quinta-feira, 27 de março de 2014
segunda-feira, 10 de março de 2014
Muito mais que um bloco... obrigado camaradas!

(aos camaradas do Bloco Comuna que Pariu!)
Mauro Iasi
Era carnaval, era um bloco, mas era muito mais que isso. Sei lá,
alguma coisa nascendo, alguma coisa rompendo. Cada um chegou do seu
jeito, com seus sonhos guardados em seus medos, com sua alegria e suas
angústias, cada um num ritmo, uns sabendo mais outros menos, outros
nada, mas ali seu deu o milagre da fusão.
Tinha de tudo, camaradas do PCB, companheiros de outros partidos,
militantes, amigos, brancos sem jeito, negros, homens, mulheres (tinha
até um japonês, eu vi), quem vota num e quem vota no outro, junto com
quem não vota, e tudo aquilo que andava separado, ficou em silêncio e
uma figura levanta as mãos e soa um apito alto. Não podemos dizer de um
“chefe” de bateria, entre nós não há chefes, um dirigente, negro, com
roupas íntimas de mulher (vermelha provocação), cabelos de índia. E o
chão tremeu, vindo da terra, de quilombos e senzalas rebeladas, de cada
gota derramada, de suor ou sangue, de cada ato de amor, de cada beijo na
boca, de cada coisa que arrepia a pele e faz o corpo vestir a alma pelo
lado de fora.
Era uma porção de gente diferente que ali estava junto sob a direção
de um mestre. Profissional, não porque tem valor de troca e preço,
profissional como o artesão que ama sua arte, como o operário que
desempenha com perfeição seu ofício, como gari que volta na rua varrida
para pegar a latinha que ficou prá traz, como poeta que enlouquece na
busca da última palavra. Uma porção de diferença que ali estava junto:
um bloco.
O produto esconde o processo, os problemas, as noites, os ensaios, a
falta de grana, gente que atrapalha, mas o produto traz na pele a marca
do trabalho, que pega um sonho e esculpe a realidade até que fica
parecido com que queremos. E ficou bem parecido com que queremos. Alegre
e comprometido, brotando do samba com escala em Paris, irônico,
sarcástico, irreverente, cortando a carne podre do presente mostrando
que é possível e necessário libertar o novo das prisões da acomodação.
Meu filho dormia no meu colo como se ouvisse Debussy, minha
companheira se esmerava no surdo de primeira. Era carnaval, era só um
bloco, ou era mais que isso. Um bloco revolucionário do proletariado,
com capacetes operários vermelho futuro e uma voz de mulher cantando um
samba contra dudus e cabrais, contra a Globo e o Capital, deixando
cicatrizes de alegria no corpo triste da realidade.
Fiquei muito orgulhoso com meus camaradas. Era só um bloco... ou era muito mais.
sexta-feira, 7 de março de 2014
Fantástico, Favela, Ideologia e Alienação
Em reportagem no domingo dia
23 de fevereiro de 2014, o programa fantástico da TV Globo falou
sobre a nova classe média brasileira como meio de integração a
capitalismo brasileiro onde reportagens como estas procuram convencer
a opinião pública que existe uma paz social nas comunidades pobres
como: favelas, bairros proletários e periferias onde residem pessoas
de baixa renda.
Reportagens como estas não
novidades! Com estas reportagens estão buscando convencer os mais
pobres a aceitar passivamente as injustiças do sistema capitalista e
a ausência de serviços públicos por parte do Estado burguês que
quando aparece nestas comunidades é através da presença do agente
de repressão representado pelas polícias quando invadem estas
comunidades. O que estas reportagens escondem e não mostra é que
vivemos em uma sociedades que existe uma segregação social, onde os
ditos moradores oriundos das favelas e áreas proletárias não são
bem vindos nas areias da praias frequentadas pelas camada mais
privilegiadas isto ocorre nas praias de São Paulo, Rio de janeiro e
outras regiões. Como reflexo disso acontecem as divisões, os
conflitos, os arrastões e os rolezinhos.
Programas e reportagens
como: Fantástico, Domingo Legal, Caldeirão do Huck e outros,
procuram manipular e estigmatizar os mais pobres onde se aproveitam
das necessidades e desespero das pessoas usando as migalhas do
capitalismo, como: Dar uma passagem para um nordestino que mora em
São Paulo visitar o Nordeste, liberar recursos para a reforma de uma
casa, reforma de automóvel velho e etc. O que estes programas não
explicam é que as pessoas se encontram nesta situação por culpa do
capitalismo. Todos esses programas buscam desviar as massas de uma
possível tomada de consciência dos problemas e da falta de
infra-estrutura em comunidades de baixa renda, historicamente gerada
pela forma de organização da sociedade capitalista.
Além de todo aparato
ideológico nas mãos, certos programas de TV como o “Esquenta”
na Rede Globo se utiliza de prestígio e popularidade de artistas que
não buscam remar contra a ordem estabelecida fazendo o papel de
apenas vendedor de mercadoria se mediocrizando e aceitando fazer o
papel de idiota perante as câmeras. Hoje as obras de artes e as
manifestações culturais não são para refletir elas buscam apenas
entreter e diluir os problemas sociais cotidianos vividos pelas
massas trabalhadoras.
Músicas
como o “Rap da Felicidade”, as músicas de funk que fazem
apologia ao crime não tem nada de revolucionário. Estes tipos de
manifestações buscam apenas confinar os mais pobres ao consumismo
alienado, a naturalização dos problemas fazendo com que todos
procurem se adaptar a ordem burguesa confinado em seu próprio lugar
para não incomodar o sono da burguesia declarando guerra ao
capitalismo.
Artistas, músicos,
entidades como: A Cufa, Afroregee se somam aos aparatos ideológicos
da burguesia para promover a alienação e a despolitização dos
problemas gerados pelo capitalismo. É claro que não devemos
descriminar os gêneros populares como o que todos convencionaram
chamar de Funk, porém “Popular não é popularesco”,
devemos manter em alerta nosso senso crítico para entender que à
por parte da indústria cultural um processo de empobrecimento das
manifestações artísticas e culturais para superar este impasse.
devemos lutar pela democratização do acesso a cultura criando
condições para que as grandes massas possam ter acesso a uma ampla
política cultural voltada as reais necessidades espirituais das
amplas massas populares, onde a cultura possa levar as massas a
refletir sobre a realidade em que vive.
Ao contrário do que pensam
certos programas ninguém nasceu para viver amontoado como tentam nos
convencer os programas alienantes das redes de televisão a serviço
da burguesia, devemos lutar para que o poder público ao invés de
dar recursos públicos para grandes empresários passe a investir em
políticas habitacionais para que possa retirar as pessoas das áreas
de riscos para que eles possam morar com dignidade em cidades e
bairros com infla-estrutura onde todos possam ser feliz, onde os
trabalhadores através do “Poder Popular” possa construir
estas cidades organizada segundo seus interesses em oposição a
ordem capitalista.
Que no lugar deste País há
de nascer um Brasil Socialista
José Renato André
Rodrigues
Professor de Filosofia
Comitê Central do PCB
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José Renato André Rodrigues
sábado, 1 de março de 2014
Bloco Comuna que pariu - "A revolução foi a Copa que pariu!" (2014)
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