Aos companheiros das jornadas de junho
O cérebro humano primitivo
espreita, escuta, pressente:
o ruído, o silêncio, o perigo.
Tensão, pupilas, pulmão.
Atenção…
Adrenalina, músculos, ação… ou não:
mordida, ferida, contusão.
Lutar ou fugir?
Eis a questão!
Hamlet com uma caveira na mão
sobre a cova de um causídico
indaga ser justa ou delírio,
a raiva que move sua mão.
Fugir ou lutar?
Ousar ou fingir.
Outra face… perdoar?
Sonhar, voltar a dormir?
Viver, acordar!
Para a rua… protestar!
Fogueiras, vinagre, bandeiras,
negras ou vermelhas,
Nenhum passo atrás!
Lutar!
Mauro Iasi
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Exibição do filme "João Sem Medo"
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João Saldanha
terça-feira, 20 de agosto de 2013
LATUFF É MEU AMIGO, MEXEU COM ELE, MEXEU COMIGO!
(Ivan Pinheiro)
Carlos Latuff está entre aqueles que lutam contra a opressão do capital e por uma sociedade justa e fraterna. Antes de tudo, é um humanista, internacionalista e revolucionário, que sofre as dores dos oprimidos, seja onde for.
Militante corajoso, independente, coloca sua arte, sempre inteligente e radical (no bom sentido da palavra), a serviço da esquerda de todo o mundo e da humanidade. Uma charge de Latuff vale mais que muitos manifestos, fala por si, emociona.
Mais uma vez, Latuff está ameaçado de morte.
Justamente indignado com a violência policial, fez, em suas próprias palavras, uma “provocação” em torno do assassinato de um casal de PMs paulistas.
Por mais que a emoção o tenha levado a exagerar o tom da “provocação”, temos a obrigação política e moral, os revolucionários e progressistas, de lhe prestar solidariedade e blindá-lo diante das ameaças de que tem sido vítima, por parte de fascistas que tentam se aproveitar de um momento de compreensível destempero verbal do nosso Latuff.
É bom que saibam os que o ameaçam do carinho que lhe devotam um incalculável número de pessoas e organizações políticas e sociais no mundo todo.
E que depois do “Cadê o Amarildo?”, os matadores, com ou sem farda, de carreira ou de aluguel, vão ter que pensar muito antes de assassinar covardemente um ser humano, seja ele um pedreiro ou um artista. Não mais os deixaremos em paz, a cada covardia.
Com nossa solidariedade, sabemos onde estará por muitos anos o jovem Latuff: numa prancheta, com sua pena implacável contra as opressões e em nossas manifestações contra elas, com a alegria dos que lutam por uma sociedade onde todos nos possamos chamar de companheiros.
* Ivan Pinheiro é militante comunista (PCB-RJ)
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quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Wagner Moura vai estrear como diretor em filme sobre Carlos Marighella
Marighella
Wagner Moura fará sua estreia como diretor em um filme sobre Carlos Marighella, ex-deputado, poeta e guerrilheiro baiano morto por agentes do regime militar em 1969.
O anúncio foi feito por Mário Magalhães, jornalista responsável por Marighella - O Guerrilheiro Que Incendiou o Mundo, livro que servirá de base para o roteiro do filme.
A produção é da O2 Filmes, do diretor Fernando Meirelles, e contará com o apoio da atriz Maria Marighella, neta do líder comunista.
O projeto será anunciado oficialmente nesta quarta, no Rio de Janeiro.
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terça-feira, 13 de agosto de 2013
GIGANTE – PARTE III
Ninguém tem certeza do que o motivou. Talvez a constatação de que aquele campo de estacas que delimitava seu território era pura ilusão; talvez a fragancia remota de alguma fêmea, do outro lado do atlântico (vai saber ao certo como e em que condições funciona o olfato dessa espécie). O fato é que, já com o sol transformando o azul do céu em laranja arrebol, Ali se posicionou como fundista em dia de prova e arrancou seu enorme corpo do espaço que lhe era destinado, ao mesmo tempo em que emitia urros colossais pelo enorme tubo à frente de sua boca, como se os sons de uma centena de trombetas fossem emitidos em uníssono.
Houve correria e desespero. Já muitas crianças, juntamente com seus acompanhantes, se movimentavam para adentrar a lona e participar da matinê. Por outro lado, as menos favorecidas pela sociedade, que não dispunham de permissão para a entrada, aglomeravam-se em torno do cerro de estacas, destinadas a empalar o pobre paquiderme caso este decidisse se rebelar contra o cárcere sutil e desonesto. Mas Ali as enfrentou; e foram empurradas cada uma das estacas que se contrapunham à sua trajetória, de modo a adormecerem no solo na posição horizontal, levantando buracos de terra com suas bases, quase como se houvesse um planejamento prévio daquele ato, com a solução imediata de todas as equações envolvidas.
Os adultos começaram a se agitar e correr à frente de suas crias, de modo egoísta. As crianças, por outro lado, não sabe-se ao certo se por encantamento ou pela intrepidez temerária da idade, permaneceram ali, de queixo caído, admirando o elefante. Não poucas dentre elas ousaram aproximar-se mais... em certo momento a impressão foi que uma delas, a mais magricela e amarrotada de todas, atreveu-se a tocar a couraça do colosso enquanto este ainda estava prestes a transpor o último obstáculo.
Instante de silêncio não combinado, o som audível foi da estaca sendo subjugada e rompendo-se, e da terra vermelha que, retirada do repouso pela alavanca, voltou ao repouso no solo. “Dai-me uma alavanca e um ponto de apoio, e serei capaz de mover a terra.”
O gigante parou após a última linha de estacas, permanecendo imóvel por alguns poucos (porém, intermináveis) segundos, girou a cabeça nos dois sentidos possíveis, de modo a abanar as enormes orelhas, soltou mais um urro ensurdecedor e partiu em disparada rumo a uma vistosa coluna de folhagens logo à frente, como se acabasse de avistar uma mesa posta em um banquete.
As crianças em volta, num raro momento de lucidez coletiva, abriram espaço para Ali, e saíram gritando em algazarra febril – hora imitando os urros do gigante liberto, hora criando seus próprios urros.
Ao chegar na linha de vegetação, o gigante parou mais uma vez, e com a tromba em riste, apontando para todos os lados, contraindo e expandindo a parte interna, passou a aproximar-se lentamente de uma enorme árvore de fruta-pão.
A meninada curiosa ainda não percebia a silhueta da senhora, que por trás do tronco da árvore, desbastava ervas daninhas ao redor... Mas o olfato do paquiderme foi capaz de localizá-la... Num movimento ao mesmo tempo abrupto e delicado, a tromba foi envolta no corpo da senhora, o suspendeu no ar, e o pôs frente ao animal. As crianças prenderam a respiração por um longo instante, aguardando a tragédia. Mulher e paquiderme apenas miravam uma ao fundo dos olhos do outro, e vice-versa. Nenhum som, nem de agitação, nem de dor, nem de desespero... Apenas olhares trocados, e a espera pelo inevitável. O animal abriu e fechou os olhos exatamente três vezes. Depois começou o processo inverso, baixando o corpo da senhora para a posição precisa em que esta se encontrava, sem protesto algum da parte dela... Ao baixá-la completamente, manteve a tromba por um breve momento colada em sua face.
Sou capaz de jurar em nome de minha mãe que aquele foi um beijo de adeus...
Fábio Henrique de Carvalho
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segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Camaradas Raimundo, Samuel e Miguel, presentes!
Porque a cor do sangue jamais se esquece.
Os massacrados serão vingados vestidos de verde oliva.
Politicamente vivos, não estão mortos,
não estão mortos,
não estão mortos.
Camaradas sua morte será vingada!
E quem a vingará?...
O povo organizado?
E como?...
Lutando.
Então, luta,
luta,
luta,
não deixe de lutar por um governo operário,
campesino e
popular!
Os massacrados serão vingados vestidos de verde oliva.
Politicamente vivos, não estão mortos,
não estão mortos,
não estão mortos.
Camaradas sua morte será vingada!
E quem a vingará?...
O povo organizado?
E como?...
Lutando.
Então, luta,
luta,
luta,
não deixe de lutar por um governo operário,
campesino e
popular!
A União da Juventude Comunista (UJC) vem expressar nossa revolta e
intensa dor com o assassinato de três camaradas do Partido Comunista do
México (PCM), Raymundo Velásquez, Samuel Vargas e Miguel N.
Nesse momento de indignação e angústia, prestamos nossa
incondicional solidariedade aos militantes do PCM e da Liga da Juventude
Comunista (LJC), à família e aos amigos dos camaradas assassinados pelo
ódio das classes dominantes; por esse triste ocorrido enviamos nossas
mais sinceras condolências.
Camaradas, nós da UJC transmitimos aos comunistas mexicanos um abraço
forte, combativo e fraterno nesse difícil e duro momento e colocamos
toda a nossa militância e estrutura a serviço da divulgação nacional e
internacional desse brutal sucedido.
Estamos seguros que a dor desse momento se transformará em mais
organização, coragem e luta para seguir enfrentando a violência e terror
que a burguesia e seu estado utilizam para intimidar e mutilar a classe
trabalhadora, caminhando no sentido de criar o poder popular, a mais
importante fortaleza que os oprimidos podem construir para sua
autodefesa e fortalecimento do projeto emancipatório dos trabalhadores. O
exemplo dos camaradas Raymundo, Samuel e Miguel se somará aos inúmeros
heróis e mártires de nossos povos e jamais serão esquecidos pelas novas
gerações de revolucionárias e revolucionários.
Ainda que o momento seja de raiva e sofrimento estamos seguros que a
perseverante militância do PCM e da LJC sairá ainda mais forte, unida e
convicta para seguir construindo a única possibilidade histórica para
acabar com a violência, a opressão e a exploração: a revolução
socialista e o fim da sociedade de classes.
Camaradas Raymundo, Samuel e Miguel: Presentes, hoje e sempre!
Viva a luta do povo trabalhador mexicano!
Viva o PCM e a LJC!
Secretaria de Relações Internacionais da UJC – Coordenação Nacional
07 de agosto de 2013.
http://ujc.org.br/ujc/?p=849
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Samuel e Miguel
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
poema no assassinato de um trabalhador
a Ricardo Ferreira Gama
1.
pouco nos falamos
enquanto limpavas
o chão em que eu
pisava
enquanto puxavas com o rodo
a água da chuva sob a chuva
enquanto punhas em ordem
as cadeiras
as carteiras
os carpetes
para eu passar
mas foste tu quem passou
2.
pouco nos falamos
bom dia boa tarde
oi até mais
obrigado disponha
etc etc
no dia em que tivemos assunto
ele era tu
e logo
o assunto morreu
3.
talvez faças pouca falta
as cadeiras
as carteiras
os carpetes
seguirão arrumados
e além do mais
teu trabalho não gerava
mais valia
talvez em muitos
tua morte não produzirá saudade
(há quem não note a mão
que produz o produto
até que ele falhe ou falte
e teu trabalho
persistirá a ti)
4.
infelizmente não creio em
vida após a morte
mas crê
haverá luta na tua morte
para que mude o estado das coisas
para que chegue o dia
em que o estado não mate
ao contrário
morra
e aí
tu não serás morto
(nunca mais)
1.
pouco nos falamos
enquanto limpavas
o chão em que eu
pisava
enquanto puxavas com o rodo
a água da chuva sob a chuva
enquanto punhas em ordem
as cadeiras
as carteiras
os carpetes
para eu passar
mas foste tu quem passou
2.
pouco nos falamos
bom dia boa tarde
oi até mais
obrigado disponha
etc etc
no dia em que tivemos assunto
ele era tu
e logo
o assunto morreu
3.
talvez faças pouca falta
as cadeiras
as carteiras
os carpetes
seguirão arrumados
e além do mais
teu trabalho não gerava
mais valia
talvez em muitos
tua morte não produzirá saudade
(há quem não note a mão
que produz o produto
até que ele falhe ou falte
e teu trabalho
persistirá a ti)
4.
infelizmente não creio em
vida após a morte
mas crê
haverá luta na tua morte
para que mude o estado das coisas
para que chegue o dia
em que o estado não mate
ao contrário
morra
e aí
tu não serás morto
(nunca mais)
por Maurício de Oliveira Filho
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terça-feira, 6 de agosto de 2013
DOCUMENTÁRIO Os Direitos Humanos em Cuba. Fatos, Não Palavras! (Legendado)
Documentário que faz um Raio-X da democracia e do sistema político de
representação popular de Cuba. Através dele é possível conhecer o
processo eleitoral cubano e os meios de intervenção do povo nos rumos
sócio-econômicos da nação. Liberdade de expressão e batalha de idéias
são conceitos discutidos por populares, intelectuais, artistas e líderes
políticos do país. O sistema prisional e de seguridade social também
são investigados e vistos de perto. Trata-se de um filme que presta um
grande serviço a favor da disseminação do que ocorre, verdadeiramente,
em Cuba. Rompendo o bloqueio midiático orquestrado pelos EUA --
interessados na falência e na maculação de uma Revolução que trouxe
diversas benesses a um povo vítima de mais de 400 anos de exploração e
subdesenvolvimento -- o documentário joga uma luz muito forte em cima de
questões que pontuam, sistematicamente, as críticas (feitas pela
imprensa alienada ou muito bem "remunerada") em direção à ilha
caribenha.
Fatos, não palavras! Os direitos humanos em Cuba
(Hechos, no palabras. Los derechos humanos en Cuba)
Gênero: Documentário
Diretor: Carolina Silvestre
Duração: 93 minutos
Ano de Lançamento: 2007
País de Origem: Argentina - Idioma do Áudio: Espanhol
Fatos, não palavras! Os direitos humanos em Cuba
(Hechos, no palabras. Los derechos humanos en Cuba)
Gênero: Documentário
Diretor: Carolina Silvestre
Duração: 93 minutos
Ano de Lançamento: 2007
País de Origem: Argentina - Idioma do Áudio: Espanhol
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quinta-feira, 1 de agosto de 2013
COM VANDALISMO * documentário completo
"SEM VANDALISMO!" repetiam gritando parte dos manifestantes que ocuparam
as ruas de Fortaleza. Mas na multidão das manifestações, que explodiram
no Brasil em junho de 2013, outros grupos empregaram métodos mais
diretos. Tachados de "vândalos", foram criminalizados por parte da
grande mídia, antes mesmo de serem ouvidos. Este documentário vai à
"linha de frente" para registrar os confrontos e entrevistar os
manifestantes para mostrar as motivações dos atos de desobediência
civil.
Documentário - 70min - junho de 2013 - COPYLEFT
Nigéria - www.facebook.com/nigeriafilmes
e-mail: contatonigeria@gmail.com
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terça-feira, 23 de julho de 2013
Cuba: Se inaugura muestra fotográfica "En el Corazón del pueblo" dedicada al Comandante Chávez
Momentos inolvidables que el pueblo cubano compartió con el Presidente
Comandante venezolano Hugo Rafael Chávez Frías, su mejor amigo, componen
la muestra En el Corazón del pueblo, del reconocido fotorreportero Raúl
Abreu, que se inaugurará en el Museo de la Revolución, a las tres de la
tarde, este 23 de julio.
La exposición dedicada al aniversario 59 del natalicio del líder bolivariano —compuesta por 19 instantáneas de gran formato impresa en vinilo—, nos trae a este hombre excepcional, nacido el 28 de julio de 1954 en Sabaneta de Barinas, con esa gran sonrisa que niega su partida, el 5 de marzo de 2013.
El lente de Raúl Abreu —quien es fotorreportero del semanario Opciones de la editora Juventud Rebelde— captó, para la posteridad, la amistad y el cariño del dirigente bolivariano y del Comandante en Jefe de la Revolución cubana en dos fotos memorables. La primera, emblemática, inmortaliza un abrazo de los líderes donde se entremezclan las banderas de Cuba y Venezuela y la mano de Chávez, sobre el pecho de Fidel, parece reafirmar el cariño de estos hombres que marcan el vuelo de la historia de América.
La segunda revela el afecto y la alegría de Fidel y de Chávez en aquel memorable encuentro de béisbol entre Cuba y Venezuela.
También son varias las fotos de Raúl Abreu que evidencian la hermandad del «arañero» de Sabaneta de Barinas con nuestro general-presidente Raúl Castro Ruz. Especialmente, se destacan en la muestra las imágenes del encuentro entre Chávez y el pueblo santiaguero, ocurrido el 22 de diciembre del 2007, cuando ambos recorrieron las calles de Santiago de Cuba y un mar de pueblo desbordó de regocijo los espacios de la urbe para recibir al impulsor de la unidad latinoamericana.
Fonte: http://www.aporrea.org/internacionales/n233211.html
segunda-feira, 22 de julho de 2013
PCV reivindica a imediata repatriação de Ilich Ramírez e asilo político a Julián Conrado
O Biró Político do Partido Comunista da Venezuela
reivindicou hoje, junto ao Governo Nacional e ao presidente Nicolás
Maduro, iniciar de imediato as gestões necessárias para o processo de
Repatriação do combatente venezuelano Ilich Ramírez, preso na França, e a
imediata libertação e asilo ao combatente revolucionário Julián
Conrado, preso na Venezuela.
Assim manifestou-se Oscar Figuera, ao avaliar como “muito positivo” o
início da jornada de solidariedade com os dois combatentes
revolucionários impulsionada pelo PCV e os movimentos sociais
revolucionários da Venezuela.
“Onde o Comitê Regional de Caracas, o Comité de Solidariedade
Internacional (COSI), o Departamento de Política Internacional do
Partido Comunista e importantes setores do Bloco Popular Revolucionário,
se integraram em um esforço para demandar do governo venezuelano, ações
imediatas em função de lograr a repatriação de Ilich Ramírez Sánchez e a
Liberdade e Asilo para o combatente revolucionário colombiano, Julián
Conrado”, destacou o dirigente comunista.
Para o PCV é uma incongruência do governo, outorgar o asilo ao
ex-agente da CIA, Edward Snowden e não fazer nada com estes dois
combatentes revolucionários.
“Mais ainda agora, quando o governo venezuelano assumiu uma conduta
correta e consequente com esta instituição que é o direito de asilo ao
oferecer o território venezuelano para que Edward Snowden venha para a
Venezuela. Porém, se oferecem a este senhor que cumpriu um papel de
agente da Cia, nos parece que é incongruente que mantenhamos em prisão
um combatente revolucionário como Julián Conrado”, expressou Figuera.
O PCV chamou o povo venezuelano, os movimentos populares e as
organizações políticas comprometidas com as transformações profundas da
sociedade venezuelana, para que façam parte desta campanha nacional em
solidariedade com Ilich Ramírez Sánchez e Julián Conrado.
Tradução: PCB Partido Comunista Brasileiro
quarta-feira, 17 de julho de 2013
documentário "Fidel: revelações sobre o Che".
O Cine ABI, em parceria com o Cineclube da Casa da América Latina, exibe nesta quinta-feira, às 18H30, o documentário "Fidel: revelações sobre o Che". Será na ABI: Rua Araújo Porto Alegre, 71 - 7° andar
Centro (próx. ao metrô Cinelândia)
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=389629647810482&set=a.115637111876405.15225.100002903506653&type=1&theater
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terça-feira, 16 de julho de 2013
Toda solidariedade ao camarada José Cristian Góes
O Partido Comunista Brasileiro (PCB) torna pública sua total e
irrestrita solidariedade ao camarada José Cristian Góes, jornalista que
foi absurdamente condenado pela justiça estadual de Sergipe a 07 meses e
16 dias de prisão. Seu "crime"? Escrever uma crônica ficcional.
Tal condenação ultrapassa todos os limites do absurdo, sendo
gravíssima afronta ao exercício constitucional à liberdade de expressão e
ao ordenamento jurídico brasileiro. E desmascara com clareza a
permanência de modelos arcaicos e autoritários em determinadas
instituições públicas.
A condenação absurda de José Cristian Góes é parte de perseguição
pública a que o camarada vem sendo submetido pelo desembargador do
Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, Edson Ulisses de Melo,
vice-presidente do tribunal. O desembargador é cunhado do governador de
Sergipe, Marcelo Déda (PT) e foi nomeado por ele para o mais alto cargo
do Judiciário estadual.
O desembargador não gostou de uma crônica ficcional escrita pelo
jornalista José Cristian Góes sobre o coronelismo (“Eu, o coronel em
mim”), tendo identificado o texto como uma crítica a seu cunhado, o
governador de Sergipe.
O texto de Goés é ficcional, escrito em primeira pessoa e não têm
nomes de pessoas, locais e nem datas. Mesmo sem tais referências, o
desembargador Edson Ulisses moveu dois processos contra o jornalista: um
criminal, onde pede prisão de José Cristian Góes; e um cível, onde pede
indenização por danos morais.
Cristian Góes é um jornalista militante pelos direitos humanos, foi
presidente do Sindicato dos Jornalistas de Sergipe e atua junto aos
movimentos sociais e sindicais em Sergipe e no Brasil há mais de 20
anos.
O juiz substituto do Juizado Criminal Especial em Aracaju, Eduardo
Portela, reconhece que não há nomes, não há referência a pessoas, mas
sentencia o jornalista José Cristian Góes a 07 meses e 16 dias de prisão
por escrever o texto que “é possível fazer uma associação” e “dar a
entender” que o jornalista escreveu no texto a palavra “coronel” fazia
referências ao governador e “jagunço das leis” ao desembargador.
O artigo XIX da Declaração Universal dos Direitos Humanos é claro:
“todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão; esse
direito inclui a liberdade de ter opiniões sem sofrer interferência e de
procurar, receber e divulgar informações e ideias por quaisquer meios e
independentemente de fronteiras”. A Constituição Federal brasileira, de
1988, diz em seu o artigo 5º, IX: “É livre a expressão da atividade
intelectual, artísticas, científica e de comunicação, independentemente
de censura ou licença”.
Como se percebe, a condenação criminal do jornalista José Cristian
Góes é inconcebível sob todos os aspectos. Por isso, o PCB conclama
todas as organizações políticas e sociais em Sergipe e no Brasil a agir
no sentido de atuar para reverter essa absurda condenação porque ela não
afeta apenas ao jornalista, mas todos à sociedade brasileira.
PCB - Partido Comunista Brasileiro
Secretariado Nacional
Fonte: http://pcb.org.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=6273:toda-solidariedade-ao-camarada-jose-cristian-goes&catid=120:grecia
ENTENDA O CASO
O jornalista sergipano José Cristian Góes foi condenado a sete meses e
16 dias de prisão por ter escrito uma crônica ficcional sobre o
coronelismo.
Segundo o Sindicato dos Jornalistas do Sergipe, apesar de o texto ser em primeira pessoa e não ter indicação de locais, datas e não citar ninguém, o desembargador Edson Ulisses, cunhado do governador Marcelo Déda (PT), se sentiu ofendido e pediu a prisão do jornalista.
Edson Ulisses, que é também vice-presidente do Tribunal de Justiça, alegou que se sentiu pessoalmente ofendido pela expressão “jagunço das leis” e pediu a prisão do jornalista por injúria.
Apesar de todo o processo ter sido presidido pela juíza Brígida Declerc, do Juizado Especial Criminal em Aracaju, a sentença foi assinada no último dia 04 de julho pelo juiz substituto Luiz Eduardo Araújo Portela.
“Esta é uma decisão em primeira instância. Vamos ingressar com os recursos. Em razão de ser uma sentença absurda, não acreditamos que ela prospere, mas se for o caso vamos até o STF em razão da decisão ferir gravemente à Constituição Federal, e quem sabe, podemos ir até ao CNJ e as Cortes internacionais de Direitos Humanos”, disse Antônio Rodrigo, advogado de Cristian Góes.
Os sete meses e 16 dias de detenção foram convertidos pelo juiz Eduardo Portela a prestação de serviço em alguma entidade assistencial.
A crônica literária “Eu, o coronel em mim” é um texto em estilo de confissão de um coronel imaginário dos tempos de escravidão que se vê chocado com o momento democrático. Não há citação de nomes, locais, datas ou cargos públicos.
Segundo o Sindicato dos Jornalistas do Sergipe, apesar de o texto ser em primeira pessoa e não ter indicação de locais, datas e não citar ninguém, o desembargador Edson Ulisses, cunhado do governador Marcelo Déda (PT), se sentiu ofendido e pediu a prisão do jornalista.
Edson Ulisses, que é também vice-presidente do Tribunal de Justiça, alegou que se sentiu pessoalmente ofendido pela expressão “jagunço das leis” e pediu a prisão do jornalista por injúria.
Apesar de todo o processo ter sido presidido pela juíza Brígida Declerc, do Juizado Especial Criminal em Aracaju, a sentença foi assinada no último dia 04 de julho pelo juiz substituto Luiz Eduardo Araújo Portela.
“Esta é uma decisão em primeira instância. Vamos ingressar com os recursos. Em razão de ser uma sentença absurda, não acreditamos que ela prospere, mas se for o caso vamos até o STF em razão da decisão ferir gravemente à Constituição Federal, e quem sabe, podemos ir até ao CNJ e as Cortes internacionais de Direitos Humanos”, disse Antônio Rodrigo, advogado de Cristian Góes.
Os sete meses e 16 dias de detenção foram convertidos pelo juiz Eduardo Portela a prestação de serviço em alguma entidade assistencial.
A crônica literária “Eu, o coronel em mim” é um texto em estilo de confissão de um coronel imaginário dos tempos de escravidão que se vê chocado com o momento democrático. Não há citação de nomes, locais, datas ou cargos públicos.
Fonte: http://www.midiajur.com.br/conteudo.php?sid=44&cid=10612
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segunda-feira, 15 de julho de 2013
GIGANTE – PARTE II
Convém, em tempo, explicar o motivo pelo qual narro estes episódios.
Nove semanas antes da chegada do circo, encontrava-me na capital,
dormindo de favor na casa de um dos muitos amigos que fiz – faço muitos
por todo canto, inda hei de fazer um no litoral – enquanto passava os
dias à procura de emprego. A peregrinação foi cansativa e inócua, mas
pude recolher alguns aprendizados.
Tomei um ônibus na Praça Oito em um dia de agitação. Pessoas enfileiravam-se na parada e acotovelavam-se umas às outras como se o objetivo de todas não fosse o mesmo; e cada um agindo como se o real causador de seu transtorno fosse o semelhante que lhe ladeia. Não pude oferecer muita resistência quando, após muita espera, apareceu o primeiro coletivo: fui empurrado porta adentro pela turba, formando uma imagem patética – sabendo que aquele não era adequado ao meu destino, punha-me na contra mão, e era obrigado a caminhar de costas contra a minha vontade. E, de costas, tive que subir as escadas do coletivo.
A quantidade de indivíduos comigo na entrada já seria suficiente para lotar aquela jaula coletiva móvel; porém, ela já estava com espécies em excesso. Dentro, algum infeliz tentava tornar a vida do próximo tão infeliz quanto a sua, ouvindo alguma coisa em som horroroso, num volume acima das necessidades individuais. O vocabulário não foi reconhecido pela minha pobreza gramatical, mas supus que alguém repetia “eu quero tu”, ou algo semelhante, e mais outros quereres, e “tus” e “tas” – tais quais os pronunciados em nossa língua, mas parecendo outra. Só pude lamentar pela vida do querido.
Imediatamente, não sei se em manifestação de desagrado ou em puro ato de apoio ao infeliz, outros sons começaram a atormentar a ideia de todos, inclusive a do condutor, que parou o ônibus, e definiu que só prosseguiria com o fim da orquestra insólita e inaudita de telefones móveis.
Assim como fui levado pela turba porta adentro, fui empurrado porta afora, num séquito de revoltosos.
Estando eu numa cidade que não é a minha, numa lotação que não queria tomar e, para confidenciar em honesta verdade, sem um rumo definido, resolvi abraçar a vontade do acaso e decidi continuar sem rumo, mas com força motriz própria.
Esbocei poucos passos hesitantes até parar, contemplando uma construção diferente das demais; um casario de cor destoante, com uma porta larga. Estando aberta, pude perceber uma pequena aglomeração. Imaginei que fosse algum edifício público e, curioso de seu estado interno, ultrapassei a entrada.
No exato momento em que pus meu pé esquerdo no recinto (por teimosia, sempre inicio caminhadas pelo sinistro), alguém – que parecia ser a pessoa mais respeitada entre os presentes – chamou a nós todos para o início de uma reunião.
Com uma fome de fazer azedume na boca, e com escassos trocados nos bolsos, percebi de imediato as fartas porções de lanches num pequeno corredor de transição para o local da reunião... “O pior formato para um ambiente há de ser um corredor, a não ser que você queira um corredor”, ouvi certa vez. Porém, naquele momento, ouvindo o som de felicidade e ansiedade que ressoava do ventre, entendi que aquele corredor me serviria muito bem como um espaço de refeições. E, após seguir sem querer para onde não conhecia, sem ter ideia de quem eram aquelas pessoas e seus intentos, sem saber nem mesmo qual a finalidade daquele espaço, tive a primeira certeza do dia: a melhor refeição é sempre aquela que temos à disposição.
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Fábio Henrique de Carvalho
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Tomei um ônibus na Praça Oito em um dia de agitação. Pessoas enfileiravam-se na parada e acotovelavam-se umas às outras como se o objetivo de todas não fosse o mesmo; e cada um agindo como se o real causador de seu transtorno fosse o semelhante que lhe ladeia. Não pude oferecer muita resistência quando, após muita espera, apareceu o primeiro coletivo: fui empurrado porta adentro pela turba, formando uma imagem patética – sabendo que aquele não era adequado ao meu destino, punha-me na contra mão, e era obrigado a caminhar de costas contra a minha vontade. E, de costas, tive que subir as escadas do coletivo.
A quantidade de indivíduos comigo na entrada já seria suficiente para lotar aquela jaula coletiva móvel; porém, ela já estava com espécies em excesso. Dentro, algum infeliz tentava tornar a vida do próximo tão infeliz quanto a sua, ouvindo alguma coisa em som horroroso, num volume acima das necessidades individuais. O vocabulário não foi reconhecido pela minha pobreza gramatical, mas supus que alguém repetia “eu quero tu”, ou algo semelhante, e mais outros quereres, e “tus” e “tas” – tais quais os pronunciados em nossa língua, mas parecendo outra. Só pude lamentar pela vida do querido.
Imediatamente, não sei se em manifestação de desagrado ou em puro ato de apoio ao infeliz, outros sons começaram a atormentar a ideia de todos, inclusive a do condutor, que parou o ônibus, e definiu que só prosseguiria com o fim da orquestra insólita e inaudita de telefones móveis.
Assim como fui levado pela turba porta adentro, fui empurrado porta afora, num séquito de revoltosos.
Estando eu numa cidade que não é a minha, numa lotação que não queria tomar e, para confidenciar em honesta verdade, sem um rumo definido, resolvi abraçar a vontade do acaso e decidi continuar sem rumo, mas com força motriz própria.
Esbocei poucos passos hesitantes até parar, contemplando uma construção diferente das demais; um casario de cor destoante, com uma porta larga. Estando aberta, pude perceber uma pequena aglomeração. Imaginei que fosse algum edifício público e, curioso de seu estado interno, ultrapassei a entrada.
No exato momento em que pus meu pé esquerdo no recinto (por teimosia, sempre inicio caminhadas pelo sinistro), alguém – que parecia ser a pessoa mais respeitada entre os presentes – chamou a nós todos para o início de uma reunião.
Com uma fome de fazer azedume na boca, e com escassos trocados nos bolsos, percebi de imediato as fartas porções de lanches num pequeno corredor de transição para o local da reunião... “O pior formato para um ambiente há de ser um corredor, a não ser que você queira um corredor”, ouvi certa vez. Porém, naquele momento, ouvindo o som de felicidade e ansiedade que ressoava do ventre, entendi que aquele corredor me serviria muito bem como um espaço de refeições. E, após seguir sem querer para onde não conhecia, sem ter ideia de quem eram aquelas pessoas e seus intentos, sem saber nem mesmo qual a finalidade daquele espaço, tive a primeira certeza do dia: a melhor refeição é sempre aquela que temos à disposição.
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Fábio Henrique de Carvalho
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quarta-feira, 10 de julho de 2013
terça-feira, 2 de julho de 2013
GIGANTE - PARTE I
As manchetes dos jornais naquela manhã de domingo imploravam para que os leitores fossem ao circo.
A lona era enorme, o diâmetro cobria as duas laterais do campo de futebol da gurizada, campo no qual foi disposta de modo centralizado, com os enormes pregos enferrujados esburacando ainda mais o já surrado chão duro, de terra batida, onde mal nascia uma erva daninha. Ao redor da lona, em minúsculas e precárias jaulas enfileiradas, uns animais famintos aguardavam pacientemente a hora da morte – uma banzaria de dar dó. E era em dó, e não em sol, que o palhaço cantarolava “Tristeza e Solidão”, do Baden com o Vinícius, certamente por causa da cozinheira, que havia lhe deixado na última parada para viver com um cobrador de lotação. A vida demorava a passar por ali, e quase todos sentiam isso com melancolia. Menos o impassível elefante...
Não tinha visto muita coisa em vida (e agora, após a submersão, já nem vejo mais coisa alguma), mas, certamente, este é o maior animal que existe. Tudo bem, alguém há de protestar: há animais maiores no oceano! Mas nunca avistei o oceano, inclusive... Se quisessem mesmo mudar minha opinião, colocassem aqui, no chão de terra batida do campinho, um destes monstros marinhos, e talvez, se o visse, eu daria fé. “Porque tudo aquilo que jamais é visto – não existe...”, já postulou um poeta de verdade. Nem mesmo o oceano existe!
Aquele elefante existiu. E ainda existe, já que dele não se esquece. Não sabemos ao certo se ele manteve seu corpo monumental por tanto tempo ali, sob a autoridade deselegante e cruel de seus tratadores, por comodidade ou por falta de lugar para ir. Afinal, para onde mais um elefante iria fora de seu habitat na África selvagem? Para uma feira dominical? Fazendo jus ao frasista popular anônimo que justamente ilustrou uma das cenas que mais poderia causar transtornos? “Tão incômodo quanto um paquiderme na feira”...
Chamavam-no Ali, em homenagem a outro gigante impávido. Provavelmente ele não dava por isso. Nem Clay e nem Ali existiram para aquele paquiderme. Por outro lado, ninguém se preocupa muito com os carrapatos que infestam sua derme, alguns formando imensas câmaras e palacetes nas aberturas de seu aparelho auditivo. Ali protestava, abanando em leque as enormes orelhas, raramente algum dos parasitas caía... Em sua terra natal, as insuportáveis búfagas lhe visitariam para devorar esses parasitas hediondos; não sem dilacerar-lhe a carne, arrancando em movimentos torturantes partes do enorme corpo, além de muito sangue. Há remédios que curam uma gripe sacrificando o enfermo.
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Fábio Henrique de Carvalho
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A lona era enorme, o diâmetro cobria as duas laterais do campo de futebol da gurizada, campo no qual foi disposta de modo centralizado, com os enormes pregos enferrujados esburacando ainda mais o já surrado chão duro, de terra batida, onde mal nascia uma erva daninha. Ao redor da lona, em minúsculas e precárias jaulas enfileiradas, uns animais famintos aguardavam pacientemente a hora da morte – uma banzaria de dar dó. E era em dó, e não em sol, que o palhaço cantarolava “Tristeza e Solidão”, do Baden com o Vinícius, certamente por causa da cozinheira, que havia lhe deixado na última parada para viver com um cobrador de lotação. A vida demorava a passar por ali, e quase todos sentiam isso com melancolia. Menos o impassível elefante...
Não tinha visto muita coisa em vida (e agora, após a submersão, já nem vejo mais coisa alguma), mas, certamente, este é o maior animal que existe. Tudo bem, alguém há de protestar: há animais maiores no oceano! Mas nunca avistei o oceano, inclusive... Se quisessem mesmo mudar minha opinião, colocassem aqui, no chão de terra batida do campinho, um destes monstros marinhos, e talvez, se o visse, eu daria fé. “Porque tudo aquilo que jamais é visto – não existe...”, já postulou um poeta de verdade. Nem mesmo o oceano existe!
Aquele elefante existiu. E ainda existe, já que dele não se esquece. Não sabemos ao certo se ele manteve seu corpo monumental por tanto tempo ali, sob a autoridade deselegante e cruel de seus tratadores, por comodidade ou por falta de lugar para ir. Afinal, para onde mais um elefante iria fora de seu habitat na África selvagem? Para uma feira dominical? Fazendo jus ao frasista popular anônimo que justamente ilustrou uma das cenas que mais poderia causar transtornos? “Tão incômodo quanto um paquiderme na feira”...
Chamavam-no Ali, em homenagem a outro gigante impávido. Provavelmente ele não dava por isso. Nem Clay e nem Ali existiram para aquele paquiderme. Por outro lado, ninguém se preocupa muito com os carrapatos que infestam sua derme, alguns formando imensas câmaras e palacetes nas aberturas de seu aparelho auditivo. Ali protestava, abanando em leque as enormes orelhas, raramente algum dos parasitas caía... Em sua terra natal, as insuportáveis búfagas lhe visitariam para devorar esses parasitas hediondos; não sem dilacerar-lhe a carne, arrancando em movimentos torturantes partes do enorme corpo, além de muito sangue. Há remédios que curam uma gripe sacrificando o enfermo.
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Fábio Henrique de Carvalho
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segunda-feira, 1 de julho de 2013
Até tu, Bart?
Um dos vândalos badernista mais conhecidos da
cultura de massa foi prometido para colaborar com os movimentos
populares do Brasil, e deve fazê-lo com a família toda. A PM já avisa: vai faltar bala de borracha!
Segundo o Jornal O Tempo, aqui dos Feudos Gerais, ninguém menos do que o próprio Matt Groening, autor-produtor-criador e pica das galáxias dos Simpsons,
falou que está trabalhando num episódio da família amarela relacionado
aos protestos do Brasil. Groening estaria bastante sensibilizado com a
situação popular do país, e o episódio, que não se furtará ao escracho e sarcasmo típicos da série, deverá estrear na nova temporada, que começa em setembro.
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quinta-feira, 27 de junho de 2013
Liberdade - Por C. Marighella
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terça-feira, 25 de junho de 2013
COPA DO MUNDO
A copa do mundo é o evento,
Mais famoso e mais caro do planeta.
Enquanto milionários correm em campo,
Fazendo belas jogadas.
E nas arquibancadas...
Só sentam-se pessoas abastadas!
Enquanto isso neste mesmo país...
Existem pessoas levando uma vida desgraçada!
Não sei por que acontece essa grande diferença;
Regimes ditando regras e pregando as suas crenças.
Enquanto em nosso planeta
Existem homens, se dizendo inteligentes.
Matam gente todo dia, até mesmo inocentes
Quando não morrem de fome!
Por viverem desnutridos:
Por isso ficam doentes.
Vivaldo Terres é poeta, cronista e contista em Itajaí
Mais famoso e mais caro do planeta.
Enquanto milionários correm em campo,
Fazendo belas jogadas.
E nas arquibancadas...
Só sentam-se pessoas abastadas!
Enquanto isso neste mesmo país...
Existem pessoas levando uma vida desgraçada!
Não sei por que acontece essa grande diferença;
Regimes ditando regras e pregando as suas crenças.
Enquanto em nosso planeta
Existem homens, se dizendo inteligentes.
Matam gente todo dia, até mesmo inocentes
Quando não morrem de fome!
Por viverem desnutridos:
Por isso ficam doentes.
Vivaldo Terres é poeta, cronista e contista em Itajaí
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Vivaldo Terres
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Tarifa do Piau (Paródia de "Cabeleira do Zezé")
Olha a tarifa do Piau!
Será que é legal?
Será que é legal? (Não é!)
Olha a tarifa do Piau!
Será que é legal?
Será que é legal?
AA deu a canetada
Em cima do prazo final
Piau que não é bobo nem nada
Finge ser tudo normal!
Corta a tarifa dele!
Corta a tarifa dele!
Corta a tarifa dele!
Corta a tarifa dele!
Toninho Marques
http://boisemdono.blogspot.com.br/2013/01/carnaval-2013-parodias.html
Será que é legal?
Será que é legal? (Não é!)
Olha a tarifa do Piau!
Será que é legal?
Será que é legal?
AA deu a canetada
Em cima do prazo final
Piau que não é bobo nem nada
Finge ser tudo normal!
Corta a tarifa dele!
Corta a tarifa dele!
Corta a tarifa dele!
Corta a tarifa dele!
Toninho Marques
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quinta-feira, 20 de junho de 2013
LANÇAMENTO DO LIVRO JUVENIL CERTA MANHÃ, DE DANIEL OLIVEIRA, EM SABARÁ
Lançamento
do livro do autor sabarense Daniel Oliveira, dia 05 de julho às 14h, na
Biblioteca Pública Municipal Professor "Joaquim Sepúlveda"
https://www.facebook.com/events/384060771699456/
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Sabará/MG
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Quadrinistas brasileiros fazem HQs em apoio a manifestações
Para quem ainda não sabe, está marcada para as 17h deste dia 17 de junho
uma grande manifestação pública no Largo da Batata, em São Paulo. Às
manifestações que começaram na semana passada contra o aumento da
passagem de ônibus agora se juntam outras causas, como o repúdio à
violência policial.
Os quadrinistas nacionais, podendo ou não comparecer ao evento, também estão manifestando-se. Fábio Moon e Gabriel Bá publicaram hoje em seu blog duas HQs curtas explicando por que vão participar da manifestação. Na HQ de Bá, em referência à truculência policial, ele pergunta "e se dissessem quais histórias eu posso contar e quais eu não posso?". Veja na galeria.
Rafael Albuquerque
também colocou seu ponto de vista em HQ e ilustração - lembrando que a
Copa está quase aí e tem tudo a ver com os protestos. Outros
quadrinistas, como Laerte, também já expressaram sua opinião, mesmo que com humor. O autor de Piratas do Tietê fez releitura de uma HQ de Glauco dos anos 70, como você confere na galeria, ao lado. Na mesma linha, João Montanaro está fazendo releitura de Banksy.
Também por motivo dos protestos, a editora Balão Editorial resolveu disponibilizar Como na Quinta Série, de DW Ribatski, álbum lançado no ano passado e que trata também de truculência policial. A HQ pode ser lida aqui.
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sexta-feira, 14 de junho de 2013
Lançamento do livro Os ventos que sopraram do leste: o PCB entre o fim da história e o marxismo
“Visto
de forma dialética, o impacto de tais mudanças, associado à dinâmica
histórica do Brasil nos anos 80 do século XX, resulta em caminhos
distintos para os comunistas brasileiros que desembocam na divisão em
dois partidos”, escrevem os autores.
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quarta-feira, 12 de junho de 2013
Fronteiras
Os corações
(assim como as pátrias)
não deviam
ter fronteiras.
Queria explodi-los
em suspiros, gozo e
anátemas
para que de tantos pedaços
brotassem outras
centenas.
Os corações
(assim como as pátrias)
não
deviam ter fronteiras…
mas têm.
Mauro Iasi
CC do PCB
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sexta-feira, 7 de junho de 2013
Teatro e Resistência Cultural: o Grupo Opinião
Estudo
de Miliandre Garcia, publicado no site do grupo de pesquisa
Intelectuais, Esquerdas e Movimentos Sociais, da Unesp Marília, Teatro e Resistência Cultural: o Grupo Opinião
estuda como, na década de 1960, um contingente expressivo de artistas
engajados assimilou o discurso do PCB, com a emergência de um novo
imaginário acerca da cultura brasileira, e sua ligação direta com
formato e linguagem do Grupo Opinião.
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quinta-feira, 6 de junho de 2013
O hálito da floresta faz do tempo sua meta
O hálito da floresta
faz do tempo sua meta
Povos feitos de rios e
selva
Comunhão ancestral que
congrega
Na explosão do verde a
descoberta
Texto: Daniel Oliveira
Fotografia: Thiago Almeida
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Thiago Almeida
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Poetas do Proletariado e Poemas Coletivos.
A proposta da página é a construção de poemas coletivamente, com a seguinte organização:
1) Um novo poema nasce com uma mensagem - o 1º verso;
2) Os comentários são sua continuidade;
3) Quem lança o 1º verso pode sugerir estilo/temática
*P.ex., soneto, haikai, livre, n° de versos, rimado ou não, etc.
Contudo, deve ser apenas sugestão.
4) Cada um escreve, através de um comentário, um ÚNICO verso.
*copia/cola o(s) verso(s) anterior(es) e adicionar o seu, não podendo alterar o que já apresentados.
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terça-feira, 4 de junho de 2013
Ação Brigada Popular Valdomiro Jambeiro na pista de Skate.
Ação realizada no dia 25/05/2013 na
pista de Skate em Gauianases, Zona lesta da capital paulista. A região
existe poucos ponto de cultura e para a juventude, o pouco que tem falta
manutenção. a Brigada Valdomiro Jambeiro compôs em conjunto com a
juventude que frequenta a pista e pos a "mão na massa" para reformar a
pista de skate, além de fazer diversas gafites para deixa o ambiente com
a cara da juventude que frequenta o espaço.
https://www.facebook.com/media/set/?set=a.492399494165119.1073741829.100001852180126&type=1
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segunda-feira, 3 de junho de 2013
O Rio balança
-->
O Rio
balança
O Rio
balança o Homem
O Rio
balança o Homem no Barco
Rio
Homem Barco
no
balanço da Vida
Fotografia:
Thiago Almeida
Texto:
Daniel Oliveira
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