta já partir com pré-julgamento
e condenar, devemos fazer uma analise de como esta a luta de classes
e como ela se refletiu no Brasil no momento em que estes jovens estão
transitando da infância para a juventude e quais são os seus ídolos
na música e na vida real.
O
chamado Rock Brasil nome difundido após a consolidação deste
gênero em nosso país, hoje o Rock Brasil é muito cultuado até
pela nova geração de brasileiros, hoje as músicas destes músicos
são comentadas até em provas de concurso e vestibular. Ha um fosso
muito grande de letras de músicas politizadas, não é apenas as
rádios que não tem interesse em divulgar as músicas politizadas,
mesmo em época de ditadura e repressão a sociedade ou parcela dela
busca burlar a censura e ter acesso, vivia-se outra conjuntura
política.
Quando
o Rock vai se consolidar como gênero no Brasil, é um momento em
vivíamos o período das greves, das lutas contra a ditadura
empresarial-militar, após o fim desta ditadura para a volta a
democracia formal de hoje mesmo vivendo em uma ditadura de classe,
nossos jovens se expressava nas músicas de bandas como Legião
Urbana, Plebe Rude, Paralamas do Sucesso, Ultra a Rigor, Ira, Titãs,
Garotos Podres e tantas outras. A revolta e o ódio destas letras
eram nomes de chapas de Grêmios Estudantis, Dce’s, Ca’s,
Congresso de Estudantes nas manifestações e greves daquele período,
o Brasil respirava política naquele momento, diante deste quadro o
que a indústria cultural poderia fazer vender discos, brincos para
os rapazes se sentir igual aos seus ídolos, as rádios e programas
de TV vão apenas tocar e vender como produto vejam os casos das
camisas com o Rosto de Che.
A
partir do impacto do avanço do neoliberalismo no mundo, e no Brasil
com a eleição de Fernando Collor em 1989, os anos 1990 em nosso
país passou a ser expressão não mais de uma música politizada,
mais de uma música idiotizada mercantilizada sem graça
descompromissada com as questões sociais, veio a moda e onda do
chamado pagode mauricinho, do breganejo hoje rebatizado de sertanejo
universitário se analisado a melodia, a harmonia e as letras não
tem nada de novo, entre o breganejo de ontem e o breganejo de hoje
chamado vulgarmente de Sertanejo Universitário. Grupos como Só pra
Contrariar, Raça Negra, Tá na Mente, Chitãozinho e Xororó, Zé di
Camargo e Luciano são expressão destes ritmos tão bem denunciada
por Lulu Santos em uma entrevista no Programa do Fausto Silva logo no
início dos anos 1990 esta entrevista estava no Youtube.
Hoje
as músicas de periferia como o Funk da Ostentação reflete a
concepção não do artista engajado comprometido com as lutas da
classe trabalhadora que luta contra a exploração do capital, esta
música reflete o sonho do jovem filho de trabalhadores que vai
ascender socialmente, é fazer uma comparação desta música
brasileira com a atual música negra dos Estados Unidos o foco não é
as lutas coletivas e sim a saída individual ter carros e mulheres.
Esta expressa não a visão do bandido romântico de ontem que
roubava no asfalto e distribua aos pobres nos morros e periferia, que
aconselhava os jovens para não entrar no crime, estudar ser alguém
na vida, o Funk da Ostentação reflete a ideia do bandinho iludido
com o poder de ter uma arma, consumir roupas caras construir um
casarão no morro ostentar poder com as armas enquanto vive poder ter
varias mulheres no caso as jovens mais bonitas poder curtir e depois
morrer e ter outro para substituí-lo dando continuidade a
empreitada capitalista das drogas. Este Funk da Ostentação reflete
este mundo capitalista dos bens de consumo, ter carrões, fazer
aliança com o mundo do crime, praticar sexo não como uma forma
prazerosa libertaria mas, como uma forma alienada de viver como isto
vem ocorrendo em nossas periferias, as chamadas gravidez na infância
onde estas jovens acham que podem reproduzir o que as mulheres sem
conteúdo divulgada pela mídia fazem de usar seus corpos como
mercadorias, casar com jogadores de futebol, artistas e empresários,
porém no mundo real a história é outra há uma distância entre o
mundo real e da fantasia, mesmo sendo um país de mulheres lindas nem
todas vão ter as chances de uma Larissa hoje rebatizada de Anita
mesmo não sendo tão bonita pode fazer correção no corpo e mixar
sua voz em estúdio para gravar e fazer sucesso enquanto pode.
Músicas
como o Funk da Ostentação apenas contribui para alienar nossos
jovens ajudando a reforçar a ideologia burguesa contribuindo e
ajudando a destruir os filhos das classes trabalhadoras ao valorizar
o crime e transformar em glamour a violência na periferia.
Defendemos
a mais ampla liberdade de expressão das artes, arte como formação
da universalidade do sujeito com educação estética não há
contradição entre arte popular e arte de massa, há um encontro
entre ambos o capitalismo é que criou esta falsa separação ao
procurar comercializar todo em uma sociedade onde tudo se torna
mercadoria incluindo as artes.
A
arte não deixa de ser um fenômeno social, é impossível pensar a
arte isolada da sociedade, o artista reflete em sua obra de arte a
maneira de ver e sentir o mundo,neste sentido o artista deve se
identificar com o proletariado sentir suas alegrias e tristezas
compartilhar com as massas os sonhos e esperança de um mundo melhor
na derrota do capitalismo no nascimento da Sociedade Socialista.
José
Renato André Rodrigues
Professor
de Filosofia
Membro
do Comitê Central do PCB
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José Renato André Rodrigues
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Vianinha, um guerreiro da cultura!
Oduvaldo
Viana Filho, o Vianinha, nasceu no Rio de Janeiro, em 1936, e foi um
dos principais nomes da dramaturgia brasileira, apesar de ter morrido
muito jovem, em 1974, aos 38 anos, de câncer. Militante do Partido
Comunista Brasileiro (PCB), foi autor teatral, ator, roteirista de TV,
animador cultural, fundador
do Centro Popular de Cultura, o histórico CPC da UNE, e do Teatro de
Arena e do Grupo Opinião e do Teatro Jovem. Filho do teatrólogo,
radialista e cineasta Oduvaldo
Viana, também militante histórico do PCB, Vianinha marcou sua
trajetória por incansável luta pelas transformações sociais e pelo
compromisso com a arte popular, revolucionária e contra o imperialismo
cultural que até hoje domina as principais programações culturais
brasileiras.
Vianinha
estudou arquitetura até o terceiro ano e depois abandonou o curso para
se dedicar ao teatro. Começou em 1955, no Teatro Paulista do Estudante,
atuando em vários espetáculos, entre os quais Rua da Igreja, de Lnnon
Robinson, Escola de Maridos, de Molière.. Depois participou do Teatro de
Arena, em 1956, e atuou em várias peças teatrais, entre as quais Homens
e Ratos, de Steinbeck e À Margem da Vida de Tenessee Willians.
Preocupado em criar uma dramaturgia vinculada aos problemas nacionais,
promove o Seminário de Dramaturgia, visando a descoberta de novos
talentos e a criação de textos vinculados à realidade brasileira.
Vianinha
era um autor, ao mesmo tempo criativo e compromissado com as
transformações sociais. Visando levar a arte diretamente à população
criou um elenco para percorrer com sua peça A Mais Valia Vai Acabar Seu
Edgar escolas, favelas, sindicatos da cidade e do campo e organizações
de bairro. Dessa experiência nasce a ideia do Centro Popular de Cultura
(CPC) da UNE, que marcou uma trajetória histórica com seu “teatro
revolucionário” objetivando conscientizar a população. A experiência do
CPC foi tão exitosa que depois suas atividades se estenderam por outras
áreas da cultura, como música, teatro, cinema, etc.
Em
sua trajetória de artista do povo ganhou vários prêmios nacionais e
internacionais, como Quartos Quadras de Terra, que recebeu o primeiro
prêmio latino-americano da Casa das Américas, em Havana. Ganhou dois
Miliéres, com as peças Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come e A
Longa Noite de Cristal, além outros prêmios em São Paulo e do Serviço
Nacional de Dramaturgia. Além de fundador do Grupo Opinião e do Teatro
Jovem, Vianinha também atuou no cinema, em Cinco Vezes Favela, de Cacá
Diegues, e fez tele-dramas de agitação e tele-teatro para uma
comunicação rápida e direta com o público. Em 1973 vai para TV Glogo,
onde escreve, junto com Armando Costa, o premiadíssimo seriado A Grande
Família, até hoje ainda apresentado na TV Globo.
Vianinha,
como autor identificado com os interesses do povo brasileiro, foi
duramente censurado pelo regime militar. A maior parte de suas obras não
puderam ser exibidas a partir de 1964 porque estavam proibidas pela
censura. Vianinha morreu aos 38 anos sem ver encenadas suas duas obras
primas, Papa Highirte, escrita em 1968 e só montada onze anos depois, e a
clássica Rasga Coração, cujos últimos diálogos foram ditados no leito
da morte, e também só encenada muitos anos depois.
Princpiais obras de Vininha
1959 - Chapetude Futebol Clube
1957 – Bilbao, Via Copacabana
1961 - A Mais Valia vai Cabar, seu Edgar
1963 - Quatro Quadras da Terra
1963 – Brasil Versão Brasileira
1964 - Roteiro Show Opinião
1965 – Se Correr o Bicho Pega, Se Ficaro Bicho Come
1965 – Moço em Estado de Sítio
1966 – A Mão na Luva
1967 – Os Aeredos Mais os Benevides
1967 –Meia Volta Volver
1968 – Papa Highirte
1968 – Dura Lex, Sed Lex, No Cabelo Só Gumex
1971 – Corpo a Corpo
1971 – A Longa Noite dos Punhais
1971 – Nossa Vida em Família
1973 – Allegro Desbum
1974 – Rasga Coração
Roteiros de Shows
1964 - Roteiro Show Opinião
1966 – Telecoteco Opus No. 1
Participação Como Ator
Teatro
1955 – Rua da Igreja
1956 - Escola dos dos Maridos
1956 - À Margem da Vida
1956 - Homens e Ratos
1956 – Só o Faraó Tem Alma
1958 – Eles não usam Black-Tie
1965 – Liberdade Liberdade
1969 – As Duas Faces da Moeda
1971 – Um homem sem Importância
Cinema
1962 - Duas Vezes Favela
Adaptações de Peças para TV, Teleteatro e seriado televisivo
1972 – Medéia, Noites Brancas, A Dama das Camélias, Mirandolina, Ano Novo, Vida Nova.
1973 - A Grande Família
Fonte: http://pcb.org.br/fdr/index.php?option=com_content&view=article&id=528%3Avianinha-um-guerreiro-da-cultura&catid=6%3Amemoria-pcb
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Cotidiano Transformado em Canções
Chico Buarque tem os olhos fundos de CAROLINA.
Olhos que guardam todas as dores do mundo.
Mas, ao contrário da musa de sua música, para quem o tempo passou na janela e ela nada viu, Chico transforma em canção o COTIDIANO.
Registra tudo com olhar aguçado de um cronista que, como poucos, sabe traduzir o espírito e a realidade de seus contemporâneos.
Uma realidade dura como a de PEDRO PEDREIRO, que fica esperando,esperando...
Mas Chico não constrói suas crônicas apenas com tijolo, num desenho lógico. O poeta amargo de DEUS LHE PAGUE ou de COTIDIANO esbanja AÇÚCAR E AFETO para cantar o amor, como em BEATRIZ.
Sabe também cantar a canção despedaçada de TROCANDO EM MIÚDOS ou de ATRÁS DA PORTA, em que contraditoriamente maldiz o nome dela e a adora pelo avesso.
A contradição só desnuda os muitos Chicos de suas crônicas musicadas.
E neste campo ele pode tudo. Incorpora o universo feminino em OLHOS NOS OLHOS.
Mas o Chico de ANGÉLICA, que chora a perda do filho nos porões da ditadura, convive pacificamente com MEU GURI e o PIVETE dos sinais da cidade.
São realmente muitos os Chicos.
É como SOB MEDIDA, em que ele ser sua alma gêmea, sua fêmea, seu par, sua irmã, seu incesto.
Emiliana Esteves
Sabará/MG
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Emiliana Esteves
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Antifascista e cantor rap grego assassinado pelos nazis do Amanhecer Dourado
Um conhecido antifascista grego, de 34
anos, foi morto pouco depois da meia noite de hoje, em Atenas, após ter
sido atacado por um grupo de neonazis, membros do partido Golden Dawn
(Amanhecer Dourado). O assassino foi preso e confessou que é militante
daquele partido neonazista.
De acordo com as primeiras informações,
um grupo de 20-25 fascistas atacaram Fyssas Pavlos e os amigos, 5 ou 6
homens e mulheres, um pouco depois da meia-noite, quarta-feira, 18 de
setembro. Pavlos foi atacado por um homem de 45 anos de idade, que o
esfaqueou duas vezes. Foi transferido para um hospital próximo, onde sua
morte foi verificada pelos médicos.
O agressor foi preso pela polícia (que –
segundo alguns – estaria perto do local da agressão, mas não interveio)
e confessou a sua ligação ao partido nazi Golden Dawn, de acordo com as
informações oficiais prestadas pela polícia hoje.
A vítima, Pavlos Fyssas, era um
antifascista conhecido na sua área e também um cantor de rap, que usava o
nome de Killah P. Para hoje estão marcados vários protestos contra a
sua morte, um deles às 18h00 perto do lugar onde o assassinato ocorreu.
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Plenária traça diretrizes para o Coletivo Cultural Vianinha
O
Coletivo Cultural Vianinha realizou, sábado, dia 14, sua primeira
plenária em São Paulo com a participação de 20 companheiros, entre
músicos, poetas, atrizes, grafiteiros, pessoal de multimídia, e
agitadores culturais em geral, na sede do PCB. Foi uma plenária muito
participativa, na qual foi tirada uma série de ações culturais para dinamizar
o trabalho do Coletivo. Como primeira medida, decidiu-se criar um blog e
uma página no facebook; fundou-se o Cine Clube Vianinha, que
inicilmente terá atividade mensal e que fará sua estreia dia 20 com o
filme Adeus Lenin; decidiu-se também pela realização de uma atividade de
formação sobre a história de participação da juventude no área
cultural, especialmente o CPC e outros movimentos culturais.
O Coletivo elegeu uma coordenação, formada pelos companheiros Edmilson Costa, Alessandra Cavagna e Fernanco Magnos. Também foram criados três Grupos de Trabalho para organizar e dinaminar as ações do Coletivo nas áreas de Música, Literatura e Comunicação, com cerca de cinco companheiros em cada grupo. Durante a reunião os participantes relataram suas experiências artísticas, como forma de resgatar o trabalho prático que cada um já tinha desenvolvido e, assim, recolher as experiências e ajustá-las aos nossos dias.
Ao longo da reunião surgiram um conjunto de idéias e ações culturais, que serão implementadas à medidas em que o Coletivo for ganhando força e inserção social. Foi desenvolvida a idéia de que o Coletivo deve centrar suas ações nos espaços públicos da cidade, numa espécie de guerrilha cultural com ocupações de praças, parques, locais públicos, envolvendo saraus de poesia, pocket show de teatro, apresentações musicais e construção de murais nas várias regiões da cidade.
Além dessa idéias, no médio prazo o Coletivo Cultural Vianinha vai constituir as Brigadas de Poesia, as Brigadas de Música, Brigados de Teatro, Brigadas de Artes Plástica, todas com atividades de ocupação do espaço público e atividades interligadas, de forma a realizar a integração com as pessoas nos bairros da cidade, com os movimentos sociais, com os sindicatos e trabalhadores em geral.O Coletivo Vianinha também está prevendo atividades na área de vídeo, cinema, mídia digital, festivais em geral, de forma a ampliar a visibilidade de sua atuação.
O Coletivo está aberto à participação de todos os artistas e agitadores culturais que pretendem desenvolver um trabalho de resistência cultural. A próxima reunião está marcada para 19 de outubro, em princípio no mesmo local da primeira plenária – Rua Francisca Miquelina, 94 (Centro).
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Coletivo Cultural Vianinha
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Graciliano Ramos: Cultura a serviço do povo
Camaradas:
Não sei bem se o que lhes vou dizer
nesta conversa ligeira combina com o título dela, anunciado no jornal.
Escapou-me a notícia, é possível que me afaste um pouco da matéria
comunicada aos leitores.
Bem. Para não estarmos com prólogos,
entro no assunto e declaro que, na minha fraca opinião, antes de vermos
no livro um veículo de cultura, devemos considerá-lo simples mercadoria.
Evidentemente ele não é uma graça de Deus, como a luz do sol e a água
da fonte: encerra o esforço de numerosas pessoas, do trabalho complexo
do autor à rija labuta do impressor. Sem levarmos em conta as fases
anteriores e posteriores a isso: a fabricação do papel, da tinta, das
máquinas, dos cordéis; a distribuição, a propaganda e até o que neste
momento realizamos, pois, confessemos honestamente, exercemos aqui o
ofício de camelôs.
Esta minha declaração chocha retira ao
livro, objeto pouco mais ou menos inútil à massa e apenas acessível aos
iniciados, o caráter de coisa misteriosa a que desde a infância nos
habituamos. Criou-se uma espécie de tabu vantajoso à classe dominante: a
sabedoria dos compêndios foi durante séculos e continua a ser meio de
opressão. Sujeitos hábeis reuniram ideias safadas e adularam, sem
nenhuma vergonha, os seus patrões horrorosos. A imprensa sadia é
instituição velha, anterior aos tipógrafos, já usada pelos escribas do
Egito.
Deixemos os escribas do Egito. Se
meter-me em funduras, daqui a pouco estarei falando difícil, empregando a
linguagem que desvia dos pensamentos arrumados na folha o homem da
multidão. Volto ao que afirmei no começo: o livro é mercadoria. As
metralhadoras também são mercadorias, que, até hoje utilizadas contra o
povo, irão resguardá-lo. É intuitivo, porém, que de nada servirão se ele
não souber manejá-las.
A verdade é que nem todos os livros
cantam loas aos tiranos. A desgraça dessa gente é perceber que as suas
armaduras racham, a sua força se esvai, os seus defensores se
transformam de repente em inimigos. A palavra escrita é arma de dois
gumes. A literatura velha arqueja e sucumbe; a literatura nova fere com
vigor a reação desesperada. Não nos ocupamos da primeira, está visto;
deixaremos que se enterre, no silêncio, na penumbra e no mofo, com algum
latim resmungado pelos críticos da LEC.(2) A segunda é a que nos traz a
esta sala, encerra-se nos volumes aqui expostos. Precisamos conhecê-la
de perto. É claro que nada ganharemos olhando, com respeito, esses
volumes protegidos por uma vitrina. Indispensável sabermos o que há
dentro deles. Vimos numa capa o nome de Máximo Gorki e experimentamos o
desejo de largar uns palpites sobre ele, atrapalhando tudo. Recuamos a
tempo — e na reunião da célula ouvimos, bastante chateados, referências
ao admirável russo, num informe. Contudo, a recordação da vitrina
permanece, garantimos que Máximo Gorki é notável. Temos de cor uma lista
de personagens célebres, afirmamos a celebridade, mas seria difícil
dizermos em que ela se baseia. Asserções que nos fizeram na escola,
repetidas longamente, foram aceitas afinal. Em vão tentamos adivinhar
como subiram certos figurões das letras nacionais. Vi um tipo quase
chorar lendo a notícia da morte de um literato conde.
Necessário conhecermos a razão dos
nossos entusiasmos, não nos comovermos à toa. Vamos ver se a página
impressa é digna de admiração. Tratemos, pois, de adquiri-la: é para ser
vendida que se exibe além do vidro. Terra de leitura escassa. Vemos
filas para banha, açúcar, pão, carne, o diabo, mas não conceberíamos
fila diante de uma livraria. Realmente ali não se vendem comestíveis.
Contudo é bom um sujeito ler algumas vezes, ao menos para fingir
importância na presença do chefe ou da namorada.
Literatura ao alcance da massa? Muito
bem. O livro está perto, à mão, na vitrina. Foi redigido cuidadosamente:
no interior dele não há cercas de arame farpado, evitaram-se atoleiros,
rios cheios, pedras escorregadias e pinguelas, enfim qualquer
inteligência razoável pode transitar ali facilmente, por todos os lados.
Agora esperemos que o homem do povo se mexa, dê alguns passos até o
balcão da livraria, peça o volume. E pague, naturalmente, pois os
cidadãos que mourejam naquilo não vivem no éter.
Rio, 28 de fevereiro de 1947
IN: RAMOS, Graciliano. Garranchos [organização de Thiago Mio Salla]. 2ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2013, p. 293.
- – - – -
Notas
1. Arquivo Graciliano Ramos, Manuscritos, Discursos, not. 12.22A.
Título atribuído pelo organizador. Palestra proferida por Graciliano no
comitê distrital Santos Dumont, órgão pertencente à estrutura do PCB, no
dia 1° de março de 1947. Segundo o jornal Tribuna Popular, tal
fala, intitulada “Cultura a serviço do povo”, se deu no contexto da
“Campanha do livro”, promovida pelo Partidão, que pretendia, sobretudo,
estimular a venda de obras das editoras de orientação comunista Vitória e
Horizonte. Na oportunidade, o escritor alagoano foi homenageado pelo
jornalista Astrojildo Pereira (GRANDE INTERESSE desperta a “Campanha do
livro”. Tribuna Popular, Rio de Janeiro, 27 de fevereiro de 1947, p. 3).
2. Referência à Liga Eleitoral Católica (LEC), uma associação civil
de caráter nacional criada em 1932, no Rio de Janeiro, por dom Sebastião
Leme da Silveira Cintra, com o auxílio de Alceu Amoroso Lima. “Seu
objetivo era mobilizar o eleitorado católico para que este apoiasse os
candidatos comprometidos com a doutrina social da Igreja nas eleições de
1933 para a Assembleia Nacional Constituinte e de 1934 para a Câmara
Federal e as assembleias constituintes estaduais” (KORMIS, Mônica. LIGA
ELEITORAL CATÓLICA (LEC). In: ABREU, Alzira Alves de et al [coords.]. Dicionário histórico-biográfico brasileiro — Pós-1930.
Rio de Janeiro: CPDOC, 2010). Atuou ainda nos pleitos presidenciais de
1945 e de 1950, bem como nas eleições para a Assembleia Constituinte de
1946.
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Graciliano Ramos
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Fallece en La Habana destacado cineasta Daniel Díaz Torres
En la madrugada de este lunes falleció en La Habana Daniel Díaz Torres,
destacado y multipremiado director de cine cubano, producto de una
penosa enfermedad. Será velado en la funeraria de Calzada y K, Vedado.
Díaz Torres nació el 31 de diciembre de 1948. Inició su labor como
documentalista en 1975 y poco después realiza casi un centenar de
ediciones del Noticiero ICAIC latinoamericano entre 1977 y 1981. Su debut como realizador de largometrajes tiene lugar en 1984 con el filme Jíbaro. Salta a la notoriedad internacional con la sátira Alicia en el pueblo de Maravillas (1991).
Se graduó en 1978 de licenciado en ciencias políticas en la Universidad de La Habana.
Escribe críticas y artículos de cine para las principales revistas y
periódicos y a su vez participa en la dirección de seminarios sobre cine
en las Universidades de Oriente y de La Habana. A partir de 1971
comienza su trabajo como asistente de dirección, realizando
paralelamente algunas menciones para la televisión. Colabora además como
asistente de dirección en Muerte y vida en El Morrillo, Los días del agua, El hombre de Maisinicú, De cierta manera, Mella y Río Negro.
Inicia su labor como documentalista en 1975, que será incesante en la segunda mitad de los años setenta: Libertad para Luis Corvalán (1975), Encuentro en Texas (1977), La casa de Mario (1978), Los dueños del río (1980), Madera (1980), Vaquero de montañas (1982) y Jíbaro (1982). En 1986 realiza el largometraje de ficción Otra mujer, una comedia retro (la acción ocurre en los años sesenta) con guión de Jesús Díaz y fotografía de Raúl Pérez Ureta, que lo acompañará en varias de sus posteriores y más famosas películas. En 1995 concluye el mediometraje Quiéreme y verás,
que continúa su sátira de los géneros convencionales (el policiaco, el
melodrama, el cine de espías), la colaboración con Raúl Pérez Ureta, y
entrega un brillante desempeño de Reinaldo Miravalles, uno de los mejores actores del cine cubano.
Su burla de los géneros convencionales luego se combina con el
retorno a la situación y los personajes contemporáneos en las comedias Kleines Tropikana (1997) y Hacerse el sueco (2000). Más tarde realiza varios documentales (Entrevista a Ricardo Alarcón de Quesada, Los cuatro años que estremecieron al mundo —de la serie Caminos de Revolución—, Tres cantos a New Orleáns) y un filme con referentes históricos para la televisión española (Camino al Edén), 2007 antes de retornar a sus fueros paródicos con Lisanka (2009). Integraba la Unión de Escritores y Artistas de Cuba (UNEAC).
Impartió clases de historia del cine en la Universidad de La Habana.
Desde 1986 laboraba en la Escuela Internacional de Cine y TV de San
Antonio de los Baños. A lo largo de su vida obtuvo numerosos premios y
menciones en festivales internacionales, y era miembro del Comité de
Cineastas de América Latina y miembro fundador del consejo superior de
la Fundación del Nuevo Cine Latinoamericano.
FILMOGRAFÍA
- Libertad para Luis Corvalán (Doc.) 1975
- Granma (Noticiero monotemático. Año 12, No. 285) 1976
- Encuentro en Texas (Doc.) 1977
- La casa de Mario (Doc.) 1978
- Madera (Doc.) 1980
- Los dueños del río (Doc.) 1980
- Noticiero ICAIC Latinoamericano (Entre 1975 y 1981 realizó 90 emisiones)
- Vaquero de Montaña (Doc.) 1982
- Jíbaro (Ficc.) 1984
- Otra mujer (Ficc.) 1986
- Crónica informal desde Caracas (Doc.) 1989
- Alicia en el pueblo de Maravillas (Ficc.) 1990
- Quiéreme y verás (Ficc.) 1995
- Kleines Tropicana (Ficc.) 1997
- Hacerse el sueco (Ficc.) 2000
- Los cuatro años que estremecieron al mundo, de la serie documental: Caminos de Revolución. 2004
- Una isla en la corriente De la serie documental: Caminos de Revolución. 2004
- Camino al Edén (Ficc.) 2007
- Lisanka (Ficc.) 2009
- La película de Ana (Ficc.) 2012.
Como asistente de dirección:
- Los días del agua ( Dir. Manuel Octavio Gómez) 1971
- Muerte y vida en el Morrillo (Dir. Oscar Valdés) 1971
- El hombre de Maisinicú (Dir. Manuel Pérez) 1973
- De cierta manera ( Dir. Sara Gómez) 1974
- Mella (Dir.Enrique Pineda) 1975
- La Batalla de Jigüe ( Dir. Rogelio París) 1976
- Río Negro( Dir. Manuel Pérez) 1977
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segunda-feira, 16 de setembro de 2013
As dúvidas sobre a morte de Pablo Neruda
No dia 11 de setembro de 1973, quando o governo de Salvador Allende
foi derrubado por um golpe de estado liderado por Augusto Pinochet, a
casa de Pablo Neruda, na Isla Negra, foi saqueada e seus livros,
queimados. Enquanto tudo isso ocorria, o poeta estava no hospital,
afetado por um câncer de próstata. Desde que escutou no rádio as últimas
palavras de seu amigo Salvador Allende, Neruda foi se apagando aos
poucos. Finalmente morreu no dia 23 desse mês fatídico.
Christian Palma - Correspondente da Carta Maior em Santiago do Chile (@chripalma)
Em 11 de setembro de 1973 o governo de Salvador Allende é derrubado
por um golpe de estado protagonizado por Augusto Pinochet, durante o
qual a casa na Isla Negra do poeta prêmio Nobel de Literatura Pablo
Neruda é saqueada e seus livros, queimados. Enquanto tudo isso ocorre, o
poeta está no hospital, afetado por um câncer de próstata, moribundo, e
pede notícias. Às vezes consegue dormir, às vezes delira. Desde que
escutou no rádio as últimas palavras de seu amigo Salvador Allende,
Neruda foi se apagando aos poucos. Finalmente morreu no dia 23 desse mês
fatídico.
“Dos desertos do salitre, das minas submarinas de carvão, das alturas
terríveis onde se faz o cobre e de onde é extraído com trabalhos
inumanos das mãos de meu povo, surgiu um movimento libertador de
magnitude grandiosa. Esse movimento levou à presidência do Chile um
homem chamado Salvador Allende, para que realizasse reformas e tomasse
medidas de justiça inadiáveis, para que nossas riquezas nacionais fossem
resgatadas das garras estrangeiras”, escreveu Pablo Neruda. A oito dias
do golpe de estado no Chile, o poeta era transportado de ambulância da
sua casa na Isla Negra, um pequeno povoado na costa da zona central,
situada a uns poucos quilômetros ao sul de Valparaíso, até a Clínica
Santa María, de Santiago.
No estado de saúde delicado em que se encontrava o poeta e ex-senador
do Partido Comunista chileno, seus pensamentos naquele dia não podiam
deixar de estar submetidos à tristeza pelo que havia ocorrido no país
que, de imediato, transformou-se numa nação onde a crueldade se vivia
nas ruas, com milhares de pessoas mortas ao longo do país.
O câncer que afetava Neruda tinha se agravado depois do golpe e a
partir da violência dos militares que também tinham invadido a casa que o
poeta tinha em Santiago.
O embaixador do México no Chile reservou uma peça de sua casa para o
poeta e político na Clínica Santa María. Na ambulância, sua mulher,
Matilde Urrutia, o acompanhou. Atrás da ambulância um fiat branco 125 o
seguia, conduzido por seu chofer, Manuel Araya.
Cinco dias depois, em 23 de setembro, Pablo Neruda morre, segundo os
médicos, devido ao seu câncer. Agora, há quase 40 anos, o motorista,
Manuel Araya, afirma que Pablo Neruda foi assassinado por agentes do
regime militar, como o assegurou, numa entrevista publicada na revista
mexicana Proceso, o que provocou uma polêmica inevitável.
No quarto estúdio em sua casa, onde há um quadro com a imagem de
Neruda e uma série de livros com suas obras, Araya, em seus 65 anos e
calvo, com cabelos grisalhos do lado, aumenta a voz para relatar sua
versão dos fatos, quando afirma que Neruda foi transportado para a
clínica não por seu estado delicado de saúde, mas para esperar um avião
que, em 24 de setembro o levaria para o México, em direção a um
autoexílio, devido à tragédia que se desencadeava nas ruas chilenas por
esses dias, contra quem fizesse parte do governo de Allende,
simpatizantes, parlamentares de governos, dirigentes sindicais e sociais
e gente dos setores mais pobres.
Araya acredita que o escritor tinha recebido sua injeção letal no
estômago. O ex-motorista assegura além disso que Matilde Urrutia não
quis dar início a ações legais, por medo de perder seus bens. “Por volta
das quatro da tarde entrou um médico na casa e lhe deu uma injeção.
Fomos arrumar nossos pertences e, quando chegamos na clínica Neruda
tinha como que uma mancha roxa no estômago. Entrei no banheiro para
lavar o rosto, quando chegou um médico e me mandou comprar um remédio”,
disse o ex-motorista.
Esta hipótese não é absurda para o senso comum de muitos chilenos,
pois o ex-presidente democrata cristão, Eduardo Frei, também morreu num
hospital, em 1982, depois de ter recebido uma injeção letal dos agentes
dos serviços de inteligência do regime militar. Mas o certo é que a
versão relatada por Araya em pouco tempo foi desvirtuada por amigos e
biógrafos de Neruda. Darío Oses, chefe da biblioteca da Fundação Neruda,
diz que o poeta morreu por motivos de saúde.
Jaime Quezada, diretor das oficinas de poesia da fundação, tampouco
dá crédito ao motorista. “Eu entreguei alguns papéis para a fundação mas
não aconteceu nada. Além de sua própria doença, Neruda estava
emocionalmente afetado e isso deve ter influído em sua morte”.
A mesma fundação, em junho passado, emitiu um comunicado público no
qual nega a tese de assassinato. “Não existe evidência alguma nem prova
de natureza alguma que indiquem que Pablo Neruda tenha sido morto por
uma causa distinta do câncer em estado avançado que o acometia”.
De todo modo, o alvoroço das declarações do ex-motorista produziu o
efeito concreto de iniciar uma investigação judicial a cargo do juiz
Mario Carroza, que acolheu a representação do Partido Comunista chileno.
Araya se mostrou satisfeito com a decisão da Justiça, pois disse que
passou “anos batendo em portas e ninguém me escutou. Sempre pensei que
morreria e esta verdade não seria revelada”.
“Estou à disposição de tudo o que venha pela frente: não tenho medo
porque tenho a verdade. Aqui não há ninguém mais que tenha a verdade,
porque eu sou o único, eu vivi os últimos dias com ele”, foi um dos
comentários de Araya aos meios de comunicação, depois que ficar sabendo
da abertura do processo judicial.
Por sua vez, o juiz Carrroza disse que o informe que o Serviço Médico
Legal do Chile a partir da análise forense dos restos de Neruda, é uma
prioridade, visto que a partir deste documento serão fixadas as próximas
diligências do caso, daí porque não se descarta pedir a exumação do
corpo que está enterrado na sua residência em Isla Negra.
“Além da investigação que está a cargo da Brigada de direitos
humanos, parece-nos necessário, e sobre isso se conversou com o Serviço
Médico Legal, estabelecer os antecedentes médicos que existiam antes do
câncer que ele tinha”, disse Carroza.
Assim, Araya não é o único dos chilenos que esperam tranquilamente as
conclusões da investigação judicial, pois o informe final dirá se
Neruda foi assassinado e, se confirmado, isso incentivará a cerimônia
pública de despedida que mereceu, por parte do povo que tanto o amou e
que ainda lê suas poesias, além de admirarem seu compromisso político e
social e de sua amizade com outro grande, como Salvador Allende.
Tradução: Katarina Peixoto
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sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Centro Cultural da Cara Vídeo convida: Debatendo a " REFORMA E REVOLUÇÃO: PROJETO POPULAR E SOCIALISMO"
Convido
os amig@s e lutadores, nessa 6ªf. o professor da UEG, grande militante
da ultima greve e membro da direção do PCB , Robson de Moraes estará na
escola de Educadores populares da RECID às 19h30min no centro Cultural
da Cara Vídeo debatendo " REFORMA E REVOLUÇÃO: PROJETO POPULAR E
SOCIALISMO"
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quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Convocação Coletivo Cultural Vianinha
É SABADO, NÃO ESQUEÇAM.
ATENÇÃO COMPANHEIROS DA CULTURA!
O partido Comunista Brasileiro (PCB) está organizando o Coletivo Cultural Vianinha, um espaço para reunir todos os companheiros que atuam no campo cultutural – pessoal da área de música, poesia, teatro, dança, artes plásticas, cinema, fotografia, grafiteiros. Queremos iniciar um grande movimento cultural em São Paulo, amplo, libertário e com condições de interferir na vida d cidade.
Temos consciência que a cultura brasileira hoje está completamente dominada pelos capitalistas – gravadoras, empresários da área do teatro, do cinema e dos outros espaços culturais. Realizam uma arte conservadora, alienante, elitista, sem nenhum compromisso com a população brasileira, especialmente população dos bairros.
Portanto, está na hora de balançar esse coreto, levantar a poeira, revolucionar o ambienbte artístico de São Paulo. Vamos construir nosso Coletivo Cultural para fazer uma guerrilha cultural nas ruas, praças, bairros, nos espaços alternativos, de forma a formar um grande movimento cultural em nossa cidade.
Portanto, estamos chamando todos os companheiros da área cultural para uma reunião onde discutiremos a formação do nosso Coletivo Cultural Vianinha, seus princípíos, sua plataforma, sua ação prática. A hora é agora, porque quem sabe faz a hora não espera acontecer, como diria o nosso querido Geral Vandré.
O sonho que se sonha só é só um sonho só, mas o sonho que se sonha junto vira realidade – Raul Seixas.
Todos à reunião de construção do Coletivo Vianinha
Dia: 14 de setembro (sábado) de 2013, às 14 horas
Local: Rua Francisca Miquelina, 94 ( Centro)
Contato: Edmilson – (11) 983491851 - a Raul e Alef (11) 31068461
ATENÇÃO COMPANHEIROS DA CULTURA!
O partido Comunista Brasileiro (PCB) está organizando o Coletivo Cultural Vianinha, um espaço para reunir todos os companheiros que atuam no campo cultutural – pessoal da área de música, poesia, teatro, dança, artes plásticas, cinema, fotografia, grafiteiros. Queremos iniciar um grande movimento cultural em São Paulo, amplo, libertário e com condições de interferir na vida d cidade.
Temos consciência que a cultura brasileira hoje está completamente dominada pelos capitalistas – gravadoras, empresários da área do teatro, do cinema e dos outros espaços culturais. Realizam uma arte conservadora, alienante, elitista, sem nenhum compromisso com a população brasileira, especialmente população dos bairros.
Portanto, está na hora de balançar esse coreto, levantar a poeira, revolucionar o ambienbte artístico de São Paulo. Vamos construir nosso Coletivo Cultural para fazer uma guerrilha cultural nas ruas, praças, bairros, nos espaços alternativos, de forma a formar um grande movimento cultural em nossa cidade.
Portanto, estamos chamando todos os companheiros da área cultural para uma reunião onde discutiremos a formação do nosso Coletivo Cultural Vianinha, seus princípíos, sua plataforma, sua ação prática. A hora é agora, porque quem sabe faz a hora não espera acontecer, como diria o nosso querido Geral Vandré.
O sonho que se sonha só é só um sonho só, mas o sonho que se sonha junto vira realidade – Raul Seixas.
Todos à reunião de construção do Coletivo Vianinha
Dia: 14 de setembro (sábado) de 2013, às 14 horas
Local: Rua Francisca Miquelina, 94 ( Centro)
Contato: Edmilson – (11) 983491851 - a Raul e Alef (11) 31068461
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sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Quem tem boca vaia Roma
Recuso-me à pisar no seu coliseu
Pois não sou cidadão e nem plebeu
Não sou um escravo-propício
E tão pouco, um patrício
Não sou bárbaro, nem gladiador
Para viver do seu favor...
Na arquibancada ou nos arcos, eu não estou!
Nem na tribuna de honra de um ditador...
Não decido quem vive ou quem morre
E sequer falo Latim, acho um porre!
Não sou um jantar cristão
Tão pouco um bestial Leão...
Não uso Toga nem Pálio
Tão pouco, sou um cativo trácio
Me recuso a pagar o seu pedágio...
E a empunhar: uma rede, um tridente ou um gladio!
Me abstenho até de queimar Roma...
Não gosto de Nero, nem de sua pompa!
Mas gosto da arquitetura...
Odeio a sua usura!
Não gosto de certos romanos!
Acho-os corruptíveis e profanos...
Não sou nem um pouco pagão...
Não acredito em Martes, nem em Plutão!
Me recuso a receber o seu pão!
Nem estou desesperado ou aflito...
Ao ponto de participar desse circo!
(Felipe Lustosa)
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quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Estradas e Bandeiras
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Sydney Moura
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Amarrados Pelas Classes
Estamos presos as amarras
Que nos separam pelo ter
Mediante ao poder
Dos colarinhos com gravatas
Castigados pela ilusão
Que o privado também é nosso;
Ofuscados pela exploração
Acreditamos: “tudo posso!”
O espectro que rondava
E que ontem ainda mais valia
Absolutamente nada
Para os braços que trabalhavam
Mas continua a se reproduzir...
Que nos livremos da alucinação
Da livre escolha de consumir
Pelas amarras que nos prendem
As nossas classes de possibilidades. Patrício Freitas
Graduando em Ciências Sociais
Coordenação Nacional da ANECS
Secretario de Articulação e Mobilização do Movimento Estudantil (CACIS-UNEB)
Universidade do Estado da Bahia - UNEB
Tel: (71) 9131-9001 (71) 8669-0130
UJC- Bahia
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terça-feira, 3 de setembro de 2013
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Agora é o barato do Obama
Agora é o barato do Obama
dizer que desbaratou Osama.
Barack de araque,
não saiu do Iraque.
Não agradou nem gregos, nem republicanos,
nem fechou Guantánamo.
Desagradou democratas e troianos.
Entra ano sai ano o mesmo desengano,
sem-graça a piada:
a saúde pública continua privada.
Gilson Ribeiro, 03 de maio de 2011.
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quinta-feira, 29 de agosto de 2013
ELES VEM
Eles vem
Queiram vocês ou não
Mesmo que vocês os maltratem
E embora fosse justo que recusassem
Eles vem
Vem porque é pra isso que foram formados
Para ajudar os maltrapilhos, os desgraçados
Não se incomodem ou se envaideçam
Porque eles não vem por vocês
Mas pelos que deixastes de lado
Eles não vem para tomar os seus lugares
Porque para onde eles vão
Vocês nunca iriam
Eles vem pelos que necessitam
Pelos que sofrem, pelos que morrem
Eles vem para curar os que vocês fizeram
Ainda mais doentes
Ao sentar atrás de computadores
Para prescrever o desespero em receitas frias
Em palavras tão difíceis de entender
Quanto a indiferença que emana
dos seus corações remunerados
Eles vem para operar o corpo dos pacientes
E não o bolso dos clientes
Vem para sanar-lhes as dores
E não para imputar-lhes outras
Quando esses não conseguem pagar
pelo seu imenso desprezo
Eles vem tocar as pessoas mais por dentro que por fora
Dando-lhes o carinho que os seus longos anos de estudo
E seus títulos de doutores não te ensinaram a oferecer
Eles vem pra mostrar que o amor é essencial a todos nós
Mas imprescindível aos que adoecem
Realmente é difícil de entender
Nós, acostumados a exportar soldados
Em troca recebermos médicos
Mas é que a guerra deles é contra a morte
E não contra a vida
Talvez um dia vocês mereçam que eles venham
Também por vocês
Mas, até lá, eles continuarão vindo
Porque tem muita gente que não pode esperar
Que vocês abandonem essa arrogância,
Esse descaso, essa hipocrisia
E percebam quem aqui são os médicos
E quem ainda são os aprendizes de ser humano
(William Alexandre)
- Dedicado a Lara Sartorio, e a todas os comunistas -
Queiram vocês ou não
Mesmo que vocês os maltratem
E embora fosse justo que recusassem
Eles vem
Vem porque é pra isso que foram formados
Para ajudar os maltrapilhos, os desgraçados
Não se incomodem ou se envaideçam
Porque eles não vem por vocês
Mas pelos que deixastes de lado
Eles não vem para tomar os seus lugares
Porque para onde eles vão
Vocês nunca iriam
Eles vem pelos que necessitam
Pelos que sofrem, pelos que morrem
Eles vem para curar os que vocês fizeram
Ainda mais doentes
Ao sentar atrás de computadores
Para prescrever o desespero em receitas frias
Em palavras tão difíceis de entender
Quanto a indiferença que emana
dos seus corações remunerados
Eles vem para operar o corpo dos pacientes
E não o bolso dos clientes
Vem para sanar-lhes as dores
E não para imputar-lhes outras
Quando esses não conseguem pagar
pelo seu imenso desprezo
Eles vem tocar as pessoas mais por dentro que por fora
Dando-lhes o carinho que os seus longos anos de estudo
E seus títulos de doutores não te ensinaram a oferecer
Eles vem pra mostrar que o amor é essencial a todos nós
Mas imprescindível aos que adoecem
Realmente é difícil de entender
Nós, acostumados a exportar soldados
Em troca recebermos médicos
Mas é que a guerra deles é contra a morte
E não contra a vida
Talvez um dia vocês mereçam que eles venham
Também por vocês
Mas, até lá, eles continuarão vindo
Porque tem muita gente que não pode esperar
Que vocês abandonem essa arrogância,
Esse descaso, essa hipocrisia
E percebam quem aqui são os médicos
E quem ainda são os aprendizes de ser humano
(William Alexandre)
- Dedicado a Lara Sartorio, e a todas os comunistas -
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segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Luta ou fuga?
Aos companheiros das jornadas de junho
O cérebro humano primitivo
espreita, escuta, pressente:
o ruído, o silêncio, o perigo.
Tensão, pupilas, pulmão.
Atenção…
Adrenalina, músculos, ação… ou não:
mordida, ferida, contusão.
Lutar ou fugir?
Eis a questão!
Hamlet com uma caveira na mão
sobre a cova de um causídico
indaga ser justa ou delírio,
a raiva que move sua mão.
Fugir ou lutar?
Ousar ou fingir.
Outra face… perdoar?
Sonhar, voltar a dormir?
Viver, acordar!
Para a rua… protestar!
Fogueiras, vinagre, bandeiras,
negras ou vermelhas,
Nenhum passo atrás!
Lutar!
Mauro Iasi
O cérebro humano primitivo
espreita, escuta, pressente:
o ruído, o silêncio, o perigo.
Tensão, pupilas, pulmão.
Atenção…
Adrenalina, músculos, ação… ou não:
mordida, ferida, contusão.
Lutar ou fugir?
Eis a questão!
Hamlet com uma caveira na mão
sobre a cova de um causídico
indaga ser justa ou delírio,
a raiva que move sua mão.
Fugir ou lutar?
Ousar ou fingir.
Outra face… perdoar?
Sonhar, voltar a dormir?
Viver, acordar!
Para a rua… protestar!
Fogueiras, vinagre, bandeiras,
negras ou vermelhas,
Nenhum passo atrás!
Lutar!
Mauro Iasi
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quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Exibição do filme "João Sem Medo"
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terça-feira, 20 de agosto de 2013
LATUFF É MEU AMIGO, MEXEU COM ELE, MEXEU COMIGO!
(Ivan Pinheiro)
Carlos Latuff está entre aqueles que lutam contra a opressão do capital e por uma sociedade justa e fraterna. Antes de tudo, é um humanista, internacionalista e revolucionário, que sofre as dores dos oprimidos, seja onde for.
Militante corajoso, independente, coloca sua arte, sempre inteligente e radical (no bom sentido da palavra), a serviço da esquerda de todo o mundo e da humanidade. Uma charge de Latuff vale mais que muitos manifestos, fala por si, emociona.
Mais uma vez, Latuff está ameaçado de morte.
Justamente indignado com a violência policial, fez, em suas próprias palavras, uma “provocação” em torno do assassinato de um casal de PMs paulistas.
Por mais que a emoção o tenha levado a exagerar o tom da “provocação”, temos a obrigação política e moral, os revolucionários e progressistas, de lhe prestar solidariedade e blindá-lo diante das ameaças de que tem sido vítima, por parte de fascistas que tentam se aproveitar de um momento de compreensível destempero verbal do nosso Latuff.
É bom que saibam os que o ameaçam do carinho que lhe devotam um incalculável número de pessoas e organizações políticas e sociais no mundo todo.
E que depois do “Cadê o Amarildo?”, os matadores, com ou sem farda, de carreira ou de aluguel, vão ter que pensar muito antes de assassinar covardemente um ser humano, seja ele um pedreiro ou um artista. Não mais os deixaremos em paz, a cada covardia.
Com nossa solidariedade, sabemos onde estará por muitos anos o jovem Latuff: numa prancheta, com sua pena implacável contra as opressões e em nossas manifestações contra elas, com a alegria dos que lutam por uma sociedade onde todos nos possamos chamar de companheiros.
* Ivan Pinheiro é militante comunista (PCB-RJ)
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repressão
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Wagner Moura vai estrear como diretor em filme sobre Carlos Marighella
Marighella
Wagner Moura fará sua estreia como diretor em um filme sobre Carlos Marighella, ex-deputado, poeta e guerrilheiro baiano morto por agentes do regime militar em 1969.
O anúncio foi feito por Mário Magalhães, jornalista responsável por Marighella - O Guerrilheiro Que Incendiou o Mundo, livro que servirá de base para o roteiro do filme.
A produção é da O2 Filmes, do diretor Fernando Meirelles, e contará com o apoio da atriz Maria Marighella, neta do líder comunista.
O projeto será anunciado oficialmente nesta quarta, no Rio de Janeiro.
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Wagner Moura
terça-feira, 13 de agosto de 2013
GIGANTE – PARTE III
Ninguém tem certeza do que o motivou. Talvez a constatação de que aquele campo de estacas que delimitava seu território era pura ilusão; talvez a fragancia remota de alguma fêmea, do outro lado do atlântico (vai saber ao certo como e em que condições funciona o olfato dessa espécie). O fato é que, já com o sol transformando o azul do céu em laranja arrebol, Ali se posicionou como fundista em dia de prova e arrancou seu enorme corpo do espaço que lhe era destinado, ao mesmo tempo em que emitia urros colossais pelo enorme tubo à frente de sua boca, como se os sons de uma centena de trombetas fossem emitidos em uníssono.
Houve correria e desespero. Já muitas crianças, juntamente com seus acompanhantes, se movimentavam para adentrar a lona e participar da matinê. Por outro lado, as menos favorecidas pela sociedade, que não dispunham de permissão para a entrada, aglomeravam-se em torno do cerro de estacas, destinadas a empalar o pobre paquiderme caso este decidisse se rebelar contra o cárcere sutil e desonesto. Mas Ali as enfrentou; e foram empurradas cada uma das estacas que se contrapunham à sua trajetória, de modo a adormecerem no solo na posição horizontal, levantando buracos de terra com suas bases, quase como se houvesse um planejamento prévio daquele ato, com a solução imediata de todas as equações envolvidas.
Os adultos começaram a se agitar e correr à frente de suas crias, de modo egoísta. As crianças, por outro lado, não sabe-se ao certo se por encantamento ou pela intrepidez temerária da idade, permaneceram ali, de queixo caído, admirando o elefante. Não poucas dentre elas ousaram aproximar-se mais... em certo momento a impressão foi que uma delas, a mais magricela e amarrotada de todas, atreveu-se a tocar a couraça do colosso enquanto este ainda estava prestes a transpor o último obstáculo.
Instante de silêncio não combinado, o som audível foi da estaca sendo subjugada e rompendo-se, e da terra vermelha que, retirada do repouso pela alavanca, voltou ao repouso no solo. “Dai-me uma alavanca e um ponto de apoio, e serei capaz de mover a terra.”
O gigante parou após a última linha de estacas, permanecendo imóvel por alguns poucos (porém, intermináveis) segundos, girou a cabeça nos dois sentidos possíveis, de modo a abanar as enormes orelhas, soltou mais um urro ensurdecedor e partiu em disparada rumo a uma vistosa coluna de folhagens logo à frente, como se acabasse de avistar uma mesa posta em um banquete.
As crianças em volta, num raro momento de lucidez coletiva, abriram espaço para Ali, e saíram gritando em algazarra febril – hora imitando os urros do gigante liberto, hora criando seus próprios urros.
Ao chegar na linha de vegetação, o gigante parou mais uma vez, e com a tromba em riste, apontando para todos os lados, contraindo e expandindo a parte interna, passou a aproximar-se lentamente de uma enorme árvore de fruta-pão.
A meninada curiosa ainda não percebia a silhueta da senhora, que por trás do tronco da árvore, desbastava ervas daninhas ao redor... Mas o olfato do paquiderme foi capaz de localizá-la... Num movimento ao mesmo tempo abrupto e delicado, a tromba foi envolta no corpo da senhora, o suspendeu no ar, e o pôs frente ao animal. As crianças prenderam a respiração por um longo instante, aguardando a tragédia. Mulher e paquiderme apenas miravam uma ao fundo dos olhos do outro, e vice-versa. Nenhum som, nem de agitação, nem de dor, nem de desespero... Apenas olhares trocados, e a espera pelo inevitável. O animal abriu e fechou os olhos exatamente três vezes. Depois começou o processo inverso, baixando o corpo da senhora para a posição precisa em que esta se encontrava, sem protesto algum da parte dela... Ao baixá-la completamente, manteve a tromba por um breve momento colada em sua face.
Sou capaz de jurar em nome de minha mãe que aquele foi um beijo de adeus...
Fábio Henrique de Carvalho
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segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Camaradas Raimundo, Samuel e Miguel, presentes!
Porque a cor do sangue jamais se esquece.
Os massacrados serão vingados vestidos de verde oliva.
Politicamente vivos, não estão mortos,
não estão mortos,
não estão mortos.
Camaradas sua morte será vingada!
E quem a vingará?...
O povo organizado?
E como?...
Lutando.
Então, luta,
luta,
luta,
não deixe de lutar por um governo operário,
campesino e
popular!
Os massacrados serão vingados vestidos de verde oliva.
Politicamente vivos, não estão mortos,
não estão mortos,
não estão mortos.
Camaradas sua morte será vingada!
E quem a vingará?...
O povo organizado?
E como?...
Lutando.
Então, luta,
luta,
luta,
não deixe de lutar por um governo operário,
campesino e
popular!
A União da Juventude Comunista (UJC) vem expressar nossa revolta e
intensa dor com o assassinato de três camaradas do Partido Comunista do
México (PCM), Raymundo Velásquez, Samuel Vargas e Miguel N.
Nesse momento de indignação e angústia, prestamos nossa
incondicional solidariedade aos militantes do PCM e da Liga da Juventude
Comunista (LJC), à família e aos amigos dos camaradas assassinados pelo
ódio das classes dominantes; por esse triste ocorrido enviamos nossas
mais sinceras condolências.
Camaradas, nós da UJC transmitimos aos comunistas mexicanos um abraço
forte, combativo e fraterno nesse difícil e duro momento e colocamos
toda a nossa militância e estrutura a serviço da divulgação nacional e
internacional desse brutal sucedido.
Estamos seguros que a dor desse momento se transformará em mais
organização, coragem e luta para seguir enfrentando a violência e terror
que a burguesia e seu estado utilizam para intimidar e mutilar a classe
trabalhadora, caminhando no sentido de criar o poder popular, a mais
importante fortaleza que os oprimidos podem construir para sua
autodefesa e fortalecimento do projeto emancipatório dos trabalhadores. O
exemplo dos camaradas Raymundo, Samuel e Miguel se somará aos inúmeros
heróis e mártires de nossos povos e jamais serão esquecidos pelas novas
gerações de revolucionárias e revolucionários.
Ainda que o momento seja de raiva e sofrimento estamos seguros que a
perseverante militância do PCM e da LJC sairá ainda mais forte, unida e
convicta para seguir construindo a única possibilidade histórica para
acabar com a violência, a opressão e a exploração: a revolução
socialista e o fim da sociedade de classes.
Camaradas Raymundo, Samuel e Miguel: Presentes, hoje e sempre!
Viva a luta do povo trabalhador mexicano!
Viva o PCM e a LJC!
Secretaria de Relações Internacionais da UJC – Coordenação Nacional
07 de agosto de 2013.
http://ujc.org.br/ujc/?p=849
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Samuel e Miguel
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
poema no assassinato de um trabalhador
a Ricardo Ferreira Gama
1.
pouco nos falamos
enquanto limpavas
o chão em que eu
pisava
enquanto puxavas com o rodo
a água da chuva sob a chuva
enquanto punhas em ordem
as cadeiras
as carteiras
os carpetes
para eu passar
mas foste tu quem passou
2.
pouco nos falamos
bom dia boa tarde
oi até mais
obrigado disponha
etc etc
no dia em que tivemos assunto
ele era tu
e logo
o assunto morreu
3.
talvez faças pouca falta
as cadeiras
as carteiras
os carpetes
seguirão arrumados
e além do mais
teu trabalho não gerava
mais valia
talvez em muitos
tua morte não produzirá saudade
(há quem não note a mão
que produz o produto
até que ele falhe ou falte
e teu trabalho
persistirá a ti)
4.
infelizmente não creio em
vida após a morte
mas crê
haverá luta na tua morte
para que mude o estado das coisas
para que chegue o dia
em que o estado não mate
ao contrário
morra
e aí
tu não serás morto
(nunca mais)
1.
pouco nos falamos
enquanto limpavas
o chão em que eu
pisava
enquanto puxavas com o rodo
a água da chuva sob a chuva
enquanto punhas em ordem
as cadeiras
as carteiras
os carpetes
para eu passar
mas foste tu quem passou
2.
pouco nos falamos
bom dia boa tarde
oi até mais
obrigado disponha
etc etc
no dia em que tivemos assunto
ele era tu
e logo
o assunto morreu
3.
talvez faças pouca falta
as cadeiras
as carteiras
os carpetes
seguirão arrumados
e além do mais
teu trabalho não gerava
mais valia
talvez em muitos
tua morte não produzirá saudade
(há quem não note a mão
que produz o produto
até que ele falhe ou falte
e teu trabalho
persistirá a ti)
4.
infelizmente não creio em
vida após a morte
mas crê
haverá luta na tua morte
para que mude o estado das coisas
para que chegue o dia
em que o estado não mate
ao contrário
morra
e aí
tu não serás morto
(nunca mais)
por Maurício de Oliveira Filho
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