quarta-feira, 29 de maio de 2013
MuchoCumo "Nuestro Juramento" (clip musical)
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terça-feira, 28 de maio de 2013
Exposição de charges comemora 10 Anos de Fábrica Ocupada Flaskô
O cartunista Batata, para comemorar os 10 anos de Fábrica Ocupada Flaskô, realizará uma exposição de charges e cartuns.
A exposição irá acontecer no Festival de 09 a 16 de junho, que também acontecerá como parte da data comemorativa.
Para quem deseja participar da exposição, basta enviar o trabalho para o email batatasemumbigo@gmail.com.
Para saber mais sobre o festival, clique no link abaixo:
O site da Fábrica:
Maiores detalhes da exposição podem ser obtidos através do e-mail do cartunista.
Fonte: http://quadro-a-quadro.blog.br/?p=21514
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segunda-feira, 27 de maio de 2013
Estamos num acampamento Sem-Terra.
Estamos num acampamento Sem-Terra.
O surdo baque do machado sobre a lenha
A alegria dos cantos desentoados do Joel
Traz para minh’alma grande alegria
Arrisco cantar uma cantiga antiga
Do fogão-de-barro e chapa de flandre
Escapa o saboroso cheiro de fufé,
Saborosa receita de café e, muito apreciado
É a maior descoberta de algum acampado.
Depois do fufé com fubá suado,
Apressado desço à ravina buscar água
Que regará as plantas já regaladas
De orvalho prata do generoso cosmo
E produzirá tenros legumes aos pratos.
A vida nos acampamentos do movimento
Transcende a esperança e irrompe
A consciência politizada do acampado
Que quanto a legitimidade dessa luta
Não tem dúvidas. Ou luta ou se curva.
Nossas barracas não têm portas
Mas se têm é por questão de medo
A gente come ou bebe em qualquer delas
Sem preconceito também se dorme se for preciso
É que estamos todos, bastante socializados
Repartimos nossos bens à companheirada
Às famílias maiores com sua criançada
E quando cozinham alguma guloseima
Chegam para nós sorrindo e oferecendo
O cândido sorriso de quem está crescendo.
Elias Elliot
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segunda-feira, 20 de maio de 2013
A Liberdade - Bonde da Cultura
O Bonde da Cultura é um coletivo artístico do Morro Jorge Turco, localizado no bairro Coelho Neto - Rio de Janeiro. Revolucionários, bolivarianos, é um dos grupos que fez de sua arte a principal arma de resistência.
No mês de abril, a TV Memória Latina subiu o morro junto aos companheiros do Bonde da Cultura para gravar algumas músicas. Uma delas, você confere agora. Trata-se da música "A Liberdade", composta por Matheus Moraes e Marcelo Jerry e interpretada por Diego Silva e Marcelo Jerry, integrantes do Bonde.
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quinta-feira, 16 de maio de 2013
Marambaia
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Oh,
meu Deus, isso num é vida de gente, não
Marido
doente internado
Eu
aqui de resguardo
As
meninas no caminhão
(Apanhando
café pro patrão)
Oh,
meu Deus, isso num é vida de gente, não
Sempre
eu pensava no início
Que
se tivesse um pedacinho
De
terra que desse ao menos
Um
talinho não saia dali não
Que
a gente lá roçava
Capinava
de enxada
Mas
todo dia a noite vencia
Meus
filhos passava fome
Não
tinha saída, nem folha
De
mandioca que desse guarita
Nem
água com açúcar
Que
açúcar não tinha
Oh,
meu Deus, isso num é vida de gente não
Daniel
Oliveira
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quarta-feira, 8 de maio de 2013
O GARI
Levanta de manhã cedinho,
Deixa a casa, os filhos, a família.
Vai para a labuta diária,
Defender o pão de cada dia.
Passam dias, meses e anos!
Na maioria das vezes sem nunca serem lembrados.
As mãos, o rosto, a vassoura, a pá e o carrinho,
Mostra o seu trabalho honrado.
A vida é passageira,
Da mesma somos todos coadjuvantes.
O final é para todos é uma certeza,
Desde os mais simples, até os mais importantes.
Toda profissão é digna do trabalhador,
Seja ela médico, advogado, professor ou varredor.
O importante é honrar o que se faz,
Acrescentando a esta, respeito, carinho, dedicação e
amor.
Para algumas pessoas, creio:
Ser gari é uma profissão vergonhosa.
Manter uma cidade limpa,
É como cuidar de uma rosa.
Ser gari é muito mais que limpar ruas e cidades,
É criar vínculos de amizade, ternura e boa vizinhança.
Pois quem possui bons amigos,
Colherá os frutos da bonança.
A todos os garis do Brasil,
Meu abraço de estima, apreço e gratidão.
Nunca deixem-se abater pelo desânimo,
Exerçam com carinho e entusiasmo tão bela profissão.
Antônio Francisco Cândido
Funcionário do Teatro Municipal de Pouso Alegre - MG
Membro Correspondente da A.C.L.A.C. Arraial do Cabo - RJ.
e-mail: candidok1917@gmail.com
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sexta-feira, 3 de maio de 2013
Carlos Puebla - Yanquees Go Home
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quinta-feira, 2 de maio de 2013
Escritor chileno lança no Brasil obra que lembra desaparecidos da ditadura de Pinochet
O cinema costuma atrair os holofotes quando o mainstream se debruça
sobre a vizinha cultura latino-americana, mas quem disse que ele reina
sozinho no atual panorama cultural da região? Há uma nova safra de
escritores da América Latina que pouco a pouco ocupa as livrarias
brasileiras com sua literatura de qualidade.
Divulgação
Do Chile, a principal referência atualmente é Alejandro Zambra, um dos 22 selecionados pela revista britânica Granta para sua edição com novos nomes das letras hispano-americanas. Seu livro mais celebrado, Bonsai,
saiu em 2006 e recebeu vários prêmios no Chile e no exterior, além de
ter sido adaptado ao cinema pelo diretor chileno Cristián Jiménez. Foi
publicado no Brasil em 2012 pela editora Cosac Naify.
Aos 37 anos, Alejandro publica agora em português, pela mesma editora, A vida privada das árvores, de 2007. O escritor, que participa do “Navegar É Preciso”, viagem literária pelo Rio Negro, organizada pela Livraria da Vila, estará em São Paulo no dia 7 de maio para o lançamento do livro.
Na nova obra, Julián espera a chegada de sua esposa, Verónica, enquanto conta histórias de árvores para sua enteada Daniela. Enquanto a mulher não vem, o protagonista inventa para eles futuros possíveis, do qual Verónica não faz parte. Embora a trama aconteça nos dias de hoje, há quem veja aí uma relação com a ditadura de Pinochet, que deixou muitos a espera de amigos e parentes exilados no Chile.
Confira a entrevista exclusiva de Zambra a Opera Mundi.
Opera Mundi: Que temas mais lhe importam como escritor?
Alejandro Zambra: Isso vai mudando o tempo todo. Só posso dar uma resposta muito geral: me interessa a maneira como as pessoas vivem. Gosto de observar isso. A forma com que você se relaciona com seu bairro, sua cidade, seu país. E isso tem a ver com todos os temas.
OM: Como nasceu a ideia para A vida privada das árvores?
AZ: Realmente não está claro pra mim. A primeira coisa que me ocorreu foi o título. Li o verso “a vida privada das árvores” no livro de um amigo poeta, Andrés Anwandter, há 15 anos. E aí pensei que gostaria de escrever um romance chamado assim. Mas passou bastante tempo até que eu decidisse tentar.
Divulgação

Aos 37 anos, Alejandro publica agora em português, pela mesma editora, A vida privada das árvores, de 2007. O escritor, que participa do “Navegar É Preciso”, viagem literária pelo Rio Negro, organizada pela Livraria da Vila, estará em São Paulo no dia 7 de maio para o lançamento do livro.
Na nova obra, Julián espera a chegada de sua esposa, Verónica, enquanto conta histórias de árvores para sua enteada Daniela. Enquanto a mulher não vem, o protagonista inventa para eles futuros possíveis, do qual Verónica não faz parte. Embora a trama aconteça nos dias de hoje, há quem veja aí uma relação com a ditadura de Pinochet, que deixou muitos a espera de amigos e parentes exilados no Chile.
Confira a entrevista exclusiva de Zambra a Opera Mundi.
Opera Mundi: Que temas mais lhe importam como escritor?
Alejandro Zambra: Isso vai mudando o tempo todo. Só posso dar uma resposta muito geral: me interessa a maneira como as pessoas vivem. Gosto de observar isso. A forma com que você se relaciona com seu bairro, sua cidade, seu país. E isso tem a ver com todos os temas.
OM: Como nasceu a ideia para A vida privada das árvores?
AZ: Realmente não está claro pra mim. A primeira coisa que me ocorreu foi o título. Li o verso “a vida privada das árvores” no livro de um amigo poeta, Andrés Anwandter, há 15 anos. E aí pensei que gostaria de escrever um romance chamado assim. Mas passou bastante tempo até que eu decidisse tentar.
OM: Você é considerado atualmente um dos novos talentos da literatura hispano-americana. Como isso afeta seu trabalho?
AZ: Estou feliz, porque meu trabalho conseguiu chegar a alguns leitores. No momento de escrever, no entanto, não existe nada disso. Você está sozinho com a página.
OM: A seu ver, você compartilha algo com escritores latino-americanos da sua geração?
AZ: Compartilho muitíssimas coisas, mas cada um faz o seu trabalho. Não gosto muito de ficar fazendo listas, na verdade. Há escritores que admiro e por sorte são meus amigos, como os mexicanos Alvaro Enrigue, Guadalupe Nettel e Valeria Luiselli, os argentinos Pedro Mairal e Samanta Schweblin, ou compatriotas meus, como Matías Celedón e Alejandra Costamagna.
OM: No cinema, pouco a pouco se fala de uma maior proximidade entre a cultura brasileira e a hispano-americana. Como você enxerga a literatura nesse contexto?
AZ: Sempre estive atento à literatura e à música brasileiras. Não tenho claro os problemas entre as duas culturas. Acho que sim, que os livros sempre circulam. Neste momento, estou feliz de conhecer autores como Emílio Fraia, Tatiana Salem, João Paulo Cuenca, Daniel Galera e Miguel del Castillo.
OM: Quais são seus autores preferidos no Chile e na América Latina?
AZ: São muitos. É melhor eu citar uma autora que levo muitos anos lendo e desfrutando: Clarice Lispector. E uma grande escritora argentina, não tão conhecida ainda, chamada Hebe Uhart.
OM: Existe alguma relação entre a história que você relata e a ditadura chilena?
AZ: Entendo que essa relação pode ser feita, mas não escrevi o romance pensando nesse tema.
AZ: Estou feliz, porque meu trabalho conseguiu chegar a alguns leitores. No momento de escrever, no entanto, não existe nada disso. Você está sozinho com a página.
OM: A seu ver, você compartilha algo com escritores latino-americanos da sua geração?
AZ: Compartilho muitíssimas coisas, mas cada um faz o seu trabalho. Não gosto muito de ficar fazendo listas, na verdade. Há escritores que admiro e por sorte são meus amigos, como os mexicanos Alvaro Enrigue, Guadalupe Nettel e Valeria Luiselli, os argentinos Pedro Mairal e Samanta Schweblin, ou compatriotas meus, como Matías Celedón e Alejandra Costamagna.
OM: No cinema, pouco a pouco se fala de uma maior proximidade entre a cultura brasileira e a hispano-americana. Como você enxerga a literatura nesse contexto?
AZ: Sempre estive atento à literatura e à música brasileiras. Não tenho claro os problemas entre as duas culturas. Acho que sim, que os livros sempre circulam. Neste momento, estou feliz de conhecer autores como Emílio Fraia, Tatiana Salem, João Paulo Cuenca, Daniel Galera e Miguel del Castillo.
OM: Quais são seus autores preferidos no Chile e na América Latina?
AZ: São muitos. É melhor eu citar uma autora que levo muitos anos lendo e desfrutando: Clarice Lispector. E uma grande escritora argentina, não tão conhecida ainda, chamada Hebe Uhart.
OM: Existe alguma relação entre a história que você relata e a ditadura chilena?
AZ: Entendo que essa relação pode ser feita, mas não escrevi o romance pensando nesse tema.
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